A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) ampliou as medidas relacionadas à execução do concurso público regido pelos Editais nº 346/2025 e nº 347/2025. Após os primeiros relatos sobre situações ocorridas durante a aplicação das provas, a Universidade instituiu uma comissão interna de análise e agendou reuniões com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF). As reuniões têm o objetivo de compartilhar informações relacionadas aos fatos relatados e sobre os documentos que vêm sendo analisados.
Paralelamente, a Reitoria publicou a Portaria nº 259, de 6 de fevereiro de 2026, que institui a Comissão de Análise da Execução Contratual do concurso. O grupo é formado por servidores técnicos da Universidade e terá a tarefa de examinar, de forma detalhada e fundamentada, os fatos e processos relativos a aplicação das provas.
Entre as atribuições da comissão estão a análise da documentação apresentada pela banca, a verificação da conformidade da execução com o contrato, os editais e a legislação, além do exame dos fatos e problemas relatados durante o processo. O grupo também poderá solicitar esclarecimentos adicionais e deverá elaborar um relatório técnico, que servirá de base para as decisões administrativas.
As novas medidas se somam às providências já adotadas pela Universidade desde o início da situação, quando passou a solicitar formalmente informações e documentos ao Instituto ACCESS, banca organizadora do concurso público para nível médio e superior. A Unipampa reforça a importância e a integridade do processo e que cada situação será analisada com seriedade, uma vez que a prioridade é assegurar um processo seletivo conduzido com segurança, organização e isonomia.
Embora a execução operacional do concurso seja de responsabilidade da empresa contratada, a Unipampa afirma que acompanha o caso de forma ativa, com apoio de sua equipe técnica e da Procuradoria Federal junto à instituição, para garantir que a análise ocorra com rigor administrativo e jurídico.