GNAP recebe menção honrosa no Simpósio sobre Fisiomecânica da Locomoção na UFSC!

Nos dia 8 e 9 de Novembro a nossa bolsista PIBIC CNPq Inaê de Oliveira Marcelo representou o grupo no II Simpósio de Fisiomecânica da Locomoção Terrestre na Universidade Federal de Santa Catarina. Um dos trabalhos que Inaê apresentou, intitulado “Respostas agudas da corrida descalça envolvem mudanças na cinemática da aterrissagem e na dor muscular de início tardio” recebeu menção honrosa de premiação dos melhores pôsteres do evento. No trabalho apresentado pela Inaê investigamos como a mudança em hábitos dos corredores podem afetar adaptações agudas que podem influenciar um maior risco de lesões. A corrida descalço tem ganho popularidade, e no trabalho discutimos um pouco sobre como fisioterapeutas e professores de educação física devem orientar praticantes que optem por correr descalço.

 

GNAP tem trabalho premiado no salão de iniciação científica!

No dia do encerramento do salão de iniciação científica da nossa Universidade, a nossa bolsista PROBIC FAPERGS, Milena Aguiar dos Santos, estudante de fisioterapia, teve o trabalho apresentado premiado como um dos destaques do evento na categoria iniciação científica. Neste projeto, investigamos como intervenções baseadas na dissociação da atenção afetam parâmetros biomecânicos, fisiológicos e psicológicos durante um exercício prolongado. Um dos nossos objetivos é encontrar formas de auxiliar as pessoas a sustentar um determinado nível de esforço em uma sessão longa de exercício contínuo, o que pode trazer benefícios em diferentes condições desde o treinamento físico até a reabilitação.

Parabéns Milena! Estamos muito orgulhosos! #gnap10anos

 

 

 

 

 

 

 

Leia mais sobre as premiações, clique aqui!

X SNA celebra a décima edição, assim como o GNAP celebra 10 anos!

O GNAP promove, desde 2010, o Simpósio em Neuromecânica Aplicada. O evento que acontece em diferentes locais a cada ano, na décima edição aconteceu em Uruguaiana e reuniu um expressivo número de participantes. A cobertura jornalística da UNIPAMPA destacou a abertura do evento, e também publicou uma matéria completa sobre as atividades do evento. Todas as conferências e mesas redondas do evento estão disponíveis em nosso canal do youtube, a NeuromechTV.

Estamos muito satisfeitos com o resultado do evento, que teve apoio da UNIPAMPA, SBFIS, SBB, FAPERGS e APD Motion. Esperamos poder encontrar todos os participantes novamente na próxima edição, em 2020, na UFMG em Belo Horizonte.

 

Características musculares definem o sucesso na marcha de idosos

Muitas das quedas que os idosos sofrem ocorrem durante a caminhada, principalmente quando precisam passar por algum obstáculo ou degrau durante o dia a dia. Em estudos anteriores, idosos sedentários mostraram maior dificuldade para passar por cima de um obstáculo durante a caminhada quando comparados com idosos que fazem atividade física regular. Parâmetros musculares dos membros inferiores, como as características do tecido muscular, parecem influenciar a marcha de adultos idosos. Esse efeito poderia ser explicado porque muitos desses parâmetros estão associados com a capacidade de produzir força. Entretanto, quais parâmetros especificamente influenciam tal condição ainda não estão totalmente estabelecidos na literatura. Identificá-los pode ser um primeiro passo na busca de estratégias mais eficientes de treinamento e reabilitação.

Pensando nisso, a Dra. Eliane C. Guadagnin liderou uma pesquisa com o objetivo de investigar quais características dos músculos dos membros inferiores estariam relacionados com esse desempenho. Os idosos que participaram do estudo primeiro passaram por uma análise biomecânica da marcha em velocidade preferida e máxima, com a utilização ou não de obstáculos. Esse desempenho na caminhada foi relacionado com dados obtidos usando a técnica de ultrassonografia. Usando um aparelho de ultrassom, a arquitetura muscular (orientação e alinhamento das fibras musculares) e o echo intensity, uma medida que permite estimar a qualidade do tecido muscular, foram mensuradas nos músculos reto femoral, vasto lateral, bíceps femoral, tibial anterior e gastrocnêmico medial. Por fim, também foi avaliada a força isométrica máxima destes músculos utilizando um dinamômetro manual.

