#SetembroAmarelo | Não sofra em silêncio, busque suporte sempre que necessário. Sua vida importa!

🟨 O mês de setembro, anualmente, veste-se de amarelo para conscientizar a população sobre um tema extremamente importante, porém, que ainda é um tabu em nossa sociedade: o suicídio. Por isso, a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE), através da Divisão de Atenção à Saúde e Segurança de Trabalho (DASST) e da Divisão de Perícias (DP), preparou três materiais diferentes que serão enviados a todos os servidores da Universidade no decorrer deste mês. 

No material de hoje, você encontra: fatores de risco, frases de alerta, como agir em caso de ideação suicida e serviços que podem oferecer suporte adequado. Nos demais materiais programados para o mês de setembro, você poderá conferir as seguintes temáticas:

09/09
  • O sofrimento psíquico na atualidade + Seção Bônus: “Suicídio Laboral”
  • Fatores de risco relacionados ao trabalho
19/09
  • Estratégias de prevenção
  • Atitudes que não devem ser tomadas

➡ Quando se fala em suicídio, é importante ter em mente que a pessoa que pensa ou que já tentou cometê-lo, não fez/faz isso porque necessariamente não queira viver, mas sim porque objetiva aplacar o sofrimento sentido. Segundo Blaise Pascal: “Todas as pessoas buscam a felicidade. Não há exceção para isso. Sejam quais forem os meios diferentes que empreguem, todos objetivam a felicidade”.

O que significa dizer que até mesmo quem quer tirar sua própria vida, intenciona isso porque se frustra por não estar feliz, porque gostaria de não mais sofrer. Por isso, para a prevenção do suicídio, é fundamental conhecer, discutir e praticar a empatia.

O mito de que “quem quer se matar não avisa” deve ser desconstruído, pois existem sinais que são emitidos pela pessoa que demonstram seu sofrimento e indicam a “intenção de morrer”. Fique atento às seguintes frases, pois elas podem sinalizar que a pessoa está em risco e/ou necessitando de suporte urgente:

⚠️ “Eu poderia estar morto”.
⚠️ “Eu não sirvo para nada”.
⚠️ “Os outros vão ser mais felizes sem mim”.
⚠️ “Eu não aguento mais”.
⚠️ “Eu sou um perdedor e um peso para os outros”.
⚠️ “Eu não posso fazer nada”.
⚠️ “Eu tenho vontade de sumir”.
⚠️ “Minha vida não tem mais sentido”.
⚠️ “Me sinto vazio, sem vontade de viver”.
⚠️ “Queria dormir para nunca mais acordar”.
⚠️ “Queria que Deus me levasse”.

Para verificar se a pessoa está na iminência de cometer o suicídio, você deve: questionar se a pessoa pensa em tirar a própria vida: qual o planejamento, tipos de estratégias ou meios, datas e locais escolhidos. De posse dessas informações, você poderá restringir meios e criar um ambiente o mais seguro possível, removendo objetos de risco ou medicamentos. Além disso, deverá acionar a rede de suporte pessoal da pessoa – parentes, amigos mais próximos ou pessoas que ela considere importantes. É fundamental que você enfatize que ela precisa procurar ajuda para a situação que está vivendo.

Além de falar sobre o tema com a pessoa, ou caso não se sinta à vontade para isso, você deve indicar serviços para ela buscar a fim de obter um suporte adequado, com acolhimento e empatia. Esses espaços contam com profissionais e voluntários capacitados para lidar com situações de suicídio. Aqui destacamos:

  • Serviços de saúde: Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Serviços de Clínica-escola das universidades locais.
  • Centro de Valorização da Vida (CVV): voluntários que oferecem escuta e apoio emocional 24h por dia. Os atendimentos são realizados por chat, skype, telefone e pessoalmente. A ligação é gratuita! Telefone: 188. Site: www.cvv.org.br
  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): em casos de emergência ligar para 192
  • Profissionais especializados: acompanhamento com psicólogos e psiquiatras

🔖 Ressaltamos a importância do cuidado com a nossa saúde mental, pois devemos buscar ajuda assim que identificarmos sinais de que estamos em sofrimento, e não somente quando estivermos no limite. Pode ser difícil visualizar uma solução quando nos encontramos em um estado extremo de adoecimento, mas com o auxílio de um profissional e da rede de apoio, é possível encontrar diferentes possibilidades para amenizar a dor, o suicídio não precisa ser uma alternativa.

✅ A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) e a Divisão de Perícias (DP) recomendam que, caso você esteja passando por situações difíceis, nas quais a morte já tenha sido pensada como uma solução possível, procure ajuda! Um minuto de conversa pode fazer muita diferença.

Não sofra em silêncio, busque suporte sempre que for necessário! Sua vida importa! 💛

A campanha alusiva ao Setembro Amarelo seguirá sendo abordada ao longo deste mês, sendo que os próximos e-mails serão enviados nos dias 09 e 19 de setembro. Para saber mais sobre o assunto, você também pode consultar a cartilha que foi elaborada por nossa equipe, que aborda a prevenção ao suicídio. Confira clicando aqui.

Agosto Dourado | O ambiente laboral precisa contribuir nas questões relativas à amamentação e à maternidade

🔖 O aleitamento materno é uma etapa essencial para o desenvolvimento do bebê. Além de contribuir para sua formação cognitiva, crescimento e imunidade, ele também é capaz de proporcionar diversos benefícios para a mãe no pós-parto. No entanto, mesmo com tantas vantagens, nem sempre a amamentação é uma ação simples e natural como costuma ser divulgada. As mulheres e as famílias passam por diferentes experiências com o aleitamento materno e alguns fatores podem contribuir para uma vivência negativa e até mesmo para o desmame precoce. 🤱🤱🤱
 
O retorno ao trabalho também possui uma forte influência na continuidade da amamentação, o que traz à tona uma reflexão extremamente importante dentro da instituição: como os gestores podem estimular e apoiar o aleitamento materno?
 
