GNAP e COVID-19

Prezada comunidade que tem contato com o GNAP

É notório o risco que a nossa comunidade começa a enfrentar com eminente disseminação do COVID-19 em nossa região e cidade. Nesse sentido, e com muita responsabilidade, a Universidade Federal do Pampa suspendeu as atividades presenciais que incluem nossas atividades de laboratório. Isso ajudará a evitar que um universo de aproximamente 3000 pessoas, de maneira direta e um número desconhecido de maneira indireta, e que acabam de alguma forma convivendo no ambiente universitário que se estende ao ambiente familiar, fiquem mais expostas. Apenas em nosso laboratório, são mais de 25 pessoas que tem contato direto quase que diariamente.

Como cientistas, temos também o dever de informar as pessoas sobre a situação atual, da maneira mais atualizada possível, e orientar de modo a contribuir para o combate a esta doença com desdobramentos futuros que ainda são desconhecidos. Por isso, não compartilhe informação de procedência duvidosa. Busque as evidências. Se está na dúvida, não compartilhe, não curta. Sabemos buscar e ler artigos. Vamos usar esse conhecimento. Temos que fazer bom uso dessa habilidade.

Evitem o contato com outras pessoas, se puderem, fiquem em casa, façam suas atividades de maneira remota. Estamos cientes e sensíveis a esta condição extraordinária, e assim com todos, estamos aprendendo a lidar com ela. Não deixem de fazer contato com a coordenação no caso de dúvidas. Mas também não deixem de realizar suas atividades acadêmicas. Leiam, se atualizem, trabalhem no projeto, na dissertação, na tese. Escrevam o(s) artigo(s) com aqueles dados que estão esperado. Enfim, ocupem-se.

Apesar de não termos atividades presenciais, estamos adaptando nossa rotina para que possamos manter nossos projetos em andamento com atividades remotas e reuniões usando ferramentas online.

Mantenham a higiene pessoal no mais alto grau de prioridade, não criem pânico, mas sim orientem as pessoas que água e sabão sim funcionam, e podemos explicar isso com conhecimentos das ciências biológicas e química. Se cada um de nós fazer a sua parte, pode ser que passemos por essa fase de maneira mais rápida e até mesmo mais segura.

Atenciosamente

Felipe Carpes

Líder do GNAP

Estudo multicêntrico sobre hábitos, treinamento e lesões na corrida

Em uma parceria com instituições estrangeiras, estamos começando mais um projeto multicêntrico. O projeto com título “Hábitos dos corredores e suas associações com lesões, preferências de treinamento e equipamento” busca investigar características de corredores que possam servir para gerar recomendações e intervenções para melhorar o rendimento e reduzir os fatores de risco de lesão.

A participação no projeto é simples. Primeiro, você tem que praticar corrida de rua. Sendo corredor ou corredora, te convidamos a responder um questionário online. O tempo estimado para concluir o questionário é de 15 a 20 minutos. Os dados serão mantidos em sigilo.

Perfil desejado: Praticantes regulares de corrida de todas as faixas etárias, sem restrições de gênero.

Benefícios: você estará ajudando a responder quais são os fatores que mais contribuem para o risco de lesão na corrida. Ao final dos testes, os resultados serão compartilhados com você via e-mail.

Links para os questionários nos diferentes idiomas:

 

Contatos:

Álvaro Machado alvaromachado.aluno@unipampa.edu.br

Felipe Carpes carpes@unipampa.edu.br

UMA MELHOR CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS É ASSOCIADA COM SIMETRIA NA MARCHA? O QUE NOS DIZEM AS EVIDÊNCIAS?

É evidente que assimetrias na marcha trazem prejuízos para a locomoção. Basta observar o que acontece com pessoas que tenham alguma dor ou limitação unilateral. Mas será que mesmo os movimentos mais comuns, tem na simetria um elemento importante para o dia a dia? Sim. Em idosos, a presença de assimetria entre os membros inferiores durante a caminhada está associada com risco de quedas. Estudos demonstraram que idosos que já sofreram uma queda durante a caminhada são mais assimétricos do que os que não sofreram. Entretanto, não está claro quais fatores fisiológicos, biomecânicos e funcionais que influenciam de maneira preponderante na assimetria de marcha em idosos.

