Psicólogas da DASST lançam capítulo de livro em participação de evento sobre Psicologia Organizacional e do Trabalho

As psicólogas da Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho, Camila Perez e Mayra Osório, participaram, entre os dias 14 e 17 de julho, do XII Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho (CBPOT), realizado em Salvador, Bahia. O congresso acontece a cada dois anos e é organizado pela Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT). O encontro funciona como uma rede colaborativa que reúne profissionais, pesquisadores e estudantes de todo o país e do exterior.

A participação proporcionou a troca de conhecimentos, o debate sobre tendências, o fortalecimento de vínculos e a renovação do compromisso com uma Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) que esteja socialmente conectada aos desafios e às demandas contemporâneas do mundo do trabalho.

Para a psicóloga Camila do Canto Perez, a participação trouxe um importante alinhamento entre a prática e a produção científica. “Foi muito motivador perceber que nossos entendimentos sobre a área e nossas práticas no trabalho estão alinhadas com o que vem sendo produzido cientificamente e realizado em outras instituições.

Lançamento de livro

Na tarde do dia 16, durante a programação de lançamentos de livros, foi lançada a obra “Fazeres em Psicologia Organizacional e do Trabalho pelo Interior do Brasil”, organizada por Fernando Faleiros, Clarissa Socal Cervo e Hugo Sandall.

Camila e Mayra são coautoras de um dos capítulos da obra. Na publicação, as profissionais relatam a experiência prática e os desafios da atuação na área no contexto da Unipampa, compartilhando soluções e vivências institucionais que dialogam diretamente com a construção conjunta de soluções inovadoras promovida pela SBPOT.

Já a psicóloga Mayra Medeiros Osório destacou a relevância do momento: “Foi uma ótima oportunidade para trocar experiências sobre a atuação com outros(as) colegas. Lançar nosso capítulo de livro, no maior evento nacional da área de Psicologia Organizacional e do Trabalho, foi muito gratificante.

A participação no evento proporcionou a troca de conhecimentos, o debate sobre tendências, o fortalecimento de vínculos e a renovação do compromisso com uma Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) que esteja socialmente conectada aos desafios e às demandas contemporâneas do mundo do trabalho.

Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+: orgulho é celebrar a diversidade e lutar por equidade

Em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, 28 de junho, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST), por meio da campanha “Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+: orgulho é celebrar a diversidade e lutar por equidade”, busca sensibilizar os(as) servidores(as) da Unipampa sobre a luta de direitos, visibilidade e dignidade dessa população. Precisamos reafirmar a importância de combater preconceitos, promover o acolhimento e garantir que todas as pessoas possam existir sem medo ou risco de sofrer violências.

O mês do orgulho (junho) e o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ relembram a Rebelião de Stonewall, ocorrida em Nova York em 1969. Naquela ocasião, frequentadores de um bar voltado para o público dissidente decidiram enfrentar ativamente a violência e a repressão policial, marcando o início do movimento moderno de defesa dos direitos civis.

Desde então, esta data tem sido celebrada como uma forma de honrar essa luta histórica e destacar a importância da visibilidade, da igualdade e do respeito para todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É um dia para comemorar as conquistas alcançadas, refletir sobre os desafios enfrentados pela comunidade e promover a conscientização sobre a importância da diversidade.

Falar sobre orgulho LGBTQIAPN+ não se resume a celebrar, é um ato de resistência e de busca por equidade. A conscientização é fundamental para promover a representatividade dentro e fora da universidade.

Para não esquecer: LGBTQIAPN+ é uma sigla que abrange pessoas que são Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Arromânticas/Agênero, Pan/Pôli, Não-binárias e mais. 

Enfrentamento à discriminação e à LGBT+fobia

Vivemos pautadas/os por normas de gênero, que ditam o comportamento que é esperado de um sujeito de acordo com as marcas biológicas de seu corpo, construindo caminhos binários para o que é ser homem e o que é ser mulher e como esses sujeitos devem se relacionar. 

A heterocisnormatividade é a crença de que a identidade de gênero deve corresponder ao sexo biológico (cisgeneridade) e ao desejo afetivo-sexual pelo gênero oposto (heterossexualidade). 

A forma como as normas sociais de gênero e sexualidades se transformam em negação de direitos, em motivação para desigualdades, vulnerabilidades, exclusões, patologizações, em razão da orientação sexual e da identidade de gênero, recebe o nome de LGBT+fobia.

