BiomeCast: O podcast sobre Biomecânica!

BiomeCast

BiomeCastEsse é o BiomeCast: O podcast sobre Biomecânica.

Apresentado pelo Prof. Emmanuel Souza da Rocha e pelo Prof. Felipe Carpes, o BiomeCast foi pensado como uma estratégia de divulgação da biomecânica e também uma fonte de estudo. Os episódios são recheados de bom humor e também contam com a participação de cientistas que convidamos para temáticas especiais.


Onde ouvir? O BiomeCast está nas principais plataformas de Podcast!

 

 

V Clínica Científica de Ciclismo

V Clínica Científica de Ciclismo – 25/03/2021 :: 18:30h

..

A V Clínica Científica de Ciclismo é um evento gratuito promovido pelo Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada da UNIPAMPA. O evento conta com a presença de um time de palestrantes com ampla experiência nos temas que serão abordados. Com isso o evento promove um espaço de debate e muito conhecimento científico sendo compartilhado com a comunidade em geral, com especial foco nos praticantes de ciclismo.

Ao vivo no dia 25 de Março de 2021, a partir das 18:30h, gratuito, na NeuromechTV! Não é necessário fazer inscrição prévia, basta acessar a NeuromechTV no horário. 

Programação:

# Ciclismo: Ciência & Prática – Prof. Dr. Felipe Carpes – instagram: @felipecarpes

# Ciclismo profissional: rotinas e desafios ciclista profissional – Nicolas Sessler – instagram: @nicosessler

# Treinamento de ciclismo para homens e parar mulheres – Treinadora Rafaella Della Giustina – instagram: @rdellagiustina

# Nutrição e recuperação pós-exercício – Prof. Dr. Rodrigo Macedo, Nutricionista – instagram: @rodrigomacedonutri

Assista ao vivo na NeuromechTV (clique no link abaixo e ative um lembrete. Te avisaremos quando o evento começar).

.

Conheça os palestrantes:

.

Prof. Dr. Felipe Pivetta Carpes

É professor associado da Universidade Federal do Pampa e ciclista amador nas horas vagas. Dentre os estudos que desenvolve, o objetivo comum é prover um conhecimento básico da produção e regulação de movimentos voluntários no contexto do esporte e da reabilitação, visando prover evidências para o melhor planejamento do exercício, treinamento e recuperação.

Idealizador e coordenador das Clínicas Científicas de Ciclismo do GNAP UNIPAMPA.

 

.

Nicolas Sessler

Único Ciclista Profissional brasileiro “UCI World Tour” em atividade. Campeão Vuelta a Lleída cat. Elite – ESP; Campeão Vuelta a Valencia cat. Elite – ESP; Campeão Ultramaratona Brasil Ride cat. Elite Américas – BRA; 2x Medalha de Bronze Copa do Mundo Mountain Bike Cross Country – RSA e USA; Bicampeão Brasileiro e 7º Ranking Mundial cat. Junior Mountain Bike Cross Country. Atual sócio e comentarista do “Gregario Rádio Podcast”.

.

Prof. MS. Rafaella Della Giustina

Licenciada em Educação Física pela UDESC, é Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho e Mestra em Biodinâmica do Movimento Humano pela USP. É Especialista formada pela Academia Brasileira de Treinadores do Comitê Olímpico Brasileiro como Treinadora de Alto Rendimento Esportivo e em Desenvolvimento Esportivo. Atua como avaliadora e treinadora de atletas profissionais e amadores em diversas modalidades do Ciclismo há mais de 15 anos, tendo conquistado diversos títulos Estaduais e Brasileiros. Como atleta amadora, tem participações no l’Étape du Tour e mais de 15.000 km em provas de Audax. É uma das três mulheres no Brasil com o título de “Randonneur 5000” e a primeira mulher da América Latina com o título de “Randonneur 10000”.

.

Prof. Dr. Rodrigo Macedo

Nutricionista e docente de Graduação e Pós-Graduação em Nutrição. Tenho Especialização, Mestrado e Doutorado pela UFRGS. Realizo consultoria para grandes empresas e atendimento clínico há mais de 12 anos para praticantes de exercício físico e atletas de todas as modalidades.

