Outubro Rosa | A busca pelo diagnóstico e o tratamento do câncer é uma luta de todos

No mês de outubro, comemoramos o Outubro Rosa, um movimento de adesão mundial que visa estimular a luta contra o câncer de mama e o seu diagnóstico precoce. A data é celebrada anualmente e tem como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, bem como contribuir para a redução da mortalidade.

Câncer de mama é o desenvolvimento anormal das células da glândula mamária, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, é o tipo de câncer que mais causa mortes e o mais comum nas mulheres brasileiras, que o consideram a doença mais temida, já que afeta a percepção da sexualidade e a imagem pessoal. Também acomete homens, porém, é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Não existe uma causa única para o câncer de mama. A doença está relacionada a fatores de risco ambientais/comportamentais, reprodutivos/hormonais e genéticos/hereditários. Esses últimos são responsáveis por 5% a 10% do total de casos.

Prevenção

A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis. De modo geral, baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis.

Estima-se que 30% dos casos da doença possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como: praticar atividade física regularmente, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal. Amamentar também é um importante fator de proteção.

Além disso, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos, e em mulheres com história de câncer na família – o considerado grupo de risco – deve ser feito a partir dos 35 anos de idade. A periodicidade do exame varia de acordo com a idade, o quadro clínico e o histórico familiar.

Em mulheres que possuem um histórico familiar significativo de câncer de mama e/ou ovário, é possível realizar um teste para analisar se a paciente é portadora de mutações genéticas que predispõem a doença. Em alguns casos raros, mulheres com altíssimo risco de desenvolver câncer de mama podem considerar a possibilidade de fazer mastectomia profilática, isto é, a remoção cirúrgica das mamas, antes do aparecimento da doença (do câncer propriamente dito).

Sinais e sintomas

A principal manifestação da doença é um nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor, que está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Poderá estar associado a mais alguns desses sinais e sintomas:

* Todos estes sinais e sintomas devem ser investigados por um médico.

Diagnóstico

A realização do autoexame das mamas é o primeiro exame a ser realizado pela própria mulher. E esse deve ser feito todo mês após o fim do período menstrual para mulheres acima de 20 anos. Todas as mulheres, independentemente da idade, devem ser estimuladas a conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Um nódulo ou outro sintoma suspeito nas mamas deve ser investigado para confirmar se é ou não câncer de mama. Para a investigação, além do exame clínico, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

A confirmação diagnóstica só é feita, porém, por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de um fragmento de nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções (extração por agulha) ou de uma pequena cirurgia. O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.

Tratamento

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis. O tratamento depende da fase em que a doença encontra-se (estadiamento), do local em que o nódulo está e do tipo de câncer. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos. É possível ainda complementar o tratamento com o auxílio de outros profissionais, como o de um psicólogo.

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior poder curativo. No caso da doença já possuir metástases (quando o câncer já se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

CQVS participa de qualificação em Saúde LGBT

No dia 06/09, a psicóloga, Camila Perez, e a assistente em administração, Cindy Martinez, participaram do evento “Capacitação sobre Saúde LGBT” que aconteceu no Palacete Pedro Osório, em Bagé. Abordou-se temas relacionados ao acolhimento e atendimento em saúde sob a ótica da diversidade sexual e de gênero.

O evento foi organizado pelo Setor de Saúde das Equidades da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde e realizado pela Prefeitura Municipal de Bagé, com o apoio do Grupo Diversidade Sexual e Gênero (D.S.G – Bagé).  A programação contou com as palestras: “A Política de Saúde LGBT no Estado do Rio Grande do Sul”, “Boas práticas com a população LGBT no contexto da saúde”, “Notificação de violência motivada por LGBTfobia” e “ISTs e AIDS no contexto LGBT: acolhimento e prevenção”.

Através da participação neste evento, a CQVS reafirma o seu compromisso em valorizar a saúde como um direito humano de cidadania e em ressaltar que a população LGBT tem direito a receber atendimento livre de qualquer discriminação, restrição ou negação em virtude da orientação sexual e da identidade de gênero.


Saúde LGBT, a CQVS levanta essa bandeira!


 

DASST promove Encontro de Qualidade de Vida no campus de Uruguaiana

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) da Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor realizou o Encontro de Qualidade de Vida, nos dias 29 e 30 de agosto, no campus de Uruguaiana.

O evento é voltado para os(as) servidores(as) da instituição, docentes e TAEs, mas também esteve aberto para os(as) discentes e a comunidade externa.

