Saiba mais sobre a MPox

O Rio Grande do Sul está atento aos casos da Mpox, doença causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família (poxvírus) e gênero (ortopoxvírus) da varíola humana. 

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), em 2022 – quando ocorreu um surto da doença – o Estado registrou 327 casos.  No ano de  2023 foram notificados nove casos. Em 2024, até a data de hoje, foram confirmados cinco casos (três residentes de Porto Alegre, um residente de Gravataí e um residente de Passo Fundo), sendo um caso notificado em janeiro, dois casos em fevereiro e dois em agosto.

Vale destacar que a Organização Mundial da Saúde declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela variante conhecida como Clado Ib, cuja linhagem é altamente transmissível, com letalidade que pode chegar a 10% e que não foi detectada nos casos do RS.

No Brasil, a variante que está circulando é a Clado II, cuja letalidade é abaixo de 1%, mas pode se elevar, sobretudo em pacientes com HIV-Aids. A transmissão da Mpox ocorre por meio do contato direto com sangue e fluidos corporais de pessoas ou mucosas de animais infectados, especialmente roedores. Ainda é possível o contágio por via indireta: compartilhamento de vestimentas, roupas de cama, toalhas.

Os sintomas gerais da Mpox incluem bolhas ou lesões de pele, ínguas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio e fraqueza. O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

A principal forma de proteção contra a Mpox é a prevenção. A SES/RS aconselha evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão.

A SES/RS destaca que a estratégia de vacinação contra a Mpox no Brasil, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), começou em 2023 com foco nas pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença. A vacinação pré-exposição é recomendada para pessoas vivendo com HIV/AIDS e profissionais de laboratórios que trabalham diretamente com Orthopoxvírus. 

Também é orientada uma vacinação pós-exposição àquelas pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para Mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, mediante avaliação da vigilância local.

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) ressalta a importância de estar atento aos sintomas e buscar avaliação profissional para que, se for houver a suspeita da doença, sejam realizadas as recomendações de tratamento para recuperação mais rápida e redução dos agravos. Se precisar, não hesite, vá ao serviço de saúde mais próximo!

Dicas para ter Saúde Vocal

 

Hoje damos continuidade à campanha “Conheça mais sobre a voz e seus cuidados”. A temática de Saúde Vocal foi sugerida pelos próprios servidores em uma pesquisa realizada pela Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) entre abril e maio deste ano.

A elaboração deste material contou com a colaboração da servidora Marcele Finamor dos Santos, fonoaudióloga da equipe do NuDe no campus Alegrete, e integra o Projeto “DASST e você: compartilhando saberes”. 

Caso tenha alguma dúvida sobre as informações a seguir, poderá esclarecer por meio do e-mail: nude.alegrete@unipampa.edu.br.

DICAS PARA TER SAÚDE VOCAL 

  • Manter-se sempre hidratado, bebendo pelo menos dois litros de água em  temperatura ambiente (de 8 a 10 copos ao longo do dia).
  • Evitar o álcool destilado e o fumo.
  • Moderar o consumo de cafeína (café, chimarrão, chá preto…). 
  • Evitar alimentos pesados e excessivamente condimentados, principalmente à  noite, antes de dormir.
  • Reduzir o uso da voz quando em condições de saúde limitadas, especialmente nos  quadros de gripes, resfriados ou alergias das vias respiratórias.
  • Evitar usar voz muito grave (grossa) ou muito aguda (fina), fora do tom habitual.
  • Evitar excessivas e longas conversas, principalmente quando há ruídos de fundo. 
  • Evitar conversas em ambientes ruidosos.
  • Evitar falar rapidamente por longo tempo.
  • Evitar falar enquanto faz-se exercícios físicos ou carrega-se peso.
  • Articular corretamente as palavras, abrindo bem a boca.
  • Aquecer a voz com exercícios específicos, antes de usá-la de forma intensiva. 
  • Reconhecer e evitar as sensações de esforço vocal, tais com ardor, tensão no  pescoço e falta de ar na fala. 
  • Coma maçã, pois é adstringente e limpa o trato vocal. Além disso, sua mastigação  exercita a musculatura responsável pela articulação das palavras. 
  • Preocupe-se em manter uma alimentação equilibrada, sem grande número de  horas em jejum. 
  • Deixar o corpo movimentar-se livremente, acompanhando a fala com gestos e  expressões faciais.
  • Usar roupas confortáveis que não apertem a região do pescoço, do tórax e do  abdômen e tecidos que absorvam a transpiração. Sapatos confortáveis favorecem  a postura correta. 
  • Permanecer o menor tempo possível em lugares com muita poluição atmosférica,  fumaça, pouca ventilação, poeira ou mofo.
  • Evitar mudanças bruscas de temperatura e vestir-se sempre adequadamente ao  clima. 
  • Procure respirar sempre corretamente. 
  • Reduzir a permanência em locais com ar condicionado.
  • Fazer um período de repouso vocal após o uso intensivo da voz. 
  • Nunca automedicar-se.
  • Enquanto estiver falando, mantenha a postura de corpo ereta, porém relaxada,  principalmente a região do pescoço e ombros.
  • Evite competir com ruídos externos durante a fala.
  • Tente não gritar. Se for possível, opte sempre pelo microfone ao falar em público; 
  • Ter audição normal é importante, pois o monitoramento vocal é realizado pela  audição.
  • Ao sentir vontade de tossir ou pigarrear, respire profundamente pelo nariz e  engula a saliva várias vezes ou beba água, pois essas ações provocam um forte  atrito nas pregas vocais, irritando-as.
  • Para diminuir a tensão na região dos ombros e do pescoço, boceje e espreguice  diversas vezes ao dia.
  • Sprays e pastilhas também têm efeito anestésico, mascarando sintomas e  permitindo o abuso vocal.
  • Alergias são consideradas prejudiciais à voz. 
  • As bebidas geladas ou muito quentes também produzem choque térmico no  organismo.