 

 

 

 

Certificados Escola de Inverno 2020: Adaptações Motoras

Olá pessoal

Nossa escola de inverno foi muito legal. Estamos muito felizes com a participação de vocês. Disponibilizamos os certificados gratuitos para download. Clique no link correspondente para baixar o seu. Se detectar algum problema, envie um email para gnap@unipampa.edu.br. Lembrem que os certificados foram emitidos apenas para quem cumpriu mais de 80% de frequência.

Cliqui para acessar os certificados de Ouvintes

Cliqui para acessar os certificados de Palestrantes

Cliqui para acessar os certificados de Organizadores

GNAP e COVID-19

Prezada comunidade que tem contato com o GNAP

É notório o risco que a nossa comunidade começa a enfrentar com eminente disseminação do COVID-19 em nossa região e cidade. Nesse sentido, e com muita responsabilidade, a Universidade Federal do Pampa suspendeu as atividades presenciais que incluem nossas atividades de laboratório. Isso ajudará a evitar que um universo de aproximamente 3000 pessoas, de maneira direta e um número desconhecido de maneira indireta, e que acabam de alguma forma convivendo no ambiente universitário que se estende ao ambiente familiar, fiquem mais expostas. Apenas em nosso laboratório, são mais de 25 pessoas que tem contato direto quase que diariamente.

Como cientistas, temos também o dever de informar as pessoas sobre a situação atual, da maneira mais atualizada possível, e orientar de modo a contribuir para o combate a esta doença com desdobramentos futuros que ainda são desconhecidos. Por isso, não compartilhe informação de procedência duvidosa. Busque as evidências. Se está na dúvida, não compartilhe, não curta. Sabemos buscar e ler artigos. Vamos usar esse conhecimento. Temos que fazer bom uso dessa habilidade.

Evitem o contato com outras pessoas, se puderem, fiquem em casa, façam suas atividades de maneira remota. Estamos cientes e sensíveis a esta condição extraordinária, e assim com todos, estamos aprendendo a lidar com ela. Não deixem de fazer contato com a coordenação no caso de dúvidas. Mas também não deixem de realizar suas atividades acadêmicas. Leiam, se atualizem, trabalhem no projeto, na dissertação, na tese. Escrevam o(s) artigo(s) com aqueles dados que estão esperado. Enfim, ocupem-se.

Apesar de não termos atividades presenciais, estamos adaptando nossa rotina para que possamos manter nossos projetos em andamento com atividades remotas e reuniões usando ferramentas online.

Mantenham a higiene pessoal no mais alto grau de prioridade, não criem pânico, mas sim orientem as pessoas que água e sabão sim funcionam, e podemos explicar isso com conhecimentos das ciências biológicas e química. Se cada um de nós fazer a sua parte, pode ser que passemos por essa fase de maneira mais rápida e até mesmo mais segura.

Atenciosamente

Felipe Carpes

Líder do GNAP

Estudo multicêntrico sobre hábitos, treinamento e lesões na corrida

Em uma parceria com instituições estrangeiras, estamos começando mais um projeto multicêntrico. O projeto com título “Hábitos dos corredores e suas associações com lesões, preferências de treinamento e equipamento” busca investigar características de corredores que possam servir para gerar recomendações e intervenções para melhorar o rendimento e reduzir os fatores de risco de lesão.

A participação no projeto é simples. Primeiro, você tem que praticar corrida de rua. Sendo corredor ou corredora, te convidamos a responder um questionário online. O tempo estimado para concluir o questionário é de 15 a 20 minutos. Os dados serão mantidos em sigilo.

Perfil desejado: Praticantes regulares de corrida de todas as faixas etárias, sem restrições de gênero.

Benefícios: você estará ajudando a responder quais são os fatores que mais contribuem para o risco de lesão na corrida. Ao final dos testes, os resultados serão compartilhados com você via e-mail.