Para encerrar a campanha mensal de saúde “Agosto Dourado: Amamentar é um ato de amor sem limites”, este encontro em específico trouxe a temática do Agosto Dourado que é o mês dedicado a ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Tudo isso com o objetivo de promover atividades de integração e bem-estar, criando uma cultura de valorização da sua própria saúde, por meio de hábitos saudáveis de vida e de trabalho.

Para que todos(as) os(as) servidores(as) tivessem acesso à programação, o evento foi transmitido ao vivo e permanecerá disponível no canal da CQVS no YouTube. Inscreva-se no canal e assista aqui!

 


Confira os registros do Encontro de Qualidade de Vida – Edição Campus Uruguaiana:

Dia 29/08 (quinta-feira)

“O que é qualidade de vida?”, a Coordenadora de Qualidade de Vida do Servidor abordou a questão.

 

Rui Seabra Machado com a palestra “Larga do meu pé estresse”.

Palestra “Alimentação saudável para adultos” com as professoras Ana Letícia Vargas Barcelos e Karina Sanches Machado d’Almeida.

Técnico de Segurança do Trabalho da CQVS, Paulo Paiva, com a palestra “Prevenindo Acidentes de Trabalho”.
Oficina “Eu quero sossego!” com práticas básicas de Tai Chi Chuan, ministrada por Rui Machado.

Dia 30/08 (sexta-feira)

Oficina “Cuidados de higiene com o recém-nascido” com os alunos do projeto de extensão da professora Jussara Mendes Lipinski

 

Mesa redonda “Amamentação, parentalidade e trabalho: conflito de interesses ou novos rumos para uma instituição inclusiva?” com a participação de Jussara Lipinski, Rodrigo Freddo, Daiana Fontoura, Giulia Peçanha e Juliana Madeira

 

Momento cultural com o “Coral Uruguaiana: um projeto para todos”

A equipe da CQVS agradece a todos os docentes, os técnicos-administrativos, os discentes e os parceiros pelo empenho e dedicação para a realização do “Encontro de Qualidade de Vida – Edição Campus Uruguaiana”. Parabenizamos também a todos que ministraram as oficinas e participaram das palestras, pois contribuíram para abrilhantar ainda mais o evento. Até a próxima!

Setembro Amarelo | Mês internacional da prevenção ao suicídio

Ao contrário do que muitos pensam, falar não incita o suicídio. Falar sobre o assunto minimiza o tabu existente em nossa sociedade e dá amparo a quem necessita externalizar a sua dor.

O clipe da música “Vozes do Silêncio” escrita por Carlinhos Brown, em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), fala justamente sobre como o silêncio pode aumentar a estatística do suicídio. Assista!

Falar pode mudar tudo!

O que é o “Setembro Amarelo”?

Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015.

O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, por iniciativa da International Association for Suicide Prevention.

A proposta é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema, alertando a população sobre a importância de sua discussão.

Como podemos definir o suicídio?

Suicídio é um gesto de autodestruição, realizado em razão do desejo de morrer ou de dar fim à dor emocional. Pessoas de todas as idades e classes sociais cometem suicídio.

Dessa forma, deve ser considerado como o desfecho de uma série de fatores que acumulam na história do indivíduo, não podendo ser considerado de forma causal e simplista apenas a determinados acontecimentos pontuais da vida do sujeito. É a consequência final de um processo.

Como o suicídio é visto pela sociedade?

O suicídio foi e continua sendo um tabu entre a maioria das pessoas. É um assunto proibido e que agride várias crenças religiosas. O tabu também se sustenta porque muitos veem o suicida como um fracassado. Por outro lado, as pessoas, por natureza, não se sentem confortáveis para falar sobre a morte, pois isso expõe seus limites e suas fraquezas. Esse tabu piora a situação de muitos.

Um tabu, arraigado em nossa cultura, por séculos, não desaparece sem o esforço de todos nós. Tal tabu, assim como a dificuldade em buscar ajuda, a falta de conhecimento e de atenção sobre o assunto e a ideia errônea de que o comportamento suicida não é um evento frequente, condicionam barreiras para a prevenção. Lutar contra esse tabu é fundamental para que a prevenção seja bem-sucedida.

Como já aconteceu no passado, por exemplo, com as doenças sexualmente transmissíveis ou câncer, a prevenção tornou-se realmente bem-sucedida quando as pessoas passaram a conhecer melhor esses problemas. Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil.

