Cientistas do Pampa

Proposto pelo grupo Cientistas do Pampa da Universidade Federal do Pampa, o projeto Energéticas é desenvolvido no Instituto Estadual de Educação Elisa Valls em Uruguaiana-RS beneficiando alunas do 3º ano do Ensino Médio. Selecionado pelo edital Elas nas Exatas, este projeto visa a inserção de mulheres nas Ciências Exatas, promovendo rodas de conversa com cientistas, encontros com os familiares das beneficiadas, participação delas na Feira de Ciências da cidade, visitas a laboratórios científicos e oficinas de construção de protótipos de geração de energia elétrica a partir do aproveitamento das energias solar, eólica e de biocombustíveis. O projeto foi contemplado pelo II edital Elas nas Exatas do Fundo Elas, que é financiado pelo Instituto Unibanco, ONU Mulheres e Fundação Carlos Chagas. Num total de 183 projetos, o projeto Energéticas conseguiu o 2º lugar nacional. Recentemente os resultados e andamento do projeto foram apresentados para a Academia Brasileira de Ciências e uma das atividades foi registrada para o programa “Como Será” da rede Globo.

MULHERES SEM FRONTEIRAS: Articulando a Rede no Enfrentamento e Atendimento à Violência Contra a Mulher no Município de São Borja – RS

É um espaço de estudos, pesquisas e extensão, que diz respeito à questão de gênero como tema de políticas públicas na área de educação e do serviço social. A segunda perspectiva diz respeito ao fenômeno da violência contra a mulher, um dos motivos da criação do Programa, sendo um dos temas principais de discussão nos diferentes espaços de atuação. Além disso, o Programa, ao apresentar uma perspectiva de promoção de educação para a equidade, traz como meta norteadora de suas atividades, o resgate, a valorização e a consideração dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira, mais especificamente aquelas que, ao longo do processo de formação da nação, foram excluídas e marginalizadas do processo de cidadania formal. Atualmente, o Programa conta com várias ações:
1. Projeto Fala Sério, que realiza oficinas sobre bullying, gênero, diversidade, dentre outros temas, nas escolas da rede pública;
2. O projeto Pegada Segura, realiza ações sobre os direitos sexuais e reprodutivos, com rodas de conversa, e distribuição de insumos (preservativos femininos e masculinos e gel lubrificante) nos banheiros do campus;
3. O evento Seminário (Des) Fazendo Saberes na Fronteira;
4. Pesquisa-ação;
5. Palestras. Nos últimos quatro anos realizou-se diversas ações, tais como: formação continuada, minicursos, oficinas, campanhas dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres; campo de estágio do curso de serviço social; Formação dos membros da equipe executora sobre diversidades culturais, gênero e étnico-raciais, publicações diversas, sempre em conjunto com os bolsistas, como dois e-books, cartilha, resumos, artigos, capítulos de livros.
Desse modo, o Programa é um campo de estudos e intervenções que contemplam ações que contribuam para a construção da cidadania, tomando como princípio orientador de sua prática uma perspectiva plural.

Mapa da violência e acesso à justiça mulheres em situação de violência em Santana do Livramento

O projeto de extensão desenvolvido no campus de Santana do Livramento tem como problema a análise da desigualdade de gênero e sua relação com o arcabouço legislativo e o funcionamento do sistema de justiça, identificando disfuncionalidades e/ou boas respostas do aparato público para combater a desigualdade provocada pelo marcador social da diferença “gênero”. O projeto dividiu-se em dois momentos: no ano de 2017 foi analisada a forma como as instituições do sistema de justiça filtram os casos de violência contra a mulher. A equipe extensionista analisou os arquivos da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, identificando as violências mais recorrentes e as idiossincrasias dos registros feitos pelos agentes. No ano de 2018, as informações foram compiladas, o que possibilitou traçar o mapa da violência contra a mulher no Município de Santana do Livramento, informação considerada nuclear para o desenvolvimento de políticas públicas de combate à violência de gênero. No curso do projeto, percebeu-se que o município não possui monitoramento nem estatísticas sobre a violência contra a mulher, o que torna inviável a implantação de futuras políticas públicas locais efetivas que visem o combate à violência contra a mulher. Dentre outras conclusões, as extensionistas perceberam que os agentes públicos não possuem formação adequada sobre a violência contra a mulher e que as vítimas não são atendidas em locais reservados quando se dirigem à Delegacia, o que expõe e constrange ainda mais as mulheres vítimas, já em situação de vulnerabilidade. O projeto foi coordenado pela Profª. Drª. Vanessa Schinke, docente do Curso de Direito.

 

Galeria Intercultural Magliani

A Galeria Intercultural Magliani – GIM localiza-se na Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA Campus Jaguarão e foi inaugurada em 20 de novembro de 2017, Dia da Consciência Negra, em memória a Zumbi dos Palmares, uma data muito representativa para o município de Jaguarão. Maria Lídia dos Santos Magliani (Pelotas/RS 1946 – Rio de Janeiro/RJ 2012), pintora, desenhista, gravadora, ilustradora, figurinista, cenógrafa. Residiu em Porto Alegre desde 1950. Na década de 1960, cursou artes plásticas e pós-graduação em pintura na Escola de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, sendo a primeira mulher negra a ser formada pela instituição. Tendo suas artes voltadas às temáticas do empoderamento do corpo e da mulher. Nesse sentido, Magliani foia escolhida para ser a homenageada, por sua irreverência e luta, como nome da Galeria Intercultural. A homenagem tem o intuito de manter viva e visibilizar a história da artista, estimulando que mais mulheres produzam e façam arte. A exposição “Cartas e Impressões”, com as obras originais da artista, deu abertura ao ano letivo de 2018 na UNIPAMPA Jaguarão. Desde a sua criação, a GIM já promoveu diversas atividades como exposições, performances, instalações, oficinas, palestras, rodas de conversa e outras experimentações no campo das artes visuais, envolvendo todos os cursos do Campus e sempre a comunidade do entorno da UNIPAMPA, tendo como eixo principal a discussão sobre temáticas relacionadas à igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Como programa de extensão, a Galeria foi concebida com o propósito de promover um diálogo mais artístico e integrador, entre docentes, discentes, técnicos e terceirizados e, também, entre a comunidade acadêmica e a  comunidade do entorno da UNIPAMPA, rompendo, assim, as possíveis barreiras de separação que possam existir entre elas, transformando e modificando conceitos e pré-conceitos através das linguagens artísticas, das artes plásticas e visuais.

Exposição Magliani – Cartas e Impressões

Encontro Mulheres e Direitos Sociais

O projeto de extensão “Nos diz respeito: diálogos sobre educação do campo e interseccionalidades” conta com financiamento do Programa de Apoio à Formação Continuada de Profissionais da Educação Básica (PROFOR) e promove espaços e tempos de discussão sobre gênero, sexualidade, relações étnico-raciais e relações de classe junto a estudantes e professores da educação do campo, estendendo-se para a comunidade universitária da Unipampa campus Dom Pedrito e comunidade pedritense em geral. Dentre os eventos promovidos pelo Projeto está o Encontro Mulheres e Direitos Sociais, tendo sua primeira edição realizada no ano de 2017, com o tema “A reforma da previdência em questão”. Tal encontro foi planejado em conjunto com o lançamento do Programa de Formação de Educadoras e Educadores do Campo, desenvolvido pelo Centro de Educação Popular e Pesquisa em Agroecologia (CEPPA), Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). O evento foi realizado no CTG Herança Paternal, em função do maior número de público participante, sendo a maioria educadoras de escolas do campo de Santana do Livramento-RS e de Candiota-RS. Também contamos com a presença de estudantes, docentes e técnicos administrativos do campus Dom Pedrito, bem como de autoridades do poder público do município. Dada a temática do evento, além de uma mesa de debate conduzida por mulheres trabalhadoras do campo e da cidade, foi organizado um espaço para crianças denominado de “Encontrinho”. Neste ano, o Encontro traz a temática “trajetórias das mulheres negras” e acontecerá na última semana de outubro, com a participação de pesquisadoras e militantes negras, dedicadas ao estudo da presença das mulheres negras na ciência e na literatura. Serão discutidos os temas da violência doméstica e do trabalho remunerado. Fazem parte do planejamento deste ano pesquisadoras e pesquisadores do grupo de pesquisa Tuna – Gênero, Educação e Diferença, que reúne professoras/es e acadêmicas/osdoscampi de Uruguaiana e Dom Pedrito.