Arquivo da categoria: Campanhas

14 de junho é Dia Internacional do Doador de Sangue

Você sabia que dia 14 de junho comemoramos o Dia Internacional do Doador de Sangue? 

A data é uma forma de agradecimento aos doadores e doadoras que ajudam a salvar vidas doando sangue. Além disso, visa a conscientização sobre a necessidade das doações regulares para garantir que as pessoas e as comunidades acessem produtos sanguíneos acessíveis e seguros. 

Quais os requisitos para ser doador? 

Segundo o Ministério da Saúde, para poder doar sangue, a pessoa deve portar um documento oficial de identidade com foto que comprove idade entre 16 e 69 anos (se tiver 16 ou 17 anos é necessário o consentimento dos pais ou responsáveis), estar com a saúde boa, pesar no mínimo 50 quilos, estar alimentado e com intervalo de duas do almoço, ter dormido pelo menos seis horas das 24 horas que antecedem a doação.

Não pode ser portador de doenças infecciosas como  Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis e  AIDS (HIV). Além disso, não pode estar gripado nem ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de um ano. As puérperas devem esperar no mínimo 90 dias pós parto para doação, caso estejam amamentando, devem aguardar 12 meses. Quem fez tatuagem, piercing ou acupuntura há menos de um ano também não pode doar. Os homens doadores devem esperar 60 dias para doar novamente e as mulheres 90 dias. 

O que acontece com o sangue doado? 

O sangue doado será separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas, plasma, entre outros) e beneficiará mais de um paciente. Os componentes doados são utilizados em realização de cirurgias eletivas de grande porte, doenças crônicas, doenças oncológicas e atendimentos de urgência. 

Para quem eu posso doar meu sangue? 

O Ministério da Saúde criou uma tabela para exemplificar quem pode doar/receber de quem, conforme o tipo sanguíneo de cada pessoa. 

Em que local é feita a doação?

Para doar, basta ir ao Hemocentro mais próximo. Profissionais qualificados farão avaliação e, se a pessoa se enquadrar nos critérios para doação, será realizada a coleta de forma segura. Após isso, esse sangue passará pelos procedimentos padrões de segurança e ajudará a salvar vidas. 

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE) ressalta que, embora estejamos passando por esse momento de pandemia do coronavírus, a doação de sangue não pode parar, pois muitas pessoas precisam receber essa doação para auxiliar em seu tratamento. Os hemocentros estão seguindo todas as medidas de prevenção ao coronavírus para que a doação seja feita de forma segura. Siga as orientações de prevenção como uso de máscara e higienização das mãos e faça sua doação.

Doar sangue é um gesto de amor ao próximo! 

Cuidados de Inverno

No mês de junho, entramos oficialmente na estação de inverno. As temperaturas caem drasticamente, o vento é mais forte, as chuvas são intensas e, em meio a tudo isso, a saúde se torna mais vulnerável.

Temos que estar saudáveis para evitar gripes, resfriados e até doenças respiratórias mais graves que se exacerbam nessa estação. Pensando nisso, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE) preparou algumas dicas de cuidados no inverno para você manter sua imunidade boa e garantir que o friozinho seja encarado de forma tranquila.

As doenças mais comuns no inverno são:

  • Gripe e resfriados

Apesar de apresentar sintomas parecidos, são diferentes entre si. O resfriado é mais comum e simples de tratar. Tem curta duração, mas pode se prolongar por duas semanas. Os sintomas mais comuns são coriza, obstrução nasal, cefaleia, tosse, dor de garganta, espirros e febre baixa. A transmissão é por contato direto. Os sintomas são aliviados com uso de analgésicos e antitérmicos. 

Já nos casos de gripe, a pessoa apresenta febre alta de início abrupto, dor no corpo e fadiga. Para combater o vírus da Influenza (gripe mais comum), o Ministério da Saúde oferece anualmente de forma gratuita a vacinação os grupos prioritários, no qual estão incluídos idosos, gestantes, crianças maiores de seis meses e menores de seis anos, doentes crônico, profissionais da saúde, professores, entre outros. O importante é estar atento ao calendário e fazer a vacina.

  • Asma

Embora seja comum em crianças, pode acometer adultos. É uma inflamação do pulmão e das vias aéreas, caracterizada por chiados no peito, tosse e sensação de falta de ar.

  • Amigdalite

É a inflamação das amígdalas causada por vírus ou bactérias. Os sintomas são infecção de garganta, com inchaço e pus nas amígdalas, febre, dores de cabeça e nas articulações, mau hálito, congestionamento nasal e coriza.