Os principais achados do estudo indicam que quanto maior o tamanho de certos músculos, como o vasto lateral (que realiza a extensão do joelho) e o tibial anterior (responsável pela inversão do pé e pela flexão dorsal do tornozelo), menor a chance de queda nos idosos. A importância do papel do vasto lateral para a marcha é conhecida, mas pela primeira vez são apresentados dados mostrando que as características do músculo tibial anterior tem importante papel em momentos críticos dos movimentos na marcha. Os resultados também indicam que a força isométrica não tem correlação com o desempenho de marcha.

Dessa forma, os exercícios de força para idosos devem buscar fortalecer vasto lateral e tibial anterior, priorizando o ganho de força dinâmica.

Confira o artigo clicando aqui e acesse o PDF aqui.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.

X SNA se aproxima!

O X Simpósio em Neuromecânica Aplicada reunirá estudantes e professores interessados no tema de adaptação central e periférica ao exercício e reabilitação. O evento contará com:

  • 14 palestrantes (Brasil, Uruguai e Chile)
  • 6 workshops
  • 6 conferências
  • 2 mesas redondas
  • 3 sessões de trabalhos orais
  • 2 sessões de pôsteres

As inscrições podem ser feitas clicando aqui, e todo o detalhamento das atividades pode ser conferido no site do evento.

Participe!

GNAP promove palestra!

Com o apoio do Programa Multicêntrico de Pós-graduação em Ciências Fisiológicas, na terça-feira dia 20 de Agosto, na sala 703, a partir das 19:00h, promovemos uma palestra com o prof. Dr. Fernando Diefenthaeler, da Universidade Federal de Santa Catarina.

 

GNAP no ISB Congress 2019!

A Unipampa esteve representada na edição deste ano do Congresso da International Society of Biomechanics, que aconteceu em Calgary, no Canadá. O grupo de pesquisa em neuromecânica aplicada participou do evento representado pelo prof. Felipe Carpes, a pós doutoranda Eliane Guadagnin, a doutoranda do programa multicêntrico de ciências fisiológicas Karine Stoelben e as graduandas em fisioterapia Milena Aguiar dos Santos e Inaê de Oliveira Marcelo, e o professor Chileno Carlos De la Fuente, que é colaborador do grupo. Dentre as atividades que o grupo participou destacam-se as apresentações de 6 trabalhos na modalidade oral e outros 4 na modalidade poster neste que é maior evento da área. Eliane Guadagnin apresentou resultados de projeto de pesquisa que busca determinar as relações entre parâmetros de morfologia muscular com o desempenho motor em idosos. Inaê apresentou o projeto de ensino “Olimpíadas de Biomecânica, e resultados das investigações sobre a influência do hora do dia no desempenho neuromuscular. Karine apresentou dados de pesquisa sobre características neuromusculares de pessoas com lesões de ligamento cruzado anterior do joelho, e Milena mostrou resultados do uso de calçados com molas de amortecimento sobre o impacto no esporte. Carlos, que desde Santiago no Chile colabora com o GNAP e visita regularmente a Unipampa, também apresentou resultados de estudos na área de biomecânica clínica que realiza com a orientação do prof. Felipe Carpes. Ainda no mesmo evento, o prof. Felipe Carpes, que é membro do conselho executivo da International Society of Biomechanics (https://isbweb.org) participou da reunião do conselho executivo, e no evento coordenou uma sessão científica sobre uso de ferramentas de imagem para diagnóstico neuromuscular e o Developing Countries Grant Competition, atividade que premiou 5 projetos de pesquisa propostos por pesquisadores de países em desenvolvimento. O professor também recebeu uma homenagem das mãos do atual presidente da sociedade, prof. Joseph Hamill e do presidente eleito, prof. Anton Arndt, pelo serviços voluntários prestados à International Society of Biomechanics nos últimos 4 anos.
A participação no evento foi possível com o apoio de diferentes agências e sociedades. O prof. Felipe Carpes recebe apoio do CNPq, Eliane Guadagnin da FAPERGS, Inaê de Oliveira Marcelo da UNIPAMPA por meio do edital PAPE, Milena Aguiar dos Santos recebeu um travel grant da Sociedade Brasileira de Biomecânica e Karine Stoelben e Carlos De la Fuente receberam um travel grant da International Society of Biomechanics e University of Calgary. Karine também foi destaque em uma reportagem publicada pela University of Calgary e que falou sobre a participação de estudantes de países em desenvolvimento no congresso.
O grupo também aproveitou a oportunidade para visitar o Human Performance Laboratory da University of Calgary, considerando um dos maiores centros de pesquisa do mundo na área de biomecânica e fisiologia do esforço.

