Dia Mundial do Meio Ambiente | Reconexão com a natureza e saúde no trabalho

Neste 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente, a Universidade Federal do Pampa convida você a refletir sobre a importância de reconectar-se com a natureza, mesmo em meio às rotinas cada vez mais digitalizadas e urbanizadas.

A crescente dependência do trabalho remoto e o uso intensivo de tecnologias têm nos afastado dos ambientes naturais — uma realidade que vem sendo descrita como Síndrome do Déficit de Natureza. O termo, cunhado pelo escritor Richard Louv, não se refere a uma doença clínica, mas sim a um conjunto de efeitos negativos decorrentes da falta de contato regular com a natureza, como aumento do estresse, ansiedade, irritabilidade, cansaço mental e redução da capacidade de atenção.

Estudos indicam que o contato com ambientes naturais é essencial para o equilíbrio físico e emocional. Crianças e adultos expostos à natureza tendem a apresentar melhora na saúde mental, maior capacidade de concentração, criatividade e senso de pertencimento. A ausência desse contato pode impactar diretamente a qualidade de vida, tornando a reconexão com o meio ambiente uma necessidade para o bem-estar individual e coletivo — especialmente em contextos urbanos e profissionais marcados por sobrecarga e estímulos constantes.

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST), em consonância com o programa de extensão “Arborização Urbana: cidadania e sustentabilidade” e as ações da Semana do Meio Ambiente, reforça que cuidar da natureza também é cuidar das pessoas. Ao promover espaços verdes, fortalecer vínculos com o ambiente natural e cultivar o bem-estar, caminhamos em direção a uma universidade mais saudável e sustentável.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, renovemos o compromisso com a sustentabilidade, a cidadania e o cuidado mútuo — pilares que fortalecem nossa atuação como universidade pública e comprometida com o futuro.


Este post faz parte do Projeto “DASST e você: compartilhando saberes”, que tem como objetivo estabelecer parcerias para tratar temas dos quais nem sempre os profissionais da DASST possuem domínio em virtude de sua área de formação, abrir espaço para compartilhar saberes e ações no âmbito individual e coletivo e proporcionar a valorização das qualificações e conhecimento dos servidores da Unipampa.

A elaboração deste material contou com a participação de Ketleen Grala, bióloga, Secretária Executiva na Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), coordenadora do Programa de Extensão “Arborização Urbana: cidadania e sustentabilidade” e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Arborização.

Maio Furta-cor | Precisamos falar sobre depressão pós-parto

Em continuidade ao Maio Furta-Cor, mês de conscientização da saúde mental materna, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) compartilha com você a segunda parte da campanha sobre depressão pós-parto. Esse material tem  por finalidade refletir e divulgar essa importante condição relacionada ao puerpério e que tem impacto (social, afetivo e cognitivo) na saúde da mãe e do bebê. A seguir, você encontrará informações a respeito do diagnóstico, tratamento e prevenção da depressão pós-parto. 

Antes de dar seguimento, relembramos que a depressão pós-parto é uma condição de profunda tristeza, desespero e falta de esperança que ocorre nas primeiras semanas do puerpério. Em alguns casos, pode evoluir para psicose pós-parto. Se você tiver alguma dúvida e quiser relembrar as informações da primeira parte de nosso material,  clique aqui

Como é realizado o diagnóstico da depressão pós-parto? 

É feito com base em avaliação clínica por meio da observação dos sintomas e em situações específicas. Todavia, o profissional poderá solicitar alguns exames para descartar outras doenças, verificar a presença de disfunção da tireóide ou outros tipos de hormônios no organismo e/ou aplicar questionários que ajudem a elucidar se trata-se de uma depressão pós-parto, depressão anterior ou algum outro transtorno. Salienta-se que, para ser caracterizada como depressão pós-parto, os sintomas devem surgir em até quatro semanas após o nascimento da criança.

Existe tratamento para a depressão pós-parto? 

O tratamento é realizado de acordo com a peculiaridade de cada caso e inclui o uso de medicamentos (prescritos por profissionais capacitados), psicoterapia, fortalecimento da rede de apoio familiar, suporte de doulas, do parceiro e/ou de amigos. Para ajuda especializada, é importante o acompanhamento com psiquiatras e psicólogos especialistas no tema para que possam traçar estratégias que serão essenciais para o êxito no tratamento. 

Outras alternativas também auxiliam e podem ser utilizadas como aliadas no tratamento da depressão pós-parto, são elas: presença de uma babá durante meio período ou tempo integral (se a família possuir condições financeiras), exercícios para fortalecer os laços entre paciente e bebê e terapia hormonal.

Como prevenir a depressão pós-parto? 