Ao contrário do que se pensa, perguntar sobre o autoagressão ou suicídio não provoca atos de autoagressão ou suicídio. Falar direta e abertamente sobre ideação suicida e seus fatores de risco é a forma mais eficaz de abordar e manejar o risco de suicídio.

Quais são as estatísticas sobre o suicídio no Brasil?

A média brasileira é de 6 a 7 mortes por 100 mil habitantes, bem abaixo da média mundial – entre 13 e 14 mortes por 100 mil pessoas. Mas o que preocupa é que, enquanto a média mundial permanece estável, esse número tem crescido no Brasil. E a maior porcentagem de suicídio é registrada entre jovens.

As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já teve uma intenção em comum. Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Na maioria das vezes, no entanto, é possível evitar que esses pensamentos suicidas virem realidade.

Como prevenir o suicídio?

A prevenção do suicídio não se limita à rede de saúde, mas deve ir além dela, sendo necessária a existência de medidas em diversos âmbitos na sociedade, que poderão colaborar para a diminuição de taxas de suicídio. A prevenção do suicídio deve ser também um movimento que leva em consideração o biológico, psicológico, político, social e cultural, no qual o indivíduo é considerado como um todo em sua complexidade.

A seguir, são listadas algumas das formas de prevenção do suicídio, que extrapolam o sistema de saúde:

  • Incentivo a espaços de promoção de saúde, cultura e lazer na comunidade, bem como realização de grupos de autoajuda nas igrejas, escolas, associações e ONGs;
  • Controle/regulação do acesso aos métodos mais utilizados nas tentativas de suicídio;
  • Construções inteligentes e planejamento da cidade com medidas de segurança, comprometimento dos órgãos responsáveis, campanha selo amarelo para construções que atendam a essas medidas de segurança;
  • Incremento do uso estratégico da mídia para campanhas preventivas e maior regulação da veiculação em casos de tentativas, evitando as descrições pormenorizadas do método empregado, bem como fatos e cenas chocantes;
  • Campanhas nas escolas que problematizam o assunto, de forma a desconstruir tabus e facilitar a prevenção.

Segundo a OMS, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional.

Se você está pensando em tirar sua própria vida ou conhece alguém que esteja tendo tais pensamentos, saiba que você não está sozinho(a). Muitas pessoas já passaram por isso e encontraram uma forma de superar esse sofrimento.

Saiba onde buscar ajuda:

* No Brasil, podemos tomar como referência o Centro de Valorização da Vida (CVV) – rede voluntária de prevenção – que atua com a temática do suicídio há mais de 50 anos. As pessoas que precisam de ajudam podem recorrer ao CVV, o grupo oferece apoio emocional gratuito. Atende por telefone, chat, Skype, e-mail e pessoalmente, além de realizar atendimentos especiais em casos de eventos e catástrofes.

Mitos e verdades sobre o suicídio

Os paradigmas envolvendo o suicídio são muitos e, pensando nisso, respondemos alguns questionamentos sobre o tema, que se configuram em vários mitos e muitas verdades.

Confira:

Sinais de alerta

Os sinais de alerta para o suicídio não devem ser considerados isoladamente. Não há uma “receita” para detectar seguramente uma crise suicida em uma pessoa próxima. Entretanto, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais que devem chamar a atenção de seus amigos e familiares.

Fique atento(a) às seguintes expressões e atitudes:

Ao se deparar com algum desses sinais, você já se questionou “O que não se deve dizer para alguém com pensamentos suicidas?” ou “O que posso fazer para ajudá-lo(a)?”.

Como abordar?

Lembre-se que a melhor abordarem sempre será a acolhida, a escuta sensível, isenta de julgamentos.

Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de emergência, um serviço telefônico de atendimentos a crises, um profissional da saúde, ou consulte algum familiar desta pessoa.

Assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios de provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.

Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Fatores de risco e fatores de proteção para o suicídio

Os fatores de risco são elementos que um indivíduo dispõe internamente ou capta do meio em que vive, que aumentam a probabilidade de ocorrência de um agravo. Abaixo listamos alguns destes fatores, veja:

Os fatores de proteção, por sua vez, são elementos que um indivíduo dispões internamente ou capta do meio em que vive, que lhe protegem de um agravo. Abaixo listamos estes fatores, que se dividem em: socioculturais e de personalidade e estilo cognitivo. Confira:


Agosto Dourado | Amamentar é um ato de amor sem limites!

