Agosto Dourado 2025: mês de incentivo à amamentação

Em agosto, celebramos o mês de incentivo à amamentação, reforçando a importância do aleitamento materno à saúde de crianças, mães e sociedade. A campanha, promovida globalmente pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), conta com a adesão do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e de inúmeras organizações que atuam na promoção, proteção e apoio ao aleitamento. A campanha é representada pela cor dourada, simbolizando a preciosidade do leite materno considerado fonte de vida, vínculo e proteção
 
O leite materno fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções graves, favorece o crescimento e protege contra doenças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a amamentação é a única intervenção isolada com maior impacto na redução da mortalidade infantil, pois pode prevenir até 13% das mortes de crianças menores de cinco anos em todo o mundo. 
 
Amamentar pode ser um momento delicado e desafiador para a mulher. Para um aleitamento materno exitoso é primordial que a mãe sinta-se segura, com uma rede de apoio forte e sem julgamentos, caso haja adversidades no decorrer desse processo.
 
O Ministério da Saúde preconiza que o aleitamento seja exclusivo até os seis meses e, de forma complementar, até os dois anos de idade ou mais da criança. Portanto, é preciso identificar as barreiras que possam dificultar esse processo, geralmente relacionadas à rede de suporte frágil ou inexistente, fragilidades associadas à saúde mental materna e/ou pega incorreta do bebê durante as mamadas.
 
Ressalta-se que a boa pega na amamentação ocorre quando o bebê abocanha grande parte da aréola, e não apenas o mamilo. Sinais de uma pega eficaz incluem lábios virados para fora, queixo encostado na mama e nariz livre para respirar. A mãe deve sentir que o bebê está succionando profundamente e o mamilo, ao final, deve estar íntegro e não achatado. Se a pega for dolorosa ou ineficaz, é importante suporte profissional para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.
 
Se a mãe estiver enfrentando alguma questão relacionada à saúde mental e/ou ausência de uma rede de apoio, também é primordial buscar acompanhamento especializado para que possa cuidar de seu bebê de forma saudável, garantindo a segurança, saúde e qualidade de vida para ambos. 
 
A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) ressalta que o aleitamento materno deve ser priorizado por todos, além disso é essencial garantir políticas públicas que respeitem a licença-maternidade, investir em bancos de leite humano, qualificar profissionais de saúde, oferecer acolhimento às famílias e garantir espaços adequados para amamentar e extrair leite no ambiente de trabalho. 

#AgostoDourado | Amamentação é proteção para a vida inteira.

🗓 Agosto se veste de dourado para conscientizar sobre a importância do aleitamento materno. A campanha foi instituída pela Lei estadual nº 14.726/15 e Lei federal nº 13.435/17. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. 🤱✨
 
➡ O leite materno é considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, pois possui todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e os nutrientes necessários para o saudável desenvolvimento dos bebês. Não é preciso ingerir nada além do leite materno, nem mesmo a água.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde (MS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida do bebê, e o aleitamento materno complementado até 2 anos de vida do bebê ou mais, dependendo do contexto de realidade vivida pela mãe e pela criança.
 
📌 A melhor forma de manter uma boa produção de leite é o bebê mamar em livre demanda, ou seja, sem limitação de mamadas. Quanto mais o bebê mama, mais leite será produzido. Para que a criança consiga retirar o leite com eficiência, é preciso que ela esteja mamando em uma boa posição e com a pega adequada. Outro fator que contribui bastante para ajudar na produção do leite é que a mãe fique em um ambiente tranquilo e sem estresse, além de tomar bastante líquido, dormir bem e aproveitar para descansar enquanto o bebê também dorme.
 
Sobre a alimentação materna, não há evidências de que determinados alimentos aumentam a produção do leite. Alguns estudos mostram que a mãe que amamenta tem hábitos alimentares mais saudáveis, o que é bom para ela e para o bebê. Para a saúde materna, também é importante que a mãe tenha uma alimentação variada, equilibrada, coma quando tiver fome e evite dietas restritivas.
 
🔖 No que se refere a benefício, além de menores custos financeiros, promoção de vínculo afetivo entre mãe e filho e melhor qualidade de vida de ambos, destaca-se: para o bebê, cita-se a proteção contra infecções respiratórias, diarreia, diminuição do risco de alergia, de hipertensão, diabetes, obesidade, hipercolesterolemia; ajuda do desenvolvimento cognitivo e da saúde bucal. Para a mãe, salienta-se a proteção contra o câncer de mama e efeito contraceptivo durante o período de amamentação exclusiva.
 
Dados do Ministério da Saúde evidenciam que o leite materno é capaz de reduzir em até 13% a morte por causas evitáveis na primeira infância. A prevalência da amamentação exclusiva entre bebês menores de 6 meses aumentou mais de 1.500% entre 1986 e 2020, passando de 2,9% para 45%, segundo dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI). No mesmo período, a mortalidade infantil caiu em taxas anuais de quase 5%, associada à ampliação da rede de atenção básica, vacinação e amamentação.
 
Por ser um período de aprendizagem para a mãe e para o bebê, as primeiras mamadas podem ocasionar dor leve ou moderada para a mulher. Isso ocorre em decorrência da forte sucção do bebê. Se os mamilos estiverem muito doloridos e machucados, é possível recorrer a intervenções sob orientação profissional.
 
✳️ A causa mais comum de lesões na mama ocorre por pega e/ou posição incorreta, que causam lesões nos mamilos. Outras causas são mamilos curtos, planos ou invertidos, disfunções orais na criança, freio de língua excessivamente curto, sucção não nutritiva prolongada, uso impróprio de bombas de extração de leite, não interrupção adequada da sucção da criança quando for necessário retirá-la do peito, uso de cremes e óleos que causam reações alérgicas nos mamilos, uso de protetores de mamilo (intermediários) e exposição prolongada a forros úmidos.
 
