#AbrilAzul | Mês de Conscientização sobre o Autismo

 

Abril é o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A campanha Abril Azul foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma forma de sensibilizar as pessoas sobre o autismo, assim como dar visibilidade ao tema. 

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados, podendo apresentar repertório restrito de interesses e atividades. Destaca-se que o autismo não é uma doença e nem tem cura!

Embora, geralmente, o TEA ainda seja diagnosticado de forma tardia, os sintomas característicos do autismo podem estar presentes antes dos 3 anos de idade, com um diagnóstico possível por volta dos 18 meses. Alguns dos sinais de alerta nesta fase são: 

  • Não responder ou não olhar quando chamado pelo nome ou quando faz, essa resposta se dá de forma mais lenta do que o esperado.
  • Dificuldade em demonstrar sentimentos e sentido figurado. 
  • Apego excessivo em determinados brinquedos ou outros objetos como talheres e tampas de garrafas.
  • Fazer movimentos repetitivos com objetos ou com o próprio corpo. 
  • Diminuição ou ausência do sorriso facial e/ou do contato visual. 
  • Temperamento explosivo, com mudanças bruscas de humor e irritabilidade. 
  • Sensibilidade excessiva a sons. 

Apesar do TEA ter algumas características definidoras, que auxiliam no diagnóstico e na escolha de terapias adequadas ao caso, ele se manifesta de formas múltiplas e não há um padrão para as capacidades e a personalidade de cada pessoa. Atualmente o manual do DSM-5 classifica cada autista dentro de um determinado nível de suporte, conforme a possibilidade de autonomia: 

  • Nível 1 de suporte: em geral, são pessoas que apresentam dificuldades para manter e seguir normas sociais, apresentam comportamentos inflexíveis e dificuldade de interação social desde a infância.

Pode ser “menos visível” pelo “masking”, estratégia utilizada por algumas pessoas com TEA para tentar, a partir da imitação do comportamento de pessoas neurotípicas, esconderem o transtorno e se comportarem da forma que a sociedade espera. Por isso, ao longo da vida, é necessário acompanhamento psicológico para desfazer os efeitos negativos do masking e proporcionar maior segurança para que o autista se expresse livremente. 

  • Nível 2 de suporte: geralmente possuem comportamento social atípico, rigidez cognitiva, dificuldades de lidar com mudanças e hiperfoco (interesse intenso por determinados objetos, pessoas ou temas). 

Nesse nível do espectro, o autista pode demonstrar déficits marcantes na conversação, com respostas reduzidas ou consideradas atípicas. As dificuldades de linguagem são visíveis mesmo quando a pessoa possui algum suporte, e a sua iniciativa para interagir com os outros é limitada.

  • Nível 3 de suporte: nesse caso, as pessoas têm dificuldades graves no seu cotidiano e déficit severo de comunicação, com uma resposta mínima a interações com outras pessoas e a iniciativa própria de conversar muito limitada. Também podem adotar comportamentos repetitivos, como bater o corpo contra uma superfície ou girar, e apresentarem grande estresse ao serem solicitados a mudarem de tarefa.

O diagnóstico do autismo é essencialmente clínico, realizado por meio de observação direta do comportamento do paciente e de entrevista com os pais ou cuidadores. O tratamento envolve a intervenção de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, além da imprescindível orientação aos pais ou cuidadores.  Deste modo, uma equipe multidisciplinar avaliará e desenvolverá um programa de intervenção especializado, conforme o grau de autismo da pessoa e peculiaridade de cada caso.

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) enfatiza que a discriminação ao autista é crime com penalidades previstas em lei e deve ser denunciada aos órgão competentes.Também ressalta que servidores autistas ou com dependente autista poderão usufruir do direito à concessão de horário especial, mediante avaliação pericial, para realização das terapias, sem prejuízo salarial, conforme determina a legislação federal vigente. 

Um autista deve ser respeitado e incluído nos diversos espaços da sociedade!

Aprendendo sobre transtornos mentais

Hoje, 12 de abril, é Dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia

Mas, você sabe o que é psicofobia? Talvez ainda não conheça o termo, porém já pode ter presenciado alguma situação em que alguém com transtornos ou deficiências mentais sofreu preconceito. Para lutar contra isso, a data de hoje tem como objetivo combater o preconceito, informar corretamente a população e proporcionar conscientização sobre as doenças mentais, seus sintomas e tratamentos.

Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um bilhão de indivíduos sofrem com doenças mentais em todo o mundo. No Brasil, entre as 10 maiores causas de afastamento do trabalho, 5 são por conta de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

O estigma com as pessoas que sofrem de doenças mentais atrapalha a busca por informações e dificulta mais ainda o tratamento. Pensando nisso, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) irá divulgar a partir de hoje a campanha “Aprendendo sobre transtornos mentais”.

Realizada entre junho e outubro de 2022, esta campanha visa sensibilizar os servidores da Unipampa, sobretudo aqueles que ocupam cargo de chefia, por meio do compartilhamento de informações que permitam conhecer a patologia, compreender os obstáculos enfrentados pelo servidor e, de forma empática, buscar alternativas para que a rotina de trabalho seja mais produtiva e saudável a todos que compõem a equipe.

Hoje, você vai poder conhecer mais sobre a “Síndrome de Burnout” na cartilha anexada. 

Fique atento(a) e dê uma olhada no card que também consta neste e-mail que aborda “Algumas situações que podem surgir no ambiente de trabalho e que configuram psicofobia”.

Não iremos parar por aí! Então, confira logo abaixo a programação dos próximos envios:

  • 30 de abril – Transtorno do Pânico + Transtornos de Ansiedade
  • 08 de maio – Transtorno Bipolar + Depressão

Os reenvios destes materiais fazem parte da iniciativa da DASST intitulada “(Re)conheça e Multiplique”, que permite que novos servidores possam conhecer os materiais anteriormente produzidos pelo setor, bem como incentiva a releitura daqueles que já tiveram contato, uma vez que as temáticas desenvolvidas continuam atuais e necessárias.

Desmistificar tabus e acolher de forma adequada impacta na saúde do servidor e pode surtir efeitos positivos em relação ao clima de trabalho e ao suporte às atividades desempenhadas. Acompanhe os materiais, aprimore seus conhecimentos e também sua sensibilização. Dessa forma, com certeza, você contribuirá na promoção de um ambiente de trabalho inclusivo, diverso e humano. 

Aprenda sobre transtornos mentais e diga não à psicofobia!


Se interessou pelos materiais produzidos pela DASST? Acesse o site da PROGEPE clicando aqui e confira todos os materiais elaborados pela divisão.

Caso você ou sua equipe esteja enfrentando alguma situação no trabalho que demande orientação e suporte psicológico, entre em contato com as psicólogas da PROGEPE, através do e-mail: psicologia.progepe@unipampa.edu.br. Para saber mais sobre o Serviço de Psicologia, clique aqui.

Campanha #NãoÉNormal

Hoje, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) dá sequência à campanha “(Re)conheça e Multiplique”, com o intuito de resgatar materiais já produzidos pela equipe e ampliar o conhecimento dos servidores da Unipampa.

Você recebe neste e-mail duas cartilhas que integraram a campanha #NãoÉNormal: Entendendo a Síndrome de Burnout e Sobrecarga Docente e Trabalho Remoto.

Lançada em 2021 em meio à pandemia do coronavírus e à vigência do trabalho remoto, a campanha #NãoÉNormal teve como objetivo suscitar a conscientização e proporcionar a reflexão acerca de determinadas situações que, quando presentes, podem impactar negativamente no ambiente de trabalho. Foram elaborados vídeos, cards e cartilhas com conceitos, definições e peculiaridades sobre diferentes assuntos de interesse dos servidores e que permanecem atuais.

Os vídeos desta campanha contaram com a participação da psicóloga da PROGEPE, Camila Perez, e você pode acessá-los clicando aqui

Esperamos que a leitura dos materiais possa contribuir com o seu desenvolvimento no trabalho. Siga nos acompanhando porque a campanha “(Re)conheça e multiplique” ainda não terminou!

Se interessou pelos materiais produzidos pela DASST? Acesse o site da PROGEPE clicando aqui e confira todos os materiais elaborados pela divisão.

Servidor da Unipampa: caso você ou sua equipe esteja enfrentando alguma situação no trabalho que demande orientação e suporte psicológico, entre em contato com as psicólogas da PROGEPE, através do e-mail: psicologia.progepe@unipampa.edu.br. Para saber mais sobre o Serviço de Psicologia, clique aqui.