O mês de agosto é dedicado à intensificação das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. O dourado faz alusão à definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o leite materno: alimento de ouro para a saúde dos bebês. Ele sacia a fome e impulsiona a viver. É, naturalmente, indispensável nos primeiros momentos da existência.

Desde 1992, celebra-se a Semana Mundial do Aleitamento Materno, entre os dias 01 e 07 de agosto. A cada ano, um tema ou ângulo sobre essa questão é ressaltado para que sempre possamos nos recordar e aprender como o leite materno e a amamentação fazem a diferença na promoção da saúde da criança, no vínculo familiar, na educação e até no âmbito empresarial e financeiro. Todos esses temas sempre exerceram apelo global, salientando a importância e a responsabilidade de todos (governo, sociedade, empresa, profissionais de saúde e mídia) no estímulo ao processo de amamentação e inclusive nos direitos das mulheres em seus empregos.

Não deixamos de ressaltar também a relevância do impacto familiar, das normas que regulamentam a publicidade e protegem o aleitamento, das leis trabalhistas e dos direitos das crianças de receber uma alimentação padrão-ouro. 

O Brasil tem, em média, 54 dias de amamentação exclusiva, o que é considerado um tempo muito baixo pelos padrões internacionais, que recomenda pelo menos 6 (seis) meses com leite humano exclusivamente e entre 6 (seis) meses e até os 2 (dois) anos com leite humano complementado por outros alimentos. Segundo relatório de 2017 da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o Coletivo Global da Amamentação, no Brasil, apenas 38,6% das crianças com até 6 (seis) meses de idade é alimentada exclusivamente com leite materno. O levantamento apontou ainda que se todas as crianças fossem amamentadas desde o nascimento até os 2 (dois) anos de idade, pelo menos 800 mil mortes de crianças poderiam ser evitadas em todo mundo anualmente.

As mulheres têm o direito assegurado de amamentarem seus filhos em locais públicos e privados, abertos ao público ou de uso coletivo. Mesmo havendo espaço reservado para amamentação nos estabelecimentos, cabe somente às mães decidir se querem ou não utilizar o local. Atitudes voltadas a segregar, discriminar, reprimir ou constranger mãe e filho no ato da amamentação serão consideradas como ilícito civil. Para os bebês, o aleitamento materno significa ter alimentação de qualidade, de fácil digestão, sempre na temperatura certa e com todos os nutrientes necessários. O próprio ato de sugar o peito traz benefícios, auxiliando no desenvolvimento da arcada dentária do bebê, da fala e da respiração. 

A amamentação é reconhecida como a maneira mais eficiente de prevenir doenças infecciosas no início da vida. A transferência de imunoglobulinas antimicrobianas maternas por meio do leite materno confere imunidade passiva à criança amamentada enquanto seu sistema imunológico está amadurecendo. A amamentação exclusiva nas primeiras semanas após o parto e a continuidade do aleitamento materno (exclusivo ou parcial) por pelo menos 3 (três) meses, preferencialmente por 6 (seis) meses, pode reduzir a morbidade por doença infecciosa em lactente, assim como pode ajudar a diminuir a incidência de leucemia na infância, além de outros benefícios para a saúde de crianças e mães. Atitudes bem orientadas durante a gravidez e no pós parto podem aumentar o grau de consciência das mães na duração e permanência do aleitamento materno.

Assim é o leite materno: a base da vida. A recomendação mundial é de que o aleitamento deve ser exclusivo até o 6 (seis) meses e complementado com adição de alimentos variados até os 2 (dois) anos ou mais. Afinal, amamentar é um ato de amor sem limites!

Na Unipampa, além dos 120 dias de afastamento (Licença à Gestante), a servidora lactante tem direito à redução da jornada de trabalho em uma hora, consecutiva ou dividida em dois intervalos de 30 (trinta) minutos, para amamentar seu filho, até que este complete 06 (seis) meses de idade. Esta também tem direito à prorrogação da Licença à Gestante de que trata o Decreto 6.690/2008, a qual será garantida àquela que requeira o benefício até o final do primeiro mês após o parto e terá duração de 60 (sessenta) dias, iniciando-se no dia subsequente ao término da vigência da licença. Para isso, deve ser aberto o processo “Licença à Gestante/Adotante – Prorrogação”, no SEI. Aquela que não fizer o pedido da prorrogação no prazo previsto não terá direito à prorrogação da licença.