Lesões mamilares costumam ser dolorosas e frequentemente abrem portas para bactérias. Portanto, além da correção do problema que está causando a dor também devem ser aplicadas medidas de alívio da dor e promoção de cicatrização das lesões o mais breve possível. Para aliviar a dor, a mãe pode iniciar a mamada pela mama menos afetada; ordenhar um pouco de leite antes da mamada; amamentar em diferentes posições, reduzindo a pressão nos pontos dolorosos ou áreas machucadas. Medicações, sejam orais ou tópicas, deverão ser utilizadas somente com indicação profissional.
 
Em casos de lesões mamilares muito extensas e com nível de dor muito forte a ponto da mãe não conseguir amamentar, a amamentação poderá ser interrompida temporariamente na mama afetada, todavia esta mama deverá ser esvaziada por ordenha manual ou com bomba de extração de leite para evitar maiores danos.
 
✅ A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) reconhece a importância da amamentação para a mãe e para o bebê e enfatiza que uma amamentação deve envolver uma rede de apoio a fim de tornar esse momento tão especial e mais leve e, em alguns casos, menos doloroso. Salienta ainda, a importância de investimentos de espaços reservados a amamentação e/ou a ordenha nos espaços de trabalho. Gestores sensibilizados e que fornecem suporte necessário à mãe e ao bebê após o término do período de licença gestante, com certeza sentirão o reflexo de seus investimentos na qualidade do trabalho prestado pela mãe.
 
Não esqueça: o sucesso do aleitamento materno depende da mobilização de toda a sociedade, pois impacta no futuro de todos! Amamentação é proteção para a vida inteira. ✨

Agosto Dourado | O ambiente laboral precisa contribuir nas questões relativas à amamentação e à maternidade

🔖 O aleitamento materno é uma etapa essencial para o desenvolvimento do bebê. Além de contribuir para sua formação cognitiva, crescimento e imunidade, ele também é capaz de proporcionar diversos benefícios para a mãe no pós-parto. No entanto, mesmo com tantas vantagens, nem sempre a amamentação é uma ação simples e natural como costuma ser divulgada. As mulheres e as famílias passam por diferentes experiências com o aleitamento materno e alguns fatores podem contribuir para uma vivência negativa e até mesmo para o desmame precoce. 🤱🤱🤱
 
O retorno ao trabalho também possui uma forte influência na continuidade da amamentação, o que traz à tona uma reflexão extremamente importante dentro da instituição: como os gestores podem estimular e apoiar o aleitamento materno?
 
Infelizmente, ainda é um desafio para as mães que trabalham, sustentarem a prática da amamentação, sobretudo se os seus gestores, chefias imediatas ou de maior hierarquia não forem favoráveis e criarem mais entraves nesse período de readaptação ao trabalho e manutenção da saúde e nutrição da criança por meio do aleitamento materno.
 
Os padrões e as determinantes da amamentação variam em diferentes contextos. A amamentação é geralmente considerada como uma decisão individual e seu sucesso tem a mulher como única responsável, ignorando o papel da sociedade para apoio e proteção.
 
✳️ O ambiente de trabalho tem correlação significativa com a relação familiar. Com apoio dos gestores, as trabalhadoras tendem a manter a amamentação por mais tempo, o que traz uma série de benefícios à criança, conforme é destacado pela Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde, que recomendam o aleitamento materno mesmo quando ocorre a introdução de outros alimentos na dieta da criança. Deste modo, o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses e permanecer até os dois anos ou mais.
 
📍 Além das vantagens para a mãe, o filho, a família, a sociedade e as instituições também se beneficiam com o apoio ao aleitamento materno, através do menor absenteísmo da trabalhadora, ela passa a ter maior adesão ao emprego e a instituição conquista uma imagem mais positiva perante os funcionários e a sociedade. Inclusive, alguns gestores reconhecem que as mulheres tornam a possuir melhor desempenho quando conseguem conciliar a amamentação e o trabalho.
 

E como os gestores podem incentivar a amamentação? 🤔🤱

📌 Além de incentivar o aleitamento materno por meio de ampla divulgação de materiais, algumas instituições investem em salas de amamentação e até em creches para que as mães possam estar mais próximas aos filhos, mantendo o vínculo e a amamentação. Naquelas onde não há esses recursos ou não existe possibilidade de implantá-los, é possível oferecer outros suportes à mulher: sensibilização da equipe, flexibilização ou readaptação dos horários e incentivo à ordenha para que a mulher possa trabalhar com mais conforto, porque ajuda a evitar a mastite e dor/sensibilidade das mamas, além de poder ser ofertado à criança posteriormente, se for armazenado corretamente. Outra opção que deve ser incentivada pelo gestor é o aleitamento materno quando a mulher consegue ir em casa no intervalo de almoço.
 
As opções parecem simples, mas nem sempre são sequer cogitadas. A mulher que amamenta precisa de apoio em todos os espaços. Esse apoio pode vir de um colega que é pai, filho, avô e sobretudo uma pessoa sensibilizada e coerente sobre a importância do aleitamento materno a curto, longo e médio prazo para a criança, mulher, instituição e sociedade.
 
Se você é gestor, faça sua parte! Incentive a amamentação! 😉
 
📣 Precisamos falar sobre: discriminação por gravidez no trabalho
 
⚠️ A mulher vítima desse tipo de situação sofre com comentários pejorativos e preconceituosos por parte de seus chefes ou colegas de trabalho.
 
Saiba mais sobre esse tipo de discriminação e onde denunciar acessando o pdf