Farmácia literária do servidor e da servidora – Receituário de Leitura de A a Z

Hoje, 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro! Instituído pela UNESCO, a data tem como objetivo principal promover o hábito da leitura. 

Ao longo da história, os livros têm sido reconhecidos não apenas como fonte de conhecimento, mas também como instrumentos de reflexão, conforto e transformação pessoal. Em diferentes culturas e épocas, foram utilizados como companheiros silenciosos capazes de ampliar perspectivas, acolher sentimentos e ajudar as pessoas a compreender melhor suas próprias experiências. É nesse contexto que surge o conceito de biblioterapia, prática que reconhece o potencial da leitura como recurso de apoio emocional, desenvolvimento pessoal e promoção de bem-estar.

A biblioterapia parte do princípio de que as narrativas literárias permitem que o(a) leitor(a) se reconheça em histórias, personagens e situações, criando pontes entre a ficção e a vida cotidiana. Ao acompanhar trajetórias de superação, dúvidas, perdas ou recomeços, o(a) leitor(a) encontra palavras para sentimentos que muitas vezes parecem difíceis de nomear. Assim, os livros podem funcionar como espaços de identificação, reflexão e elaboração de experiências humanas.

É nesse sentido que se formou a parceria entre a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) e o Sistema de Bibliotecas da UNIPAMPA (SisBi), através do Projeto “DASST e você: compartilhando saberes”. Neste dia significativo, essa colaboração tem a satisfação de apresentar a toda a comunidade acadêmica a “Farmácia Literária do Servidor e da Servidora – Receituário de Leitura de A a Z”, apresentando-se como uma revista na qual os livros são prescritos como “pílulas” de acolhimento, cuidado, conforto, reflexão e autoconhecimento. 

Inspirado em “A Farmácia Literária”, de Ella Berthoud e Susan Elderkin, o material utiliza a metáfora da “farmácia emocional”, na qual a leitura indicada é capaz de inspirar pausas, provocar pensamentos e oferecer novas perspectivas para situações da vida cotidiana.

A DASST e o SisBi convidam todas as servidoras e todos os servidores a conferirem e divulgarem o material produzido em seus setores, com colegas e familiares!

Acesse a Farmácia Literária do Servidor e da Servidora – Receituário de Leitura de A a Z clicando aqui.

Com carinho,

DASST e SisBi

 

Carnaval 2026 | Folia só ser for com saúde e segurança!

O Carnaval já começou no Brasil e no feriado a folia ganha mais força. Na Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST), puxamos o bloco “Folia só se for com saúde e segurança!” Nele reforçamos as dicas para você que vai aproveitar a festa na rua, no sambódromo, na praia ou em meio à natureza.
 
Faça o checklist das dicas abaixo e aproveite o feriadão sem imprevistos ou transtornos: 
  • Tenha consigo um documento de identificação, pois em alguma situação de perigo, necessidade de suporte médico ou abordagem em uma blitz de trânsito é primordial que consigam saber quem você é. 
  • Mantenha os cuidados no trânsito. Não consuma bebida alcoólica antes de dirigir, não use o celular enquanto dirige, use o cinto de segurança, respeite os limites de velocidade, obedeça a sinalização e não tenha pressa de chegar ao destino.
  • Se tiver doença crônica (diabetes, hipertensão, epilepsia, dentre outras), alguma alergia grave, utilizar medicamentos específicos e/ou utilizar algum recurso como próteses, leve um aviso. Em situações de risco, essas informações são essenciais para um atendimento rápido e eficaz. 
  • Hidrate-se constantemente para evitar desidratação, queda da pressão arterial, desmaio e até agravos mais sérios que levam a óbito. Beba muita água durante a festa, mesmo quando não estiver com vontade. 
  • Abuse da proteção solar com bastante protetor solar, chapéus, bonés e óculos escuros. Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, horário em que os raios solares estão mais fortes e são potencialmente mais prejudiciais à saúde. 
  • Se for curtir o carnaval em meio à natureza, use bastante repelente. Infelizmente, casos de dengue, zika e outras doenças transmitidas por mosquitos seguem preocupantes no país e reforçam a importância da prevenção. Também fique atento, caso o local possa abrigar escorpiões ou outros animais peçonhentos e perigosos. Informe-se sobre os serviços de saúde que estão próximos de você, para evitar demora em atendimentos, se precisar! 
  • Se for beber, tenha cautela! O excesso de bebida alcoólica pode deixar você vulnerável a situações constrangedoras e riscos, também pode resultar em brigas e acidentes. Não esqueça de se alimentar antes de ingerir bebidas alcoólicas e intercalar o consumo de álcool com o consumo de água.
  • Alimente-se adequadamente. Dê preferência a comidas leves, como verduras, legumes e frutas. Evite frituras e alimentos considerados mais pesados, pois eles dificultam a digestão e a reposição de energia. Se for consumir alimentos de banca, fique atento ao preparo para evitar infecções intestinais. 
  • Durma bem antes e após a folia. Um sono de qualidade e descanso para o corpo são fundamentais para a reposição de energia. 
  • Se tiver relações sexuais, use preservativo! O uso correto da camisinha previne Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s, como HIV/AIDS, HPV, gonorréia, sífilis, hepatite, entre outras) e também evita gravidez não planejada. 
  • Esteja atento aos seus pertences. Evite andar com grande quantia de dinheiro em espécie, bolsas ou mochilas que chamem a atenção, tenha muita atenção ao usar o aparelho celular e cartões de banco. Se for vítima de algum furto ou roubo, mantenha a calma, busque um representante da lei ou delegacia mais próxima e faça a ocorrência. 
  • Respeite a todos(as) à sua volta. A folia é para descontrair e não deve gerar constrangimentos, ameaças ou atitudes desnecessárias que violem os direitos dos demais. Não esqueça que nem todas as pessoas possuem o mesmo propósito que você na festa, então, ao abordar alguém, se a pessoa aparentar desconforto e não sinalizar nenhum “sim”, não avance! Não havendo um “sim”, é sempre “Não”. Não esqueça: importunação sexual é crime, com penalidades previstas em lei. 
  • Se você for vítima de alguma situação que viole seus direitos e/ou seu corpo, procure a delegacia mais próxima ou ligue para os números 180 e/ou 181 (exclusivo para mulheres) ou disque 100. Se for vítima de algum crime ou situações graves que necessitem de intervenção da Polícia Militar, ligue 190. Se precisar de algum atendimento urgente à saúde ligue 192 (SAMU), 193 (Bombeiros) ou vá ao serviço de saúde mais próximo. 
Checklist feito com sucesso, caia na folia, descanse e aproveite o feriado! A DASST deseja um ótimo carnaval para todos(as)! 

Dia Internacional dos Direitos Humanos: dignidade é direito em toda idade

Neste ano, em alusão ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) lançou a campanha “Dia Internacional dos Direitos Humanos: dignidade é direito em toda idade”, trazendo um enfoque para a conscientização e combate ao etarismo (forma de discriminação baseada na idade de uma pessoa ou de um grupo).

Abordaremos a respeito de conceitos e linguagem etaristas e sobre o etarismo e as mulheres, exemplificando como o etarismo afeta principalmente o gênero feminino.

REVEJA OS SEUS CONCEITOS

“Parece que o tempo não perdoa…” 

O etarismo não é um problema inerente à idade, mas sim uma forma de discriminação, que gera baixa autoestima, exclusão, insegurança e sensação de inutilidade, como mostrou a revisão da OMS, em 2020. Piadas e comentários desrespeitosos reforçam esses efeitos.

“É só uma brincadeirinha”

É preciso combater piadas relacionadas à idade, bem como a infantilização, evitando usar termos ou linguagem preconceituosa, por exemplo, “solteirona”, “vovozinha”.

“Todo(a) velho(a) é doente”

É necessário evitar generalizações que levam a associações equivocadas e excludentes.

“Esse tipo de roupa não combina com pessoas da sua idade”

Acreditar que para usar roupas, acessórios e até maquiagem e penteados há uma idade certa, reforça estereótipos e restringe a liberdade individual de se expressar.

“Você não está velha(o) demais para fazer essas coisas?

Pessoas idosas podem aprender, inovar, começar novos relacionamentos e assumir novos desafios. Não existe limite de idade para explorar novas possibilidades.

“Aposentadoria como solução”

Sugerir aposentadoria a pessoas idosas que enfrentam dificuldades de adaptação, em vez de oferecer treinamento e acolhimento, fortalece práticas discriminatórias relacionadas à idade.

ETARISMO E MULHERES: UMA DUPLA DISCRIMINAÇÃO

O etarismo afeta as mulheres de forma desproporcional e mais intensa, configurando uma intersecção com o sexismo, muitas vezes chamada de etarismo de gênero.

Enquanto o envelhecimento dos homens é frequentemente associado à experiência, à sabedoria e à autoridade (o “grisalho charmoso” ou “sábio profeta”), o envelhecimento feminino é culturalmente ligado à perda de valor, invisibilidade e obsolescência, principalmente em relação à beleza e à capacidade reprodutiva. Essa disparidade coloca as mulheres em constante desvantagem.

As mulheres estão mais expostas ao sofrimento mental, à sobrecarga, ao não reconhecimento do seu trabalho na esfera doméstica. Além disso, apresentam maiores demandas de cuidado na velhice, mas em relação aos homens, recebem menos cuidados. Como são as principais cuidadoras ao longo da vida, normalmente têm menos oportunidade de se envolverem em um trabalho formal, e quando o tem, isso aumenta ainda mais a sobrecarga de trabalho, gerando menor remuneração, menor probabilidade de se aposentar e maior dependência de benefícios sociais.

Exemplos de como o etarismo afeta principalmente as mulheres:

  • Padrão de beleza inatingível: A sociedade impõe às mulheres uma pressão implacável para manterem uma aparência jovem. Cabelos grisalhos, linhas de expressão e rugas são frequentemente vistos como sinais de “desleixo” ou algo a ser combatido a qualquer custo. Se elas tentam disfarçar os sinais da idade com procedimentos estéticos, são rotuladas como “artificiais”. Essa dicotomia as coloca em uma situação de “perde-perde” constante.
  • Invisibilidade no mercado de trabalho: Mulheres com mais de 40 ou 50 anos enfrentam uma dificuldade muito maior em serem contratadas, promovidas ou até mesmo mantidas em seus cargos, em comparação com homens da mesma faixa etária. Elas são frequentemente vistas como menos adaptáveis a novas tecnologias ou com uma data de validade próxima devido à idade, ignorando sua vasta experiência. Muitas vezes, a maternidade e os cuidados com a família ao longo da vida profissional também contribuem para essa desvalorização.
  • Duplo padrão na mídia e cultura pop: Historicamente, na cultura, a mulher mais velha é frequentemente retratada como a “bruxa má”, a velha rabugenta ou a “desleixada” (se não for extremamente magra e jovem), enquanto o homem mais velho é visto como o “sábio”, o “mentor” ou o “galã maduro”. Essa disparidade de representação reforça os estereótipos negativos sobre a maturidade feminina.
  • Comentários etaristas disfarçados: O etarismo pode se manifestar em elogios superficiais, como: “Nossa, você tem X anos? Nem parece!” ou “Ela é tão jovem de espírito”. Embora pareçam inofensivos, esses comentários reforçam a ideia de que a idade avançada é algo negativo e que o valor da mulher está em “não parecer” ter a idade que tem.

O preconceito etário é um tema relativamente novo no universo da diversidade e inclusão, precisamos nos conscientizar de que somos todos(as) etaristas em desconstrução e que por isso é necessário disposição para aprender juntos(as).

Assim, o convite é para que reflita sobre o que você sente e sobre suas atitudes frente ao envelhecimento, ou a sua indiferença diante desse tema. Pode ser interessante perceber-se, buscar seus reais sentimentos sobre esse assunto, para poder fazer algo a respeito, engajar-se. Cada um de nós tem algo a fazer diante do preconceito e da discriminação pela idade, pois, se não for hoje, a causa do enfrentamento ao etarismo, um dia será de todos(as) nós.

  • Confira nos cards (link aqui) sobre como o etarismo afeta mais as mulheres.

Nossa campanha sobre direitos humanos e etarismo termina aqui! Agradecemos por você ter nos acompanhado e esperamos que o conteúdo compartilhado tenha proporcionado reflexões importantes, incentivando a todos(as) para que sejamos promotores(as) de ambientes de trabalho livres de etarismo.


Reforçamos que os(as) servidores(as) da UNIPAMPA que são ou já tenham sido vítimas de qualquer tipo de discriminação podem contar com o serviço de psicologia, disponibilizado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (psicologia.progepe@unipampa.edu.br) – caso sintam necessidade desse acompanhamento.