A LGBT+fobia serve para manter a ordem patriarcal e hierárquica, já que a quebra da heteronormatividade e da cisnormatividade é vista como uma perda de poder e prestígio.

O Brasil é o país onde mais morrem pessoas transexuais no mundo. Desde 2019, a homofobia e a transfobia são crimes passíveis de punição penal no nosso país. Aqui, a LGBT+fobia é equiparada ao crime de racismo, reconhecendo a discriminação contra grupos minoritários. 

No contexto laboral, de acordo com uma pesquisa de 2022 da consultoria Great Place to Works, somente 8% de profissionais em cargos de liderança declaram-se LGBTQIAPN+. Em uma pesquisa encomendada pelo LinkedIn, também realizada em 2022, 40% do público LGBTQIAPN+ diz já ter sofrido algum tipo de preconceito no local de trabalho. A mesma pesquisa mostrou que a comunidade LGBTQIAPN+ tem maior propensão a sofrer problemas de saúde mental (47%), se comparado com as pessoas que se identificam como heterossexuais e cisgêneros (21%). Além disso, 45% dos entrevistados afirmaram nunca terem trabalhado com uma pessoa trans.  

Diante desse cenário, fica evidente que a LGBT+fobia vai muito além de preconceitos individuais. Ela funciona como um mecanismo estrutural de manutenção de poder que gera impactos alarmantes na saúde mental, na empregabilidade e na própria sobrevivência da comunidade.

O engajamento nessa luta deve ser contínuo e coletivo!

  • Pessoas que sofrem essas formas de discriminação e violência devem ter garantidos acesso a vagas, liberdade de expressão, tratamento respeitoso, proteção contra exploração e assédio, equidade em relação a benefícios e oportunidades de desenvolvimento na carreira.
  • No ambiente de trabalho, o papel da alta liderança é fundamental para que as políticas de inclusão sejam efetivas e para que a cultura organizacional realmente seja inclusiva. Os(as) gestores(as) e líderes devem ser aliados(as) ativos(as), dando o exemplo de respeito e promovendo um ambiente de trabalho seguro e acolhedor. Ao adotar boas práticas voltadas para a diversidade, a gestão também deve ter atenção com a manutenção da cultura nesse sentido. Ou seja, não basta colocar em prática ações isoladas se as medidas não fizerem realmente parte do cotidiano da instituição.
  • Embora o exemplo deva partir da gestão, todo(a) servidor(a) público(a) deve contribuir para a formação de um ambiente de trabalho em que todos sejam respeitados e tenham seus direitos preservados e, mais ainda, que sirva de base para a construção de políticas públicas cada vez mais inclusivas. Faz-se importante reconhecer nossos próprios privilégios e utilizá-los para realizar mudanças positivas. 

Confira nos cards abaixo sobre formas de apoiar a comunidade LGBTQIAPN+ e contribuir para a garantia dos seus direitos e também sobre denúncias em casos de discriminação e movimentação em situações de violência doméstica de pessoas em relação homoafetiva.

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Os(as) servidores(as) da UNIPAMPA que se sintam discriminados(as) de alguma forma no ambiente de trabalho, podem contar com o Serviço de Psicologia, disponibilizado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (psicologia.progepe@unipampa.edu.br) – caso sintam necessidade desse suporte.

Psicólogas da DASST realizam capacitação da Rede de Acolhimento da Unipampa

O encontro, realizado no dia 29 de maio, teve como foco capacitar sobre condução de conversas de ajuda, bem como alinhar as práticas da universidade ao Decreto nº 12.122/2024, que institui as diretrizes contra o assédio e a discriminação na administração pública federal.

O que isso significa na prática? O decreto estabelece a necessidade de estruturação de planos de enfrentamento específicos em cada órgão federal, sendo a rede de acolhimento um desses pilares.

Nesse sentido, a Unipampa caminha para fortalecer sua própria rede de acolhimento, garantindo espaços com escuta ativa, sigilo e cuidado necessários para proteger quem aqui trabalha e estuda.

Promover uma cultura de acolhimento e prevenção não é apenas uma obrigação legal, é a missão diária da DASST. Cuidar de quem faz a Unipampa acontecer é o nosso maior propósito.