Esteja sempre atento aos sintomas, às sensações e às mudanças na sua voz. Se necessário, procure um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo!


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 
Behlau M, Ponte P. Higiene Vocal – Cuidando da voz. Rio de Janeiro: Revinter;  2001. 

Conheça mais sobre a voz e seus cuidados

Lançado neste mês de julho, o Projeto “DASST e você: compartilhando saberes” terá início com o tema Saúde Vocal, uma das temáticas sugeridas por servidores em nossa pesquisa de satisfação das campanhas e de extrema importância a nível de saúde e qualidade de vida.

Para levar informações referentes à voz e aos cuidados que devemos ter com ela, a DASST contou com a colaboração da servidora Marcele Finamor dos Santos, que é fonoaudióloga no campus Alegrete e atualmente integra a equipe do NuDe. A Marcele compartilhou com a DASST as informações que abrangem desde a anatomia da voz humana e orientações para perceber quando a voz está doente até os cuidados que devemos ter para manter nossa voz saudável. Aproveitamos a oportunidade para novamente agradecê-la por essa troca!

Ah, será publicado ainda mais um post sobre os cuidados com a voz em que constará algumas dicas para manter uma boa saúde vocal. Caso tenha alguma dúvida sobre estes materiais, poderá esclarecer por meio do e-mail: nude.alegrete@unipampa.edu.br.

Desejamos uma boa leitura a todos(as)! 


VOZ E COMUNICAÇÃO 

É através da comunicação que interagimos socialmente e a voz é parte integrante  neste processo, enriquecendo a transmissão da mensagem e acrescentando à  palavra conteúdo emocional e expressividade.  

A saúde vocal é considerada um aspecto importante da saúde geral e qualidade de  vida, com implicações relevantes nas relações interpessoais, principalmente quando a voz também é um instrumento de trabalho. 

     

QUANDO A VOZ FICA DOENTE 

Toda e qualquer dificuldade ou alteração na emissão vocal que impede a produção  natural da voz é conhecida como Disfonia (Behlau & Ponte, 2001). 

Manifesta-se, por exemplo, quando você: 

  • Faz esforço para falar ou sua voz fica fraca no final do dia; 
  • Sente um cansaço (fadiga) ao falar;
  • Tem dificuldade em manter a voz; 
  • Tem rouquidão ao falar; 
  • Possui variações no tom da voz; 
  • Sente dor ou ardor na garganta; 
  • Tem pigarro constante (necessidade de “raspar” a garganta); 
  • Possui uma tosse seca insistente. 

Pode ocorrer devido a: 

  • Inadaptações fônicas; 
  • Mau uso ou abuso vocal; 
  • Alterações emocionais; 
  • Alterações orgânicas. 

A principal delas é o uso excessivo, abusivo ou errado da voz, que podem trazer complicações sérias, como calos (nódulos), cistos e outros nas pregas vocais. 

Esteja sempre atento aos sintomas, às sensações e às mudanças na sua voz. Se necessário, procure um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo!


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 
Behlau M, Ponte P. Higiene Vocal - Cuidando da voz. Rio de Janeiro: Revinter;  2001.