  • Bronquite

É a inflamação dos brônquios que impede a chegada do ar aos pulmões. Normalmente é causada por infecções virais.  Os principais sintomas são tosse seca e chiado e posteriormente uma tosse com catarro.

  • Otite (dor de ouvido)

Acomete mais as crianças e, geralmente, é causada por vírus que infectaram a garganta e migraram ao ouvido.

  • Pnemonia

É uma infecção aguda dos pulmões causada por bactérias, vírus ou fungos. Ocorre por falhas na defesa do organismo e pode surgir após gripe ou crise forte de bronquite. 

  • Rinite

É uma doença alérgica causada pela inflamação ou irritação da mucosa do nariz. Os principais sintomas são espirros, coriza, coceira e congestão nasal. 

  • Sinusite

É a inflamação das cavidades do crânio em torno do nariz, causada por alergias ou infecções virais e bacterianas, cujo sintomas são: dor de cabeça, inchaço nas pálpebras, nariz entupido, secreção nasal e dor nos olhos. 

  • Alergias

São reações causadas por repulsa a pelos de animais, mofo, tipos de tecidos, poeiras, perfumes, alimentos. Os sintomas variam entre espirros, coceiras e tosse.

  • Coronavírus

Descoberto em dezembro de 2019, é um vírus que causa infecções respiratórias. Os sintomas variam de um resfriado simples até uma pneumonia severa (tosse, febre, coriza, dor de garganta, dificuldade para respirar).

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por meio de contato próximo (aperto de mão, gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro e objetos/superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas e brinquedos). Ainda não existe vacina nem medicação com evidência científica comprovada. A melhor forma de evitar a doença é seguir as medidas de prevenção como higienização das mãos e uso de máscaras.

O que fazer para evitar as doenças mais comuns do inverno?

O Ministério da Saúde ressalta sintomas de gripe (tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo, dor de garganta e febre) se manifestam em média entre dois e três dias de contágio. Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sinais de agravamento e requerem cuidados mais específicos. Por isso, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo para avaliação, diagnóstico e tratamento adequado.

Lembre-se: para um inverno quentinho e seguro, siga as dicas de prevenção, evite as doenças respiratórias, mantenha-se saudável e aprecie o melhor da estação!

Cinco livros para ler quando o assunto é pandemia

Uma boa forma de cuidado com a saúde mental durante a pandemia do COVID-19 é sentar-se confortavelmente e apreciar uma interessante obra literária. Em virtude disso, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST/Progepe) está divulgando cinco livros clássicos que tratam de temas relacionados ao cenário em que vivemos. A lista foi elaborada por Celina Gil, professora de curso pré-vestibular.

Mas atenção, se você busca leituras descontraídas, essa lista pode não ser para você. Entretanto, a leitura de livros que possuem referência com o contexto que estamos vivendo pode nos auxiliar a compreendê-lo sob outros prismas. 

Eventualmente, podemos encontrar dificuldades para nomear os sentimentos que esse momento suscita em nós. Na prática da leitura, a partir da identificação com as vivências de cada personagem e do contato com os movimentos coletivos realizados pelos personagens diante de situações semelhantes às nossas, podemos identificar e elaborar nossas próprias questões individuais.

Curtiu a proposta? Prepara o sofá e o cházinho e boa leitura!

26 de abril é Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hipertensão Arterial

A hipertensão é decorrente da força intensa de contração do coração e das paredes arteriais para impulsão do sangue para o corpo. É medida por meio de esfigmomanômetro ou tensiômetro. Conforme o Ministério da Saúde, para algumas pessoas ter uma pressão abaixo de 120/80 mmHg, como, por exemplo, 100/60 mmHg, é normal. Já valores iguais ou superiores a 140 (máxima) e/ou 90 (mínima) são considerados como hipertensão. 

Tem 90% de influência genética, mas também pode estar associada a outros fatores como fumo, obesidade, estresse, consumo excessivo de sal, colesterol elevado, consumo de bebidas alcoólicas e falta de atividade física. Sua incidência é maior em pessoas de raça negra, diabéticos e aumenta com a idade. 

Quais são os sintomas?

Os sintomas ocorrem quando acontece uma elevação muito significativa da pressão arterial e podem variar: dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, visão embaçada, sangramento nasal e dores no peito.

Como é feito o diagnóstico?

A única forma de identificar e diagnosticar é por meio de aferições constantes. Acima dos 20 anos é recomendável que se verifique a pressão no mínimo uma vez ao ano. Havendo caso na família, deve se medir no mínimo duas vezes ao ano. Lembrando que na presença de qualquer sintoma, o ideal é buscar avaliação de um profissional nos serviços de saúde para que se possa realizar um diagnóstico precoce.