Infelizmente, ainda é um desafio para as mães que trabalham, sustentarem a prática da amamentação, sobretudo se os seus gestores, chefias imediatas ou de maior hierarquia não forem favoráveis e criarem mais entraves nesse período de readaptação ao trabalho e manutenção da saúde e nutrição da criança por meio do aleitamento materno.
 
Os padrões e as determinantes da amamentação variam em diferentes contextos. A amamentação é geralmente considerada como uma decisão individual e seu sucesso tem a mulher como única responsável, ignorando o papel da sociedade para apoio e proteção.
 
✳️ O ambiente de trabalho tem correlação significativa com a relação familiar. Com apoio dos gestores, as trabalhadoras tendem a manter a amamentação por mais tempo, o que traz uma série de benefícios à criança, conforme é destacado pela Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde, que recomendam o aleitamento materno mesmo quando ocorre a introdução de outros alimentos na dieta da criança. Deste modo, o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses e permanecer até os dois anos ou mais.
 
📍 Além das vantagens para a mãe, o filho, a família, a sociedade e as instituições também se beneficiam com o apoio ao aleitamento materno, através do menor absenteísmo da trabalhadora, ela passa a ter maior adesão ao emprego e a instituição conquista uma imagem mais positiva perante os funcionários e a sociedade. Inclusive, alguns gestores reconhecem que as mulheres tornam a possuir melhor desempenho quando conseguem conciliar a amamentação e o trabalho.
 

E como os gestores podem incentivar a amamentação? 🤔🤱

📌 Além de incentivar o aleitamento materno por meio de ampla divulgação de materiais, algumas instituições investem em salas de amamentação e até em creches para que as mães possam estar mais próximas aos filhos, mantendo o vínculo e a amamentação. Naquelas onde não há esses recursos ou não existe possibilidade de implantá-los, é possível oferecer outros suportes à mulher: sensibilização da equipe, flexibilização ou readaptação dos horários e incentivo à ordenha para que a mulher possa trabalhar com mais conforto, porque ajuda a evitar a mastite e dor/sensibilidade das mamas, além de poder ser ofertado à criança posteriormente, se for armazenado corretamente. Outra opção que deve ser incentivada pelo gestor é o aleitamento materno quando a mulher consegue ir em casa no intervalo de almoço.
 
As opções parecem simples, mas nem sempre são sequer cogitadas. A mulher que amamenta precisa de apoio em todos os espaços. Esse apoio pode vir de um colega que é pai, filho, avô e sobretudo uma pessoa sensibilizada e coerente sobre a importância do aleitamento materno a curto, longo e médio prazo para a criança, mulher, instituição e sociedade.
 
Se você é gestor, faça sua parte! Incentive a amamentação! 😉
 
📣 Precisamos falar sobre: discriminação por gravidez no trabalho
 
⚠️ A mulher vítima desse tipo de situação sofre com comentários pejorativos e preconceituosos por parte de seus chefes ou colegas de trabalho.
 
Saiba mais sobre esse tipo de discriminação e onde denunciar acessando o pdf

Proteja-se da Varíola dos Macacos: fique atento às recomendações

➡ A varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, é uma doença viral cuja transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com as lesões de pele ou com secreções respiratórias de pessoas infectadas, bem como com objetos recentemente contaminados. O vírus também pode infectar as pessoas por meio de líquidos corporais – pus, sangue e saliva.
Os sinais e sintomas, em geral, incluem:
  • Erupção cutânea ou lesões de pele;
  • Adenomegalia/Linfonodos inchados (ínguas);
  • Febre;
  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrio;
  • Fraqueza.
📌 Pessoas com baixa imunidade, consideradas imunossuprimidas, apresentam enfraquecimento do sistema imunológico, por isso, são mais vulneráveis a infecções. Pertencem a esse grupo:
  • Pessoas com HIV/AIDS;
  • Portadores de imunodeficiência primária grave e doenças autoimunes;
  • Pessoas em tratamento de quimioterapia para câncer;
  • Transplantados;
  • Pacientes em hemodiálise;
  • Pessoas que fazem uso contínuo de imunossupressores.
✳ Além desses, compõem o grupo de risco: gestantes, puérperas e lactantes e também as crianças menores de 8 anos.
🔖 A transmissão do vírus da varíola dos macacos pode colocar em risco esses grupos considerados mais vulneráveis. Por isso, a recomendação é evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas suspeitos, como febre e lesões de pele/mucosa.
O teste para diagnóstico laboratorial da varíola dos macacos, deve ser realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. A amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, das secreções das lesões causadas pela doença. Se as lesões já estiverem secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. Também é possível realizar coleta por meio de swab de orofaringe (boca e garganta) e swab anal ou genital, nos casos em que o paciente não apresenta lesões na pele ou mucosas.
🩺 O tratamento será indicado pelo médico, levando em consideração as peculiaridades e gravidade do caso.
Ao sentir algum sintoma suspeito que possa ser compatível com a varíola dos macacos, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento para avaliação. Informe se você teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença.
✅ A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) reitera a importância de estar atento aos sintomas e também buscar avaliação profissional, se for necessário. Todavia enfatiza que também é fundamental praticar as medidas de prevenção para combater a varíola dos macacos. 😉
⚠️ Fique atento às medidas destacadas na imagem e zele por sua saúde e pela saúde de todos ao seu redor.