A maioria dos estudos de assimetria no contexto da locomoção consideram resultados funcionais ou musculares porém dificilmente ambos são combinados em um estudo especifico. Por sua vez quando ambos os aspectos são levados em consideração pelos autores a assimetria da marcha geralmente é relacionada aos resultados das avaliações funcionais. Essas avaliações funcionais geralmente envolvem testes de campo e clínicos que podem ser até mesmo mais acessíveis na prática de trabalho com os idosos. Contudo, eles não são suficiente para identificar os mecanismos das perdas e fraquezas no desempenho. Para isso, entender as adaptações fisiológicas e biomecânicas, dentre outras, é importante.

Pensando nisso, recentemente nosso grupo publicou uma revisão sistemática de estudos transversais publicados em cinco base de dados: Medline via Pubmed, Scopus, PEDro, Cochrane Central e Lilacs. Dentre os principais resultados, destacamos que a força de preensão manual tem uma relação positiva com o desempenho da marcha, incluindo simetria em características como tempo de apoio, o que favorece a estabilidade durante o andar. Também, o fato do volume de atividade física semanal feita pelo idoso estar positivamente associada com melhor marcha e melhor simetria. As evidências consideradas sugerem que há sim uma relação entre simetria na marcha e o desempenho em tarefas funcionais. Idosos com melhor funcionalidade parecem ser mais simétricos na marcha. Porém, a falta de estudos que considerem aspectos musculares, por exemplo, faz com que não seja possível determinar a possível relação entre assimetrias de marchas e fatores musculares associados com a produção de força ou resistência à fadiga, por exemplo.

A nossa recomendação é que intervenções que busquem melhorar a marcha de idosos considerem o desempenho de tarefas funcionais do dia a a dia para alcançar melhores resultados.

Confira o artigo clicando aqui e acesse o PDF aqui.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.

GNAP recebe menção honrosa no Simpósio sobre Fisiomecânica da Locomoção na UFSC!

Nos dia 8 e 9 de Novembro a nossa bolsista PIBIC CNPq Inaê de Oliveira Marcelo representou o grupo no II Simpósio de Fisiomecânica da Locomoção Terrestre na Universidade Federal de Santa Catarina. Um dos trabalhos que Inaê apresentou, intitulado “Respostas agudas da corrida descalça envolvem mudanças na cinemática da aterrissagem e na dor muscular de início tardio” recebeu menção honrosa de premiação dos melhores pôsteres do evento. No trabalho apresentado pela Inaê investigamos como a mudança em hábitos dos corredores podem afetar adaptações agudas que podem influenciar um maior risco de lesões. A corrida descalço tem ganho popularidade, e no trabalho discutimos um pouco sobre como fisioterapeutas e professores de educação física devem orientar praticantes que optem por correr descalço.

 

GNAP tem trabalho premiado no salão de iniciação científica!

No dia do encerramento do salão de iniciação científica da nossa Universidade, a nossa bolsista PROBIC FAPERGS, Milena Aguiar dos Santos, estudante de fisioterapia, teve o trabalho apresentado premiado como um dos destaques do evento na categoria iniciação científica. Neste projeto, investigamos como intervenções baseadas na dissociação da atenção afetam parâmetros biomecânicos, fisiológicos e psicológicos durante um exercício prolongado. Um dos nossos objetivos é encontrar formas de auxiliar as pessoas a sustentar um determinado nível de esforço em uma sessão longa de exercício contínuo, o que pode trazer benefícios em diferentes condições desde o treinamento físico até a reabilitação.

Parabéns Milena! Estamos muito orgulhosos! #gnap10anos

 

 

 

 

 

 

 

Leia mais sobre as premiações, clique aqui!

X SNA celebra a décima edição, assim como o GNAP celebra 10 anos!

O GNAP promove, desde 2010, o Simpósio em Neuromecânica Aplicada. O evento que acontece em diferentes locais a cada ano, na décima edição aconteceu em Uruguaiana e reuniu um expressivo número de participantes. A cobertura jornalística da UNIPAMPA destacou a abertura do evento, e também publicou uma matéria completa sobre as atividades do evento. Todas as conferências e mesas redondas do evento estão disponíveis em nosso canal do youtube, a NeuromechTV.

Estamos muito satisfeitos com o resultado do evento, que teve apoio da UNIPAMPA, SBFIS, SBB, FAPERGS e APD Motion. Esperamos poder encontrar todos os participantes novamente na próxima edição, em 2020, na UFMG em Belo Horizonte.

