Unipampa cria GT para adequação progressiva ao Padrão de Dados Abertos

Já estão em andamento as atividades do Grupo de Trabalho institucional para adequação progressiva da Unipampa ao Padrão de Dados Abertos.  A iniciativa busca trazer ainda mais transparência e agilidade no acesso aos atos e dados da Universidade.
Conforme explica o coordenador do NTIC e autoridade responsável pela Lei de Acesso à Informação (LAI) na Universidade, professor Leonardo Pinho, resumidamente, considera-se que os dados são denominados “abertos” quando podem ser utilizados, cruzados e compartilhados livremente por qualquer pessoa. “Ao serem publicados desta maneira, os dados e informações educacionais, da população brasileira e de orçamento, por exemplo, tornam-se uma fonte e subsídio para pesquisadores, empresas, comunidade de Tecnologia da Informação (TI), gestores públicos além de estarem acessíveis e disponíveis para a sociedade em geral. Dados do Programa de Aceleração do Crescimento, das Transferências Voluntárias da União e dos fornecedores do Governo Federal já estão disponíveis no endereçodados.gov.br”.
A iniciativa partiu de uma discussão fomentada entre Ouvidoria da Unipampa e autorida responsável pela LAI e baseou-se em um diagnóstico que aponta que atualmente cada setor da instituição define o seu processo próprio de divulgação de dados, visando atender ao princípio da transparência. Embora estas ações sejam positivas, não estão totalmente adequadas a legislação vigente.
Para auxiliar no processo, há um esforço do MPOG em apoiar os órgãos da Administração Pública Federal nesta adequação, com destaque para a cartilha disponibilizada por meio do Portal Brasileiro de Dados Abertos.
“Felizmente, além do material dos órgãos governamentais, identificamos a possibilidade de contar com a expertise do colega docente do Campus Bagé, Claudio Albano”, comenta Leonardo. O professor Albano recentemente defendeu na USP sua tese de doutorado com foco na temática de dados abertos, intitulada Dados governamentais abertos: proposta de um modelo de produção e utilização de informações sob a ótica conceitual da cadeia de valor, e foi aclamado pelo grupo como coordenador do GT em reunião realizada durante o VI SIEPE.
“Além disso, o NTIC se prontificou a incluir no cronograma de desenvolvimento da equipe de Portais a adequação, na segunda fase de implantação do novo portal, ao Padrão de Dados Abertos”, comenta o coordenador do Núcleo.
As metas iniciais do GT pela adequação ao Padrão de Dados Abertos são:
a) piloto de disponibilização dos relatórios mais solicitados à PROGESP, PROGRAD e PRAEC, escolhidas em função de consultas à Ouvidoria, em formato compatível com o Padrão de Dados Abertos e com periodicidade definida – o que envolve mudança de processo nestas pró-reitorias com apoio do NTIC;
b) preparação de uma consulta à comunidade, nos moldes do processo de debate feito para a construção do PDI, para definição do conjunto de dados que deve ser priorizado para liberação gradativa em conformidade com o Padrão de Dados Abertos.