Incentivo

Com o agosto dourado, diversas instituições, incluindo poder público, hospitais, sociedades de classe e organizações não-governamentais se unem em prol do incentivo à amamentação. A mobilização inclui ações como campanhas na mídia, reuniões, divulgação em espaços públicos e iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada. A ideia é mostrar a importância do leito materno para a saúde do bebê e incentivar as mães a amamentarem durante mais tempo.

A Unipampa, através de Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor, realizará no campus Uruguaiana algumas atividades alusivas a esta data, dentre elas uma Mesa Redonda com participação de docentes, TAEs e público em geral, com o tema “Amamentação, parentalidade e trabalho: Conflito de interesses ou novos rumos para uma instituição inclusiva?”, que acontecerá no dia 30 de agosto às 14h30min.

A hora do “mamaço” na Unipampa

Uma das estratégias para incentivar o aleitamento materno é a organização de um momento mágico, de confraternização, troca de experiências, alegria, promoção de saúde e afeto. O evento reunirá mães, pais, bebês, profissionais de saúde e famílias para lembrar que o aleitamento é livre e deve ser apoiado por todos. Acontecerá no dia 30 de agosto, no campus Uruguaiana, às 16h.

Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor está agora nas redes sociais

A partir do dia 16 de julho, a Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor passa a atuar no Facebook e no YouTube.

A coordenadora de qualidade de vida, Caroline Ferreira Cougo, salienta que as redes sociais, como ferramentas de comunicação, encurtam distâncias e estreitam laços em torno de interesses comuns. Para a CQVS, estar presente nestes meios de comunicação é poder ampliar seus canais de diálogo com os servidores na busca da promoção da saúde e qualidade de vida.

As novas mídias, em especial Facebook e YouTube, trazem, portanto, possibilidades inovadoras de interação, eliminando barreiras físicas e temporais e proporcionando, assim, um espaço para novas formas de mobilização social dentro da instituição.

Atuar na promoção da saúde e do auto-cuidado, alertar sobre a prevenção de doenças e campanhas de vacinação e orientar os servidores sobre esses temas é o papel da Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor da Unipampa.

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Assistente Social da CQVS participa de congresso internacional sobre stress e qualidade de vida

A assistente social da Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), Vanessa Bauer, participou de congresso internacional sobre stress, saúde e qualidade de vida entre os dias 02 e 04 de julho de 2019, em Porto Alegre.

Viver melhor: trabalho, stress e saúde é realizado pela International Stress Management Association (ISMA-BR) e contou com a realização de quatro eventos simultâneos: 19º Congresso sobre Stress da ISMA-BR, 21° Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 11º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 11° Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público.

Os eventos ocorreram em paralelo, incluindo experiências empresariais e pesquisas, com apresentações de palestras, simpósios, talk shows, vivências e exposições de trabalhos sobre teoria, prática e programas na área. Esta edição do congresso também apresentou a perspectiva do judiciário, abordando assuntos relacionados à saúde e ao trabalho.

Entre os palestrantes, esteve a americana Marnie Dobson, PhD, codiretora executiva da Healthy Work Campaign (Campanha Trabalho Saudável) e professora do Centro para Saúde Ocupacional e Ambiental da Universidade da Califórnia, em Irvine; a médica Ana Elisa de Siqueira, especialista em implantação de modelos de gestão de qualidade; Fabio Mattoso, líder executivo de Watson Health no Brasil, e do desembargador do TRT3 e gestor nacional do Programa Trabalho Seguro do TST, Sebastião Geraldo de Oliveira.

Destinado a pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessados em pesquisas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, o evento teve como objetivo examinar a teoria e a prática sobre questões de relevância significativa para a sociedade como doenças ocupacionais, bem-estar no trabalho, assédio moral, burnout, entre outras.

A ISMA-BR procura informar, alertar e servir como fórum de discussões para tornar o dia a dia mais produtivo, transformando-o em um estágio de busca de excelência e de manutenção da saúde.

 

Unipampa Explica | Como controlar a ansiedade nos estudos?

A psicóloga da Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor, Camila Perez, aborda como controlar a ansiedade nos estudos no Unipampa Explica.

Dentre as estratégias sugeridas estão: adotar uma rotina de estudos, substituir bebidas estimulantes como chimarrão e café por chá, dormir bem, ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios físicos, ter momentos relaxantes e estimular pensamentos positivos.

O Unipampa Explica é produzido pela Assessoria de Comunicação Social (ACS) do Gabinete da Reitoria e disponibiliza outros conteúdos no Youtube.