Campanha #NãoÉNormal | Entendendo a Síndrome de Burnout

A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), por meio da Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST), em parceria com a psicóloga da Divisão de Perícias (DP), Camila Perez, apresenta aos servidores e comunidade da Unipampa seu novo projeto relacionado à saúde mental: a campanha #NãoÉNormal.

A iniciativa surgiu após análise das respostas do formulário enviado pela Progepe, a fim de acompanhar e monitorar os servidores da instituição quanto ao processo de infecção e vacinação relativos à pandemia da COVID-19 e, também, referente ao estado de saúde mental durante esse período.

A campanha #NãoÉNormal visa suscitar a conscientização e proporcionar a reflexão acerca de determinadas situações que, quando presentes, podem impactar negativamente no ambiente de trabalho.

Neste propósito, no período de junho a dezembro, será enviado por e-mail uma cartilha com conceitos, definições e peculiaridades sobre o tema que será abordado no mês. No mesmo material, estarão inclusas dicas culturais, com o intuito de facilitar ainda mais a compreensão do assunto, podendo ser apreciadas nos momentos de lazer, de forma prazerosa.

Os e-mails acompanharão cards com 5 diferentes frases sobre o que #NãoÉNormal, de acordo com o tema abordado em cada mês. São situações que visam gerar reflexão e, se necessário, mudanças de hábitos ou até mesmo busca por ajuda profissional. 

Além disso, também será disponibilizado um vídeo de curta duração com toda a informação descrita, de forma simples e sucinta. 

Os vídeos também ficarão disponíveis no canal da Pró-Reitoria de Pessoas (Progepe) no YouTube. Acesse o canal e se inscreva para receber as notificações! 

Confira abaixo a programação mensal da campanha:

Junho Entendendo a Síndrome de Burnout
Julho Sobrecarga Docente e Trabalho Remoto
Agosto Gestão das Equipes em Trabalho Remoto
Setembro Gestão de Conflitos nas Equipes
Outubro Inteligência Emocional no Ambiente de Trabalho
Novembro Assédio Moral
Dezembro Relações Interpessoais e Feedback

 

Neste mês, você está sendo contemplado com o recebimento de informações acerca da Síndrome de Burnout, primeiro tema da nossa campanha.

Você pode acessar a cartilha deste mês clicando aqui

 

Desejamos que você desfrute do material, faça a leitura de forma atenta, assista ao vídeo e às dicas culturais. Você também pode fazer parte desta campanha publicando em suas redes sociais as imagens dos cards junto com a hashtag #NãoÉNormal. Junte-se a nós!


Qualquer dúvida ou sugestão referente à campanha, estamos disponíveis para auxiliá-lo(a). Basta entrar em contato com a DASST, por e-mail.

Caso você perceba que está precisando de suporte psicológico, entre em contato com a psicóloga Camila, através do e-mail: camilaperez@unipampa.edu.br.

Como diminuir os prejuízos da exposição diária às telas?

A tecnologia tem sido grande aliada de todos, principalmente durante esse período de pandemia do coronavírus. Por meio dela, é possível desfrutar de momentos de lazer assistindo a séries ou a filmes na televisão, trabalhar em casa com uso de computadores e outros meios, que evitam nossa exposição externa ao vírus, e também diminuir a saudade de amigos, colegas de trabalho e familiares por meio de uma videochamada ou de reuniões virtuais pelo celular, notebook ou tablet. Além disso, a tecnologia possibilita o acesso a notícias e informações relevantes sobre saúde, educação, cultura e outros temas. 

A utilização de telas apresenta muitas vantagens, quando seu uso ocorre de forma adequada e ponderada. Deste modo, é importante avaliar o tempo de exposição às telas, a postura corporal recomendada, qual objetivo desse uso e o momento certo para dispensá-las ou evitá-las. 

Pensando nisso, elaboramos um material com algumas dicas muito importantes e úteis a você. Para acessá-lo, clique aqui. Leia com atenção e, se for preciso, reavalie esse uso! O excesso pode trazer muitos danos à saúde física e mental, então o ideal é o equilíbrio sempre. 

Moderação é a melhor opção! Priorize seu bem estar e sua saúde.