Mini Simpósios em comemoração aos 10 anos do GNAP

Nos dias 24 e 27 de Junho realizamos dois minisimpósios sobre biomecânica. Os participantes podem acessar os certificados de participação nos links abaixo:

Agradecemos a todos que participaram e esperamos que tenham gostado. Convidamos todos a participar também do X Simpósio em Neuromecânica Aplicada de 25 a 28 de Setembro deste ano. Saiba mais clicando aqui.

Efeito do consumo de chá verde sobre a sensação de dor muscular tardia

O exercício físico é considerada a estratégia mais eficaz para manutenção da qualidade de vida e da saúde em geral. Para esses efeitos serem observados e persistirem, é fundamental que a cargas externas sejam adequadas e que, principalmente, exista um planejamento de progressão. Justamente aí que muitas pessoas experimentam aquela sensação de dor muscular, que ocorre geralmente um dia ou dois após o exercício. Sentir dores muito tempo depois de praticar algum exercício físico é algo bastante comum, principalmente quando passamos por um longo período de inatividade física. Esse desconforto chama-se dor muscular de início tardio. Geralmente o pico de sensação da dor ocorre após 24 a 48 horas depois do exercício e pode durar até sete dias dependendo da intensidade do exercício praticado.  Além da dor, diversos outros sintomas podem ser experimentados, como diminuição na amplitude de movimento da articulação envolvida, o inchaço na musculatura, e a perda de força. Esses efeitos são capazes de influenciar o desempenho de atividades da vida diária de forma negativa. Entre as causas para essa condição limitante, estão microlesões nos tecidos musculares e um desequilíbrio entre substâncias oxidastes e antioxidantes em nosso corpo. Foi pensando nesse problema, que os estudantes do Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada, William da Silva e Álvaro Machado, com a supervisão do Prof. Dr. Felipe Careps, realizaram uma pesquisa científica com o intuito de determinar se as propriedades antioxidantes do extrato de chá verde (ECV) poderiam servir como uma alternativa para amenizar o efeito da dor muscular de início tardio. Os resultados da pesquisa mostraram que, apesar do extrato de chá verde não atenuar a sensação de dor muscular de início tardio, as pessoas que receberam a suplementação com o extrato apresentaram menor dano muscular depois da realização do exercício. O uso do ECV como estratégia de suplementação após o exercício físico promete ser uma ótima alternativa para atletas e treinadores futuramente, mas ainda necessita de estudos e pesquisas que possam comprovar melhor sua eficácia, como por exemplo, as dosagens adequadas e o nível de persistência desses efeitos. O grupo atualmente desenvolve estudos com esse objetivo. Os resultados desses estudos foram publicados na revista científica Physiology & Behavior, umas das melhores na área. Você pode acessar o artigo clicando aqui.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.

PROCURA-SE!

Estudantes motivados, com proatividade e com grandes metas.
Edital GNAP 001/2019 seleciona bolsistas com fomento PROEXT UNIPAMPA. Este edital seleciona dois bolsistas para atuação com percebimento de bolsa de 12 h semanais. Para ler o edital com detalhes dos projetos e sobre como realizar sua inscrição acesse https://sites.unipampa.edu.br/gnap/editais/

Dia Nacional da Biomecânica trouxe estudantes do ensino médio para dentro da UNIPAMPA neste 10 de Abril de 2019!