Hipertensão tem cura? Como é o tratamento?

A doença não tem cura. Entretanto, conforme avaliação de um profissional qualificado, pode ser utilizados medicamentos específicos, de acordo com cada caso. Alimentação saudável e prática de atividade física também são medidas não farmacológicas importantes nesse tratamento.

É possível se prevenir?

A prevenção se dá por meio da adoção de medidas simples: manter o peso adequado,  diminuir o consumo de sal utilizando outros temperos para ressaltar o sabor dos alimentos, praticar atividade física regularmente,  evitar alimentos ricos em gorduras, manter controle do colesterol, abandonar o fumo, moderar ou evitar o consumo de álcool e manter o controle do diabetes, caso apresente essa patologia.

Não esqueça!

A pressão alta é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, infarto, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. Mantenha hábitos saudáveis, faça a aferição da pressão arterial e qualquer alteração, busque um serviço de saúde de referência. 


Segundo o Ministério da Saúde, alterações hipertensivas na gravidez se associam a complicações graves fetais e maternas e risco maior de mortalidade materna e perinatal. Durante as consultas de acompanhamento (pré-natal) um profissional deverá  realizar a aferição da pressão arterial a fim de verificar qualquer alteração.

O tratamento da hipertensão na gravidez varia de acordo com sua gravidade: pressão alta leve tem o tratamento focado em medidas não farmacológicas (mudanças de hábitos), já nas formas moderada e grave os médicos optam por tratamento medicamentoso usual, de acordo com cada condição clínica específica.

Lembrando que quando não tratada de forma adequada, a hipertensão na gravidez pode trazer consequências para a gestante e seu bebê. Por isso, ressalta-se a importância da realização do Pré-Natal na unidade de saúde e nos centros especializados ou hospitais de referência, quando ocorre a identificação de algum fator para alto-risco gestacional. 

Lembre-se: Cuidado e prevenção são as melhores formas de combater a hipertensão!

ABRIL AZUL | O autismo não se cura, se compreende.

“Do lado de fora, olhando para dentro, você nunca poderá entendê-lo. Do lado de dentro, olhando para fora, você jamais conseguirá explicá-lo. Isso é autismo!” Autism Topics

O que é autismo?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno no desenvolvimento neurológico. Caracteriza-se pela dificuldade de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos e interesses repetitivos e restritos. Possui a nomenclatura de espectro justamente em virtude dos sintomas variarem muito caso a caso.

O grau de comprometimento é bem variável, podendo ter um grau de comprometimento alto, com uma deficiência mental grave, ou ser mais brando, em casos nos quais a linguagem e alguns comportamentos são preservados. Assim como qualquer transtorno, é causado por fatores biopsicossociais.

Não existe cura, a detecção precoce e tratamento permitem o alívio dos sintomas. Os sintomas costumam aparecer entre o primeiro e terceiro ano de vida. Entretanto, no Brasil, a detecção e diagnósticos, muitas vezes, ocorrem por volta dos 4 ou 5 anos.

Com qual idade manifestam-se os sintomas? E, quais são eles?

Alguns sintomas são percebidos no primeiro ano, tais como: perda de habilidades adquiridas como contato olho no olho, não se virar para sons, ruídos e vozes no ambiente, baixa atenção à face humana, preferência por determinados objetos, não seguir objetos ou pessoas em movimento, não gostar de toque, irritabilidade no colo e pouca responsividade ao momento da amamentação, não responder pelo nome quando chamado, pouca ou nenhuma vocalização, baixa frequência de sorriso e pouca reciprocidade social.

O transtorno pode ser diagnosticado como leve, moderado ou grave, variando de acordo com a intensidade dos sintomas. Ressalta-se que a pessoa deve ser acompanhada por um profissional especializado que fará avaliação sobre o possível diagnóstico.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito por profissional especializado, por uso de testes e avaliações que permitem a verificação de alguns prejuízos durante o desenvolvimento da criança. A realização de exame clínico ajuda a identificar os sintomas, é feito por meio de uma escala de triagem, as mais utilizadas são a ATA (Escala de Traços Autísticos) ou M-CHAT (Modified – Checklist Autism in Toddlers).

Qual é o tratamento?

O tratamento é realizado por meio de diversos tipos de terapias, através de equipe multidisciplinar, variando de acordo com as necessidades da crianças e as possibilidades de melhora do seu quadro.

Não são todos os casos que exigem a utilização de medicamentos, entretanto, é umas das opções quando há sintomas como agressividade, compulsividade e