Links para os questionários nos diferentes idiomas:

 

Contatos:

Álvaro Machado alvaromachado.aluno@unipampa.edu.br

Felipe Carpes carpes@unipampa.edu.br

UMA MELHOR CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS É ASSOCIADA COM SIMETRIA NA MARCHA? O QUE NOS DIZEM AS EVIDÊNCIAS?

É evidente que assimetrias na marcha trazem prejuízos para a locomoção. Basta observar o que acontece com pessoas que tenham alguma dor ou limitação unilateral. Mas será que mesmo os movimentos mais comuns, tem na simetria um elemento importante para o dia a dia? Sim. Em idosos, a presença de assimetria entre os membros inferiores durante a caminhada está associada com risco de quedas. Estudos demonstraram que idosos que já sofreram uma queda durante a caminhada são mais assimétricos do que os que não sofreram. Entretanto, não está claro quais fatores fisiológicos, biomecânicos e funcionais que influenciam de maneira preponderante na assimetria de marcha em idosos.

A maioria dos estudos de assimetria no contexto da locomoção consideram resultados funcionais ou musculares porém dificilmente ambos são combinados em um estudo especifico. Por sua vez quando ambos os aspectos são levados em consideração pelos autores a assimetria da marcha geralmente é relacionada aos resultados das avaliações funcionais. Essas avaliações funcionais geralmente envolvem testes de campo e clínicos que podem ser até mesmo mais acessíveis na prática de trabalho com os idosos. Contudo, eles não são suficiente para identificar os mecanismos das perdas e fraquezas no desempenho. Para isso, entender as adaptações fisiológicas e biomecânicas, dentre outras, é importante.

Pensando nisso, recentemente nosso grupo publicou uma revisão sistemática de estudos transversais publicados em cinco base de dados: Medline via Pubmed, Scopus, PEDro, Cochrane Central e Lilacs. Dentre os principais resultados, destacamos que a força de preensão manual tem uma relação positiva com o desempenho da marcha, incluindo simetria em características como tempo de apoio, o que favorece a estabilidade durante o andar. Também, o fato do volume de atividade física semanal feita pelo idoso estar positivamente associada com melhor marcha e melhor simetria. As evidências consideradas sugerem que há sim uma relação entre simetria na marcha e o desempenho em tarefas funcionais. Idosos com melhor funcionalidade parecem ser mais simétricos na marcha. Porém, a falta de estudos que considerem aspectos musculares, por exemplo, faz com que não seja possível determinar a possível relação entre assimetrias de marchas e fatores musculares associados com a produção de força ou resistência à fadiga, por exemplo.

A nossa recomendação é que intervenções que busquem melhorar a marcha de idosos considerem o desempenho de tarefas funcionais do dia a a dia para alcançar melhores resultados.

Confira o artigo clicando aqui e acesse o PDF aqui.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.

GNAP recebe menção honrosa no Simpósio sobre Fisiomecânica da Locomoção na UFSC!

Nos dia 8 e 9 de Novembro a nossa bolsista PIBIC CNPq Inaê de Oliveira Marcelo representou o grupo no II Simpósio de Fisiomecânica da Locomoção Terrestre na Universidade Federal de Santa Catarina. Um dos trabalhos que Inaê apresentou, intitulado “Respostas agudas da corrida descalça envolvem mudanças na cinemática da aterrissagem e na dor muscular de início tardio” recebeu menção honrosa de premiação dos melhores pôsteres do evento. No trabalho apresentado pela Inaê investigamos como a mudança em hábitos dos corredores podem afetar adaptações agudas que podem influenciar um maior risco de lesões. A corrida descalço tem ganho popularidade, e no trabalho discutimos um pouco sobre como fisioterapeutas e professores de educação física devem orientar praticantes que optem por correr descalço.

 

GNAP tem trabalho premiado no salão de iniciação científica!