Neste dia 10 de Abril de 2019 foi celebrado o Dia Nacional da Biomecânica. O evento acontece no mundo todo e tem o objetivo de divulgar a biomecânica para estudantes e com isso tentar ajudar eles na escolha de uma profissão para ingresso na universidade. O GNAP tem um papel importante nesse movimento mundial, conforme artigo publicado na edição deste mês no prestigiado Journal of Biomechanics. Estudantes do terceiro e segundo anos do ensino médio visitaram o laboratório e conheceram os projetos de pesquisa desenvolvidos pelo grupo, assim como participaram de demonstrações e tiveram espaço para perguntas com dúvidas, curiosidades e questionamentos.

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Chá verde e seu potencial neuroprotetor

A doença de Alzheimer é uma condição que envolve perdas cognitivas importantes, sendo a mais conhecida a perda de memória recente. Essa doença não tem cura e atinge principalmente idosos. Nos últimos anos o GNAP tem buscado investigar o papel de compostos naturais com capacidade de atenuar esses déficits cognitivos. Um destes compostos é o chá verde, que é barato e popular e fácil. Estudos do grupo mostraram que a ingesta regular do chá verde tem efeitos benéficos na memória e aprendizado. Essas conclusões tem sido possíveis com estudos em modelos animais de mamíferos que possuem mecanismos de aprendizado similares aos humanos. Pesquisas como essa, buscam desenvolver terapias que possam proteger a perda da memória em um tipo da doença neurodegenerativa. No contexto da doença de Alzheimer, estudos recentes do grupo mostraram que o chá verde tem um potencial neuroprotetor melhor que outros chás naturais da mesma planta, já que é o mais rico em propriedades antioxidantes. Essas pesquisas são importantes para serem utilizadas na prática e descobrir em quais mecanismos biológicos atuam e assim contribuir para futuramente descobrir substâncias que possam proteger a memória em forma de medicamentos que lutem contra as perdas resultantes do Alzheimer.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana

Fratura no metatarso de jogadores de futebol: um problema que começa cedo

O futebol é um dos principais esportes no Brasil, não é mesmo? Diariamente estamos rodeados de notícias sobre esse esporte, muitas delas envolvendo a saúde e o bom condicionamento físico dos atletas, pois é imprescindível que cada atleta esteja em boa forma para competir. Apesar de ser uma prática extremamente benéfica e divertida, o futebol pode apresentar alguns riscos, como lesões e fraturas devido ao estresse repetido sobre estruturas corporais.

No Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada da Universidade Federal do Pampa, temas relacionados com o desempenho e lesões no esporte são investigados. Um dos projetos de pesquisa desenvolvidos busca compreender quais fatores podem levar a uma lesão característica do futebol, a fratura do quinto metatarso (o menor dedo do pé). Interessados em prevenir essa lesão em crianças e adolescentes que praticam o esporte, o grupo realizou medidas e avaliações em atletas adolescentes. A pesquisa lideradas pelo doutorando Renato Azevedo e coordenada pelo Prof. Dr. Felipe P Carpes mostrou que já nos atletas jovens são observadas sobrecargas mecânicas sobre os metatarsos (ossos dos dedos), similares aquelas que são encontradas nos pés de jogadores adultos. Esse tipo de risco até então era descrito apenas para atletas adultos, e realça uma preocupação: o risco de lesão começa muito cedo.

Esse tipo de enfermidade é muito comum entre os jogadores de futebol. O craque Neymar, por exemplo, teve que passar por uma cirurgia ao fraturar o osso durante uma disputa de bola. No entanto, para que crianças e adolescentes possam curtir o esporte de maneira saudável, é preciso adotar algumas precauções. Os cientistas recomendam que o uso de chuteiras seja alternado com o uso de tênis com menor tração no solo, o que se mostrou favorável a diminuir o estresse sobre os ossos dos pés. Dessa maneira, todos podem aproveitar o futebol sem se importar com esse tipo de problema. O trabalho completo está publicado na revista científica Physical Therapy in Sport (link: https://doi.org/10.1016/j.ptsp.2016.10.001)

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana