➡️ Durante a pandemia, experimentamos situações adversas e atípicas, entre elas a adaptação de forma abrupta a uma rotina diferenciada, na qual o trabalho “invadiu” o espaço familiar, ocasionando, em alguns casos, apreensão e caos. Para outras pessoas, por sua vez, houve melhoria de qualidade de vida, por estarem mais próximas aos seus entes queridos e por estarem protegidas, uma vez que não se encontravam expostas presencialmente ao ambiente laboral.
Algumas pessoas podem estar se percebendo menos empáticas e acolhedoras com os colegas, tanto em razão do estresse acumulado durante esse período, quanto em razão de sentirem que não tiveram suporte quando não estavam bem e precisavam de apoio. Em vista disso, podem surgir sentimentos de impotência, raiva, impaciência e até mesmo não aceitação de algumas atitudes dos colegas e de algumas situações vivenciadas no trabalho. 🧠🗣
📌Nesse contexto, mais do que nunca, é necessário compreensão, respeito às peculiaridades de cada um e acolhimento daquele que necessita, considerando que muitos servidores estão passando calados por situações difíceis tanto em suas vidas pessoais, quanto na esfera profissional.
Como forma de auxiliar nesse sentido, selecionamos alguns mitos e verdades relacionados à saúde mental no ambiente laboral:
❎ MITOS ❎
“Tenho que dar conta de qualquer demanda sem reclamar.”
“Não posso me permitir estar sensível diante de algum problema meu ou do colega.”
“Se eu não me impor, o colega vai pensar que pode tudo.”
“A dor e os sentimentos alheios não devem importar no ambiente laboral. Problema todo mundo tem!”
“Não posso flexibilizar alguma demanda para não “acostumar” o colega ao atraso de qualquer atividade.”
✅ VERDADES ✅
Você pode acolher o colega sem receio. Esse acolhimento pode refletir, inclusive, de forma positiva no bem estar desta pessoa e no bom andamento do trabalho.
O ambiente laboral deve ser de dedicação, troca de conhecimento e cooperação. Troque a competição pela parceria!
Os gestores devem permitir uma comunicação democrática e transparente entre a equipe sobre processos de trabalho, principalmente nesse momento de retorno.
Sensibilizar-se com os problemas do colega de trabalho pode fazer você enxergar uma solução que talvez ele próprio não consiga devido à fragilidade do momento.
A doença, o transtorno ou os sentimentos do colega devem ser considerados. Oriente-o a buscar ajuda profissional, se for necessário.
Enquanto gestor de equipe, você poderá considerar a flexibilização de demandas em momentos de excepcionalidade. Estabeleça novas metas, novos prazos e também ofereça suporte ao colega, mesmo que isso culmine em “afastamento de trabalho” por determinado tempo. Não tenha receio de fazer o certo, ele pode não ser bem visto, mas é a atitude mais adequada e vantajosa.
Ser prepotente ou intolerante com um colega pode gerar insatisfação, queda na qualidade do trabalho desempenhado e até mesmo agravar algum problema relacionado à saúde mental. Ao ter paciência e compreensão em situações difíceis, você permitirá que seu colega possa se reorganizar diante das adversidades e executar as tarefas de forma satisfatória.
Aposte no acolhimento e na escuta como aliados do seu trabalho. Respeite as individualidades e valorize as suas potencialidades.
Permita que todos se destaquem da sua forma, respeitando os limites aceitáveis e tornando o ambiente de trabalho acolhedor, seguro e agradável a todos.
🔖 Retornar presencialmente não é simplesmente trocar de ambiente. Envolve a retomada de relações antigas e a formação de novos vínculos, além de planejamentos, programação do tempo para atender as demandas e reorganização familiar.
Respeite seu tempo e o do outro. Isso fará diferença na vida de todos! 😉
➡ Retornar ao trabalho presencial é uma oportunidade de rever colegas antigos, conhecer outros colegas que ingressaram durante o período da pandemia, fortalecer vínculos e clima de trabalho. Contudo, também podem surgir dificuldades em relação à saúde mental, tais como desconforto com o retorno neste momento que ainda estamos sob risco de contágio, sofrimento em virtude das perdas de entes queridos, limitações diante das sequelas da contaminação, entre outros fatores. Por isso, atualmente, estamos nos deparando com novos desafios, muitos dos quais precisaremos aprender a gerir e contornar conforme forem surgindo. 🧠
👥 Uma estratégia fundamental para enfrentar as adversidades que podem advir deste contexto é o fortalecimento da rede de apoio. A rede de apoio nada mais é do que um grupo de pessoas que dá aquele suporte sempre que necessário e que tem uma colaboração ativa na manutenção da nossa saúde mental. Exemplos de pessoas que podem compor nossa rede de apoio são: familiares, psicólogos, médicos, vizinhos, cônjuges, amigos.
🔖 Os chefes e os colegas de trabalho também podem ser pessoas que fazem parte da nossa rede de apoio. Mais do que isso, embora não tenhamos afinidade com todas as pessoas que convivemos no trabalho, é importante e desejável que tenhamos vínculos de segurança e confiança com algumas pessoas no contexto laboral. Pessoas com quem possamos desabafar, falar amenidades, sorrir, chorar, acolher e ser acolhido.
📌 Nós não iremos criar uma rede de apoio do dia da noite. Uma amizade demora um tempo para criar raízes e a rede de apoio não é diferente. Entretanto, não subestime o poder das pessoas na sua vida. Precisamos conviver uns com os outros, buscar criar laços e nutrir boas relações.
💟 A articulação de uma rede de apoio profissional pode auxiliar para que o retorno à presencialidade aconteça de forma mais satisfatória, facilitando, inclusive, a construção de uma identidade institucional positiva e coesa.
💡 Importante: A fim de divulgar informações e orientações em saúde, costumamos abordar estratégias que podem ser executadas no âmbito individual, para cada servidor que nos lê. Cientificamente, é reconhecido que a rede de apoio é um fator de proteção para a saúde mental, mas existem outros fatores em jogo. Compreendemos o conceito de saúde numa perspectiva integral, como reflexo de componentes biológicos, psicológicos e sociais, e não meramente numa perspectiva restrita ou individualista.
A Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE), através da Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) e da Divisão de Perícias (DP), dá seguimento ao seu projeto de saúde mental que entra na sua reta final. De junho a dezembro, a campanha #NãoÉNormal aborda diferentes temáticas que visam suscitar a conscientização e proporcionar reflexão sobre determinadas situações que, quando presentes, podem impactar negativamente no ambiente de trabalho.
A maioria dos acontecimentos vivenciados no trabalho exige habilidades de relacionamento e de compreensão humana. Só as competências técnicas não são suficientes para o sucesso de uma equipe. Um profissional pode ter graduações concluídas, cursos ou saber manusear programas específicos, mas sem o controle emocional, pode trazer muitos prejuízos para o clima de trabalho. Em situações de conflito, a necessidade de se ter inteligência emocional bem desenvolvida é ainda mais nítida. Quando alguém não sabe ao certo o que sente, não é empático e não dosa suas reações, o problema é inflamado e dificilmente resolvido. Acontecem ofensas, mágoas e prejuízo para o trabalho.
Por outro lado, pessoas que sabem administrar suas emoções têm mais facilidade para trabalhar em equipe, gerir negociações e se adaptar a mudanças. Pensando nisso, a campanha #NãoÉNormal traz como sua quinta temática “Inteligência Emocional no Trabalho”.
Neste e-mail, você encontra os seguintes materiais:
➜ Cartilha: aborda “O que é inteligência emocional?”, “Por que é importante falar de inteligência emocional no trabalho?”, dentre outras perguntas frequentes relacionadas ao tema. Esse mesmo material também explica sobre o papel fundamental do gestor no fomento da inteligência emocional na sua equipe de trabalho, bem como no autodesenvolvimento dessa competência. Além disso, você encontra dicas culturais com o intuito de facilitar ainda mais a sua compreensão do assunto, podendo ser apreciadas nos momentos de lazer, de forma prazerosa. Acesse o material clicando aqui.
➜ Cards: 5 situações sobre o que #NãoÉNormal que visam gerar reflexão e, se necessário, mudanças de hábitos. São atitudes e comportamentos relacionados à temática deste mês que não podem ser naturalizados.
➜ Vídeo de curta duração: a psicóloga da PROGEPE, Camila Perez, elenca diferentes maneiras para que você consiga desenvolver a sua inteligência emocional no ambiente de trabalho. Confira!
Este vídeo, assim como os quatro anteriores que também integram a campanha, ficarão disponíveisno canal da Pró-Reitoria de Pessoas (Progepe) no YouTube. Caso ainda não tenha se inscrito, não perca tempo, acesse o canal e inscreva-se para receber as notificações!
Junte-se a nós e faça parte da campanha da PROGEPE publicando em suas redes sociais as imagens dos cards junto com a hashtag #NãoÉNormal. Participe!
A incapacidade de controlar as próprias emoções no ambiente de trabalho #NãoÉNormal e não pode ser naturalizada no ambiente laboral!
Qualquer dúvida ou sugestão referente à campanha, estamos disponíveis para auxiliá-lo. Basta entrar em contato com a DASST, por e-mail.
Se você, servidor, precisa de suporte e orientação para melhor desenvolver sua inteligência emocional nas mais variadas situações de trabalho, entre em contato com a psicóloga da PROGEPE, Camila Perez, através do e-mail: camilaperez@unipampa.edu.br