No dia do encerramento do salão de iniciação científica da nossa Universidade, a nossa bolsista PROBIC FAPERGS, Milena Aguiar dos Santos, estudante de fisioterapia, teve o trabalho apresentado premiado como um dos destaques do evento na categoria iniciação científica. Neste projeto, investigamos como intervenções baseadas na dissociação da atenção afetam parâmetros biomecânicos, fisiológicos e psicológicos durante um exercício prolongado. Um dos nossos objetivos é encontrar formas de auxiliar as pessoas a sustentar um determinado nível de esforço em uma sessão longa de exercício contínuo, o que pode trazer benefícios em diferentes condições desde o treinamento físico até a reabilitação.

Parabéns Milena! Estamos muito orgulhosos! #gnap10anos

 

 

 

 

 

 

 

Leia mais sobre as premiações, clique aqui!

X SNA celebra a décima edição, assim como o GNAP celebra 10 anos!

O GNAP promove, desde 2010, o Simpósio em Neuromecânica Aplicada. O evento que acontece em diferentes locais a cada ano, na décima edição aconteceu em Uruguaiana e reuniu um expressivo número de participantes. A cobertura jornalística da UNIPAMPA destacou a abertura do evento, e também publicou uma matéria completa sobre as atividades do evento. Todas as conferências e mesas redondas do evento estão disponíveis em nosso canal do youtube, a NeuromechTV.

Estamos muito satisfeitos com o resultado do evento, que teve apoio da UNIPAMPA, SBFIS, SBB, FAPERGS e APD Motion. Esperamos poder encontrar todos os participantes novamente na próxima edição, em 2020, na UFMG em Belo Horizonte.

 

Características musculares definem o sucesso na marcha de idosos

Muitas das quedas que os idosos sofrem ocorrem durante a caminhada, principalmente quando precisam passar por algum obstáculo ou degrau durante o dia a dia. Em estudos anteriores, idosos sedentários mostraram maior dificuldade para passar por cima de um obstáculo durante a caminhada quando comparados com idosos que fazem atividade física regular. Parâmetros musculares dos membros inferiores, como as características do tecido muscular, parecem influenciar a marcha de adultos idosos. Esse efeito poderia ser explicado porque muitos desses parâmetros estão associados com a capacidade de produzir força. Entretanto, quais parâmetros especificamente influenciam tal condição ainda não estão totalmente estabelecidos na literatura. Identificá-los pode ser um primeiro passo na busca de estratégias mais eficientes de treinamento e reabilitação.

Pensando nisso, a Dra. Eliane C. Guadagnin liderou uma pesquisa com o objetivo de investigar quais características dos músculos dos membros inferiores estariam relacionados com esse desempenho. Os idosos que participaram do estudo primeiro passaram por uma análise biomecânica da marcha em velocidade preferida e máxima, com a utilização ou não de obstáculos. Esse desempenho na caminhada foi relacionado com dados obtidos usando a técnica de ultrassonografia. Usando um aparelho de ultrassom, a arquitetura muscular (orientação e alinhamento das fibras musculares) e o echo intensity, uma medida que permite estimar a qualidade do tecido muscular, foram mensuradas nos músculos reto femoral, vasto lateral, bíceps femoral, tibial anterior e gastrocnêmico medial. Por fim, também foi avaliada a força isométrica máxima destes músculos utilizando um dinamômetro manual.

Os principais achados do estudo indicam que quanto maior o tamanho de certos músculos, como o vasto lateral (que realiza a extensão do joelho) e o tibial anterior (responsável pela inversão do pé e pela flexão dorsal do tornozelo), menor a chance de queda nos idosos. A importância do papel do vasto lateral para a marcha é conhecida, mas pela primeira vez são apresentados dados mostrando que as características do músculo tibial anterior tem importante papel em momentos críticos dos movimentos na marcha. Os resultados também indicam que a força isométrica não tem correlação com o desempenho de marcha.

Dessa forma, os exercícios de força para idosos devem buscar fortalecer vasto lateral e tibial anterior, priorizando o ganho de força dinâmica.

Confira o artigo clicando aqui e acesse o PDF aqui.

Texto elaborado por Marcela Trindade e Maria Carolina Gonçalves, alunas de ensino médio do Instituto Elisa Valls e bolsistas CNPq de Ensino Médio da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.