A Universidade Federal do Pampa (Unipampa), comprometida com a formação acadêmica, cidadã e humanística de sua comunidade universitária e com a promoção dos direitos humanos, instituiu o Comitê Institucional de Gênero e Sexualidade (CIGS) como um espaço permanente de articulação, diálogo e construção coletiva voltado à equidade de gênero, à diversidade sexual e ao enfrentamento das diferentes formas de discriminação e violência.
O CIGS integra ensino, pesquisa, extensão e gestão, promovendo a articulação entre os dez campi e a Reitoria para o desenvolvimento de iniciativas relacionadas às temáticas de gênero e sexualidade. Seu objetivo é fomentar o diálogo, a reflexão e a construção coletiva de estratégias que contribuam para uma cultura de paz, o respeito à diversidade, a equidade de direitos, a inclusão social e a garantia da cidadania e dos direitos humanos.
A trajetória do Comitê teve início em 2017, junto à então Pró-Reitoria de Extensão (PROEXT), atual Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), quando a Unipampa aderiu ao movimento HeForShe, da ONU Mulheres, e passou a integrar o Comitê Gaúcho Impulsor do Movimento ElesPorElas (HeForShe). A partir dessa iniciativa, foram criados projetos e programas de extensão com o objetivo de desenvolver ações de sensibilização, formação , mobilização e conscientização da comunidade universitária sobre igualdade de gênero, diversidade sexual e enfrentamento das violências.
Em 2024, com a criação da Pró-Reitoria de Comunidade, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão (PROCADI), a Divisão de Direitos Humanos e Políticas de Equidade (DIHPE) passou a coordenar a articulação do CIGS junto aos campi, fortalecendo a integração entre as unidades acadêmicas e o desenvolvimento de ações institucionais.
Atualmente, o CIGS está instituído pela Portaria nº 1142, de 30 de junho de 2026, e reúne representantes dos dez campi e da Reitoria, consolidando-se como um importante espaço para a articulação de políticas e iniciativas voltadas à promoção dos direitos humanos, da equidade de gênero, da diversidade sexual e da inclusão.
Diante das persistentes desigualdades e das diferentes formas de violência e discriminação presentes na sociedade, o CIGS reafirma seu compromisso com a construção de uma universidade pública mais inclusiva, democrática e socialmente referenciada, contribuindo para o fortalecimento de políticas que assegurem o respeito à diversidade, a equidade de direitos e a dignidade de todas as pessoas.