 

Características musculares definem o sucesso na marcha de idosos

Muitas das quedas que os idosos sofrem ocorrem durante a caminhada, principalmente quando precisam passar por algum obstáculo ou degrau durante o dia a dia. Em estudos anteriores, idosos sedentários mostraram maior dificuldade para passar por cima de um obstáculo durante a caminhada quando comparados com idosos que fazem atividade física regular. Parâmetros musculares dos membros inferiores, como as características do tecido muscular, parecem influenciar a marcha de adultos idosos. Esse efeito poderia ser explicado porque muitos desses parâmetros estão associados com a capacidade de produzir força. Entretanto, quais parâmetros especificamente influenciam tal condição ainda não estão totalmente estabelecidos na literatura. Identificá-los pode ser um primeiro passo na busca de estratégias mais eficientes de treinamento e reabilitação.

Pensando nisso, a Dra. Eliane C. Guadagnin liderou uma pesquisa com o objetivo de investigar quais características dos músculos dos membros inferiores estariam relacionados com esse desempenho. Os idosos que participaram do estudo primeiro passaram por uma análise biomecânica da marcha em velocidade preferida e máxima, com a utilização ou não de obstáculos. Esse desempenho na caminhada foi relacionado com dados obtidos usando a técnica de ultrassonografia. Usando um aparelho de ultrassom, a arquitetura muscular (orientação e alinhamento das fibras musculares) e o echo intensity, uma medida que permite estimar a qualidade do tecido muscular, foram mensuradas nos músculos reto femoral, vasto lateral, bíceps femoral, tibial anterior e gastrocnêmico medial. Por fim, também foi avaliada a força isométrica máxima destes músculos utilizando um dinamômetro manual.

Os principais achados do estudo indicam que quanto maior o tamanho de certos músculos, como o vasto lateral (que realiza a extensão do joelho) e o tibial anterior (responsável pela inversão do pé e pela flexão dorsal do tornozelo), menor a chance de queda nos idosos. A importância do papel do vasto lateral para a marcha é conhecida, mas pela primeira vez são apresentados dados mostrando que as características do músculo tibial anterior tem importante papel em momentos críticos dos movimentos na marcha. Os resultados também indicam que a força isométrica não tem correlação com o desempenho de marcha.

Dessa forma, os exercícios de força para idosos devem buscar fortalecer vasto lateral e tibial anterior, priorizando o ganho de força dinâmica.

Confira o artigo clicando aqui e acesse o PDF aqui.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.

X SNA se aproxima!

O X Simpósio em Neuromecânica Aplicada reunirá estudantes e professores interessados no tema de adaptação central e periférica ao exercício e reabilitação. O evento contará com:

  • 14 palestrantes (Brasil, Uruguai e Chile)
  • 6 workshops
  • 6 conferências
  • 2 mesas redondas
  • 3 sessões de trabalhos orais
  • 2 sessões de pôsteres

As inscrições podem ser feitas clicando aqui, e todo o detalhamento das atividades pode ser conferido no site do evento.

Participe!

GNAP promove palestra!

Com o apoio do Programa Multicêntrico de Pós-graduação em Ciências Fisiológicas, na terça-feira dia 20 de Agosto, na sala 703, a partir das 19:00h, promovemos uma palestra com o prof. Dr. Fernando Diefenthaeler, da Universidade Federal de Santa Catarina.

 

GNAP no ISB Congress 2019!

A Unipampa esteve representada na edição deste ano do Congresso da International Society of Biomechanics, que aconteceu em Calgary, no Canadá. O grupo de pesquisa em neuromecânica aplicada participou do evento representado pelo prof. Felipe Carpes, a pós doutoranda Eliane Guadagnin, a doutoranda do programa multicêntrico de ciências fisiológicas Karine Stoelben e as graduandas em fisioterapia Milena Aguiar dos Santos e Inaê de Oliveira Marcelo, e o professor Chileno Carlos De la Fuente, que é colaborador do grupo. Dentre as atividades que o grupo participou destacam-se as apresentações de 6 trabalhos na modalidade oral e outros 4 na modalidade poster neste que é maior evento da área. Eliane Guadagnin apresentou resultados de projeto de pesquisa que busca determinar as relações entre parâmetros de morfologia muscular com o desempenho motor em idosos. Inaê apresentou o projeto de ensino “Olimpíadas de Biomecânica, e resultados das investigações sobre a influência do hora do dia no desempenho neuromuscular. Karine apresentou dados de pesquisa sobre características neuromusculares de pessoas com lesões de ligamento cruzado anterior do joelho, e Milena mostrou resultados do uso de calçados com molas de amortecimento sobre o impacto no esporte. Carlos, que desde Santiago no Chile colabora com o GNAP e visita regularmente a Unipampa, também apresentou resultados de estudos na área de biomecânica clínica que realiza com a orientação do prof. Felipe Carpes. Ainda no mesmo evento, o prof. Felipe Carpes, que é membro do conselho executivo da International Society of Biomechanics (https://isbweb.org) participou da reunião do conselho executivo, e no evento coordenou uma sessão científica sobre uso de ferramentas de imagem para diagnóstico neuromuscular e o Developing Countries Grant Competition, atividade que premiou 5 projetos de pesquisa propostos por pesquisadores de países em desenvolvimento. O professor também recebeu uma homenagem das mãos do atual presidente da sociedade, prof. Joseph Hamill e do presidente eleito, prof. Anton Arndt, pelo serviços voluntários prestados à International Society of Biomechanics nos últimos 4 anos.
A participação no evento foi possível com o apoio de diferentes agências e sociedades. O prof. Felipe Carpes recebe apoio do CNPq, Eliane Guadagnin da FAPERGS, Inaê de Oliveira Marcelo da UNIPAMPA por meio do edital PAPE, Milena Aguiar dos Santos recebeu um travel grant da Sociedade Brasileira de Biomecânica e Karine Stoelben e Carlos De la Fuente receberam um travel grant da International Society of Biomechanics e University of Calgary. Karine também foi destaque em uma reportagem publicada pela University of Calgary e que falou sobre a participação de estudantes de países em desenvolvimento no congresso.
O grupo também aproveitou a oportunidade para visitar o Human Performance Laboratory da University of Calgary, considerando um dos maiores centros de pesquisa do mundo na área de biomecânica e fisiologia do esforço.

Mini Simpósios em comemoração aos 10 anos do GNAP

Nos dias 24 e 27 de Junho realizamos dois minisimpósios sobre biomecânica. Os participantes podem acessar os certificados de participação nos links abaixo:

Agradecemos a todos que participaram e esperamos que tenham gostado. Convidamos todos a participar também do X Simpósio em Neuromecânica Aplicada de 25 a 28 de Setembro deste ano. Saiba mais clicando aqui.

Efeito do consumo de chá verde sobre a sensação de dor muscular tardia

O exercício físico é considerada a estratégia mais eficaz para manutenção da qualidade de vida e da saúde em geral. Para esses efeitos serem observados e persistirem, é fundamental que a cargas externas sejam adequadas e que, principalmente, exista um planejamento de progressão. Justamente aí que muitas pessoas experimentam aquela sensação de dor muscular, que ocorre geralmente um dia ou dois após o exercício. Sentir dores muito tempo depois de praticar algum exercício físico é algo bastante comum, principalmente quando passamos por um longo período de inatividade física. Esse desconforto chama-se dor muscular de início tardio. Geralmente o pico de sensação da dor ocorre após 24 a 48 horas depois do exercício e pode durar até sete dias dependendo da intensidade do exercício praticado.  Além da dor, diversos outros sintomas podem ser experimentados, como diminuição na amplitude de movimento da articulação envolvida, o inchaço na musculatura, e a perda de força. Esses efeitos são capazes de influenciar o desempenho de atividades da vida diária de forma negativa. Entre as causas para essa condição limitante, estão microlesões nos tecidos musculares e um desequilíbrio entre substâncias oxidastes e antioxidantes em nosso corpo. Foi pensando nesse problema, que os estudantes do Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada, William da Silva e Álvaro Machado, com a supervisão do Prof. Dr. Felipe Careps, realizaram uma pesquisa científica com o intuito de determinar se as propriedades antioxidantes do extrato de chá verde (ECV) poderiam servir como uma alternativa para amenizar o efeito da dor muscular de início tardio. Os resultados da pesquisa mostraram que, apesar do extrato de chá verde não atenuar a sensação de dor muscular de início tardio, as pessoas que receberam a suplementação com o extrato apresentaram menor dano muscular depois da realização do exercício. O uso do ECV como estratégia de suplementação após o exercício físico promete ser uma ótima alternativa para atletas e treinadores futuramente, mas ainda necessita de estudos e pesquisas que possam comprovar melhor sua eficácia, como por exemplo, as dosagens adequadas e o nível de persistência desses efeitos. O grupo atualmente desenvolve estudos com esse objetivo. Os resultados desses estudos foram publicados na revista científica Physiology & Behavior, umas das melhores na área. Você pode acessar o artigo clicando aqui.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.