De uma forma geral, pode-se dizer que o feminismo concebe uma sociedade sem hierarquia de gênero, ou seja, uma sociedade onde o gênero não é utilizado para conceder privilégios ou legitimar opressão. Ao longo do século XX desenvolveram-se diferentes ondas do feminismo acadêmico, ou seja, gerações dos projetos feministas (muitas vezes controversas). E desde os anos 2000 percebe-se uma expansão da consciência feminista que pode ser identificada desde os discursos das atrizes de Hollywood até a proliferação de coletivos feministas nas redes sociais, nas periferias, nas universidades e nas escolas. No entanto, apesar do movimento feminista ter iniciado com as reivindicações sufragistas no início do século XX, há ainda muito a ser construído em se tratando de sociedade igualitária. Em muitas funções, mulheres ainda recebem remunerações mais baixas que os homens ao exercer trabalho de mesma natureza; a cultura do estupro ainda é profundamente arraigada em nossa cultura, e a violência contra a mulher colocou o Brasil no 12º lugar no ranking mundial de homicídios contra a mulher. Em uma época de transformações contundentes como a nossa, a(s) teoria(s) feminista(s) tem um papel fundamental ao identificar as estruturas do poder patriarcal que estão sendo reafirmadas e/ou criadas e produzir estratégias para conceituar e questionar esses núcleos de domínio. O Curso de Extensão “Encontros como Feminismo”, que aconteceu de abril a junho de 2018, discutiu múltiplas abordagens feministas contemporâneas e o impacto das teorias feministas na formação docente. Também abordou temas relacionados ao feminismo, como a maternidade e a corporalidade, e tratou de abordagens acadêmicas (como a Retórica, os Estudos Literários e a Análise do Discurso) aplicadas às questões relacionadas ao feminino. O curso foi coordenado pela professora Fabiane Lazzaris (docente do Curso de Letras Línguas Adicionais UNIPAMPA) e as palestras foram ministradas pelas professoras Carolina Fernandes (docente do Curso de Letras Português UNIPAMPA), Cássia Rodrigues (Doutora em Linguística Aplicada pela UCPEL), Cristina Cardoso (docente do Curso de Letras Línguas Adicionais UNIPAMPA ), Mariane Rocha (mestranda em Literatura na UFPEL), Miriam Kelm (docente do Curso de Letras Português UNIPAMPA) e Kátia Vieira Morais (docente do Curso de Letras Línguas Adicionais UNIPAMPA). O curso contou com a participação de discentes de diversos cursos do Campus Bagé e participantes da comunidade em geral.





A 37ª Edição do Seurs trouxe uma novidade que foi a apresentação dos trabalhos em forma de vídeos, exibidos em totens eletrônicos distribuídos no Hall do Centro de Cultura e Eventos. Através desses totens, os participantes puderam acessar os vídeos de forma interativa. O trabalho do Campus Alegrete “Motus #2: espalhando amor através da literatura”, recebeu destaque de melhor vídeo na área temática Cultura, e foi representado pela Coordenadora Aline Mello e discente Amanda Fagundes Gobus Lopes.
Houve também a participação da Unipampa na parte de apresentações culturais, com o Projeto Música na Universidade, do Campus São Gabriel, o grupo musical Vitrola 220, que consiste em um encontro de pessoas, ritmos e diferentes vertentes musicais, com suas músicas autorais que versam sobre questões ambientais e sociais, animou o evento com uma apresentação musical.