A forma mais eficaz de prevenir a depressão pós-parto é praticando o cuidado de si mesma e da saúde mental. Algumas condutas podem fazer a diferença: 

  • Pedir ajuda de outras pessoas para que você consiga dormir bem.
  • Manter uma alimentação saudável.
  • Praticar atividade física, dentro do possível e sob avaliação profissional.
  • Ter uma rede de apoio bem constituída e buscar esse suporte, sempre que possível.
  • Reservar um tempo de qualidade para si mesma.
  • Evitar o isolamento.
  • Evitar cafeína, álcool e outras drogas ou medicamentos (estes últimos, a menos que recomendados pelo seu médico).
  • Se você está preocupada com a depressão pós-parto, compartilhe esse sentimento com o profissional que realizará seu primeiro check-up pós-natal.
  • Se você estiver apresentando quaisquer alterações e/ou sintomas descritos acima, busque imediatamente uma avaliação profissional. 

Por fim, a DASST ressalta que a depressão pós-parto não é um desvio de conduta, falta de caráter, falta de amor ou uma fraqueza. Com o tratamento indicado, a pessoa poderá gerir os sintomas da depressão pós-parto e cuidar do seu bebê sem riscos. 

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A temática deste e-mail foi sugerida pelos próprios servidores na “Pesquisa de Satisfação sobre as Campanhas de Saúde da DASST”, realizada em 2024.

Maio Furta-Cor | Precisamos falar sobre depressão pós-parto

No Maio Furta-Cor, mês de conscientização da saúde mental materna, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) traz informações para  reflexão sobre condições que podem afetar a saúde materna no puerpério. Nesta campanha, daremos destaque a depressão pós-parto em mulheres, um tema considerado tabu na sociedade, mas de extrema relevância e sugerido pelos(as) servidores(as) em nossa “Pesquisa de Satisfação sobre as Campanhas de Saúde”, realizada em 2024. 

O material será compartilhado em duas partes. Na primeira parte, que você está recebendo hoje, serão abordados tópicos de descrição da depressão pós-parto, causas, fatores de risco e sintomas. A segunda parte, complementar a essa, abordará questões sobre como é feito o diagnóstico, tratamento e prevenção da depressão pós-parto. 

Antes de abordarmos diretamente o assunto, é importante esclarecer que, durante o puerpério, as mulheres experimentam variações de humor, frequentemente referidas como “baby blues“. Trata-se de uma condição que se manifesta na mãe nos primeiros dias após o parto, ocasionando o sentimento de tristeza, choro fácil, irritabilidade, ansiedade, dificuldade para dormir e sensação de sobrecarga. Esses sintomas costumam surgir entre o 2º e o 5º dia após o parto e geralmente desaparecem dentro de duas semanas. A intensidade do “baby blues” é moderada; dessa forma, apesar de ser desconfortável, a mulher consegue realizar os cuidados básicos de si mesma e do bebê. 

Quando esses sintomas permanecem por um tempo maior e se tornam mais intensos e graves ao ponto de interferir significativamente na capacidade do cuidado, podemos estar diante de um quadro de depressão pós-parto ou de uma condição mais grave denominada psicose pós-parto. Esses dois aspectos serão abordados no material para que possamos identificar e ajudar a mãe que apresenta tais quadros ou buscar ajuda, se for a mãe que está ou tem propensão para estar nessas condições. 

Afinal o que é a depressão pós-parto? 

Segundo o Ministério da Saúde, trata-se de uma condição de profunda tristeza, desespero e falta de esperança que ocorre nas primeiras semanas do puerpério. Raramente, a situação pode se agravar e evoluir para uma forma mais agressiva e extrema da depressão pós-parto, denominada psicose pós-parto. 

A depressão pós-parto afeta o vínculo da mãe com o bebê, sobretudo no que se refere ao aspecto afetivo. Os impactos podem ocorrer no desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança, além de sequelas prolongadas na infância e adolescência. 

Quais são as causas da depressão pós-parto? 

A depressão pós-parto pode estar relacionada a fatores físicos, emocionais, estilo e qualidade de vida. Pode ainda estar associada ao histórico de outros problemas e transtornos mentais. Entretanto, a principal causa da depressão pós-parto é o enorme desequilíbrio de hormônios em decorrência do término da gravidez. 

Outros fatores também podem colaborar para o desencadeamento da depressão pós-parto, dentre eles:

  • Isolamento
  • Privação de sono
  • Alimentação inadequada
  • Sedentarismo
  • Falta de apoio do parceiro
  • Falta de rede de apoio familiar
  • Depressão, ansiedade, estresse ou outros transtornos mentais
  • Vício em álcool e/ou outras drogas