PSICOFOBIA | Seu preconceito gera sofrimento

Falar sobre saúde mental ainda é um desafio. Até 2030, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a depressão será a doença mais comum e mais incapacitante do planeta. Entretanto, além da depressão, existem outras doenças mentais como esquizofrenia, bipolaridade e transtorno borderline, que exigem atenção, acesso à informação, escuta qualificada e ajuda especializada.

Infelizmente, temas que abordam a saúde psíquica são cercados de preconceito e tabus, que desencadeiam mais sofrimento às vítimas. A psicofobia é exatamente o ato de discriminar e afastar as pessoas portadoras de deficiência e transtornos mentais da sociedade ou até mesmo de seu ambiente de trabalho. É considerada crime, com penalidades previstas em lei. Geralmente, quem pratica psicofobia, não possui conhecimento acerca das doenças mentais, seus efeitos e até mesmo quais são as opções de tratamento.

É fundamental que quem é acometido por alguma patologia psiquiátrica seja acolhido, tenha voz, tenha uma rede de apoio tanto pessoal quanto no trabalho e, sobretudo, saiba onde buscar auxílio profissional. O isolamento ou qualquer modo de discriminação, seja em forma de violência física ou psicológica pode desencadear o agravo de muitas patologias e aumentar riscos de suicídio. A OMS alerta que 90% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, sendo que 36% das vítimas são portadores de transtorno depressivo.

O seu preconceito gera sofrimento! Acolha! Informe-se!

A universidade é um espaço plural, isso garante legalmente a inclusão de todos, possibilitando a representação de uma sociedade diversificada e múltipla. Nesse contexto, todos são acolhidos com respeito às suas individualidades e também de suas características dentro de todo o universo institucional. No entanto, compreendemos que o convívio e a construção de relações saudáveis num espaço de trabalho plural necessita de uma conduta empática e pró-ativa de todos. Portanto, nossa equipe da Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor da Unipampa está capacitada para dar o suporte, caso necessite receber qualquer orientação ou somente ter um espaço para ser ouvido.

Saiba onde buscar ajuda

Em Bagé, há dois Centros de Atendimento Psicossocial, CAPS II, que atende usuários com transtornos mentais graves e persistentes e CAPS AD, especializado em transtornos relacionados ao uso de álcool e drogas. Ambos com equipe multidisciplinar capacitada para compreender e atender suas queixas, esclarecer dúvidas e auxiliar no tratamento, se for necessário.

Nas demais cidades sede dos campi da Unipampa também há serviços disponíveis. Em Alegrete, há um CAPS II – Serviço de Atenção Integral à Saúde, um CAPSi Rita Barragana Vancher, que presta assistência a crianças e adolescentes, e um CAPS AD. Em Caçapava do Sul, há o CAPS Casa Esperança que atende usuários de álcool e drogas com transtornos mentais.

Dom Pedrito conta com um CAPS I. Já a cidade de Itaqui possui um ambulatório de Saúde Mental e dois Centros de Atenção Psicossocial, CAPS Mentes Brilhantes, que assiste aos usuários com transtornos mentais, e o CAPS Sentimentos, que atende usuários de álcool e outras drogas. Santana do Livramento possui um CAPS AD e CAPS I. São Borja, por sua vez, conta com uma CAPS AD III, que funciona 24 horas para assistir aos usuários, e um CAPS I Dr. Caio Escobar.

São Gabriel possui um CAPS Dr. Paulo Forgiarini e um Centro de Atendimento em Saúde Mental. O município de Jaguarão presta assistência em saúde mental por meio do CAPS Sítio de Recuperação Terapêutica Renascer. E, Uruguaiana ajuda seus usuários por meio de um CAPS II e CAPS AD III.

A ajuda pode estar mais próxima do que você imagina. Há profissionais capacitados para lhe auxiliar e, caso você fique em dúvida quanto ao endereço ou ao telefone do CAPS ou outro serviço de saúde mental que presta assistência, pode acessar o serviço por meio de uma Unidade Básica de Saúde ou Estratégia Saúde da Família mais próxima. Ela dará o encaminhamento adequado e lhe dizer onde fica localizado o serviço de referência.

Não sofra sozinho, deixe sua voz ecoar.

Busque ajuda! Sua saúde mental agradece!