Prevenção de Gripes e Síndromes Respiratórias: dicas de reforço à imunidade com a chegada do frio

Em maio, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul decretou emergência em saúde pública com foco na prevenção e enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Tal decisão foi embasada no aumento dos casos de gripes e síndromes respiratórias, superlotação e sobrecarga dos serviços de saúde e elevação no número de internações hospitalares. 

Em meio a este cenário caótico, estamos nos aproximando do inverno (em 2025 terá início em 20 de junho) e já sentimos o impacto das baixas temperaturas em nosso organismo. Para tentar auxiliar você a manter sua imunidade em dia, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) preparou algumas dicas fundamentais para enfrentar esse período:

  • Alimente-se bem. Aumente o consumo de frutas (principalmente aquelas que são ricas em vitamina C, como bergamotas e laranjas), verduras e legumes (em dias frios caldos e sopas são ótimas opções e reforçam a imunidade), fibras (para auxiliar o bom funcionamento intestinal que, nessa época, pode ficar mais lento), proteínas (extremamente importantes para dar energia ao corpo) e carboidratos (com moderação). 
  • Se você gosta de chás, também pode utilizá-los como grandes aliados para enfrentar os dias frios: chás de limão, gengibre, laranja e mel são potentes para manter resfriados distantes ou para auxiliar na recuperação, caso eles já tenham chegado até você. Se você possui alguma alergia e/ou restrição alimentar, é fundamental conversar com seu médico sobre quais são os melhores alimentos para seu consumo nessa época.
  • Beba bastante água, pois é fundamental para que seu corpo mantenha as funções necessárias em equilíbrio. 
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas, pois sua ingestão, sobretudo em excesso, causa danos e deixa seu organismo mais vulnerável às doenças.
  • Pratique atividade física. Fazer exercícios mantém a saúde física e mental em sintonia, além de evitar dores e fortalecer o organismo. 
  • Hidrate sua pele. Em dias frios, o ressecamento da pele pode aumentar, por isso é importante que você utilize um creme hidratante ou um óleo corporal. Também é essencial evitar banhos muito quentes, pois eles aumentam a possibilidade desse ressecamento. 
  • Mantenha os espaços ventilados para que ocorra circulação de ar e consequentemente evite a disseminação de vírus. 
  • Faça algo que lhe dê prazer: leia um livro, assista uma série. Isso aumenta a liberação de bons hormônios e fazem muito bem à saúde. 
  • Evite contato com pessoas com sintomas gripais e locais com aglomeração. Se estiver com algum sintoma respiratório e for inevitável sair de casa, utilize máscara e lenços descartáveis, se for tossir ou espirrar. Use álcool em gel para higienizar as mãos. 
  • Evite expor seu organismo a mudanças bruscas de temperatura sem proteção. Use roupas quentes. E, mesmo que a temperatura esteja amena, leve um casaco.
  • Aproveite os dias ensolarados e tome um “solzinho”. Assim você produz vitamina D, essencial para a imunidade, e ainda se aquece. Não esqueça de utilizar protetor solar, principalmente se essa exposição for entre 10h e 16h.
  • E, o mais importante, vacine-se contra a Influenza. O imunizante está liberado para toda a população, acima de seis meses de idade. 
  • Se você pertencer aos grupos que devem realizar a vacina contra a COVID-19, também faça a vacina. Se houver alguma outra em atraso, aproveite para atualizar sua carteirinha e reforçar a imunidade. 
  • Se você apresentar sintomas como febre, tosse, dor no corpo, dor na cabeça, dor de garganta, cansaço, coriza ou quaisquer outras alterações no organismo, busque o serviço de saúde mais próximo para avaliação e orientação, conforme o caso. Jamais se automedique ou deixe a situação se agravar. 

Pratique as dicas acima, mantenha-se aquecido e desfrute do melhor do inverno. Se quiser, compartilhe as dicas com outras pessoas. 

A informação e a prevenção são as melhores aliadas para manter a saúde em dia!

Saiba mais sobre a MPox

O Rio Grande do Sul está atento aos casos da Mpox, doença causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família (poxvírus) e gênero (ortopoxvírus) da varíola humana. 

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), em 2022 – quando ocorreu um surto da doença – o Estado registrou 327 casos.  No ano de  2023 foram notificados nove casos. Em 2024, até a data de hoje, foram confirmados cinco casos (três residentes de Porto Alegre, um residente de Gravataí e um residente de Passo Fundo), sendo um caso notificado em janeiro, dois casos em fevereiro e dois em agosto.

Vale destacar que a Organização Mundial da Saúde declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela variante conhecida como Clado Ib, cuja linhagem é altamente transmissível, com letalidade que pode chegar a 10% e que não foi detectada nos casos do RS.

No Brasil, a variante que está circulando é a Clado II, cuja letalidade é abaixo de 1%, mas pode se elevar, sobretudo em pacientes com HIV-Aids. A transmissão da Mpox ocorre por meio do contato direto com sangue e fluidos corporais de pessoas ou mucosas de animais infectados, especialmente roedores. Ainda é possível o contágio por via indireta: compartilhamento de vestimentas, roupas de cama, toalhas.

Os sintomas gerais da Mpox incluem bolhas ou lesões de pele, ínguas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio e fraqueza. O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

A principal forma de proteção contra a Mpox é a prevenção. A SES/RS aconselha evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão.

A SES/RS destaca que a estratégia de vacinação contra a Mpox no Brasil, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), começou em 2023 com foco nas pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença. A vacinação pré-exposição é recomendada para pessoas vivendo com HIV/AIDS e profissionais de laboratórios que trabalham diretamente com Orthopoxvírus. 

Também é orientada uma vacinação pós-exposição àquelas pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para Mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, mediante avaliação da vigilância local.

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) ressalta a importância de estar atento aos sintomas e buscar avaliação profissional para que, se for houver a suspeita da doença, sejam realizadas as recomendações de tratamento para recuperação mais rápida e redução dos agravos. Se precisar, não hesite, vá ao serviço de saúde mais próximo!

#FevereiroLaranja | Mês de conscientização e combate à leucemia

Fevereiro se veste de laranja para conscientizar a população acerca da leucemia e a importância da doação de medula óssea. 

A leucemia é um tipo de câncer que acomete os glóbulos brancos. Caracteriza-se principalmente pelo acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.

Atualmente, são conhecidos mais de 12 tipos de leucemia. Os sintomas mais frequentemente incluem fadiga, palidez, infecções recorrentes, hematomas e sangramentos inexplicáveis, febre, vômitos, além de dores ósseas, falta de apetite contínua, e perda de peso sem motivo aparente

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais. O tratamento é indicado conforme o caso do paciente e o prognóstico depende do estágio da doença, do tipo específico, além de outros fatores individuais. Todavia, a detecção precoce e o tratamento adequado são fundamentais para aumentar as chances de cura.

O transplante de medula óssea faz parte do tratamento padrão para determinados casos, por isso a doação de medula óssea é extremamente importante. Quanto maior for o número de doadores maiores serão as possibilidades de encontrar medulas compatíveis e elevar as chances de cura.

Para ser doador é necessário estar saudável, ter entre 18 e 55 anos, não ter apresentado ou estar em tratamento de câncer, doenças no sangue, no sistema imunológico e procurar o hemocentro mais próximo portando um documento oficial com foto.

Após realizar o cadastro, o doador faz a coleta de 5 ml de sangue para testes de compatibilidade e o resultado ficará arquivado no cadastro de medula óssea. Se o doador for compatível com algum paciente da lista de espera, ele será acionado e convidado a fazer a doação.

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) reitera a importância da doação para salvar vidas. Se você se enquadra nos critérios de doação e possui interesse em fazê-la, dirija-se ao hemocentro mais próximo! Incentive seus amigos e familiares próximos a doarem também

Um simples gesto de amor pode ser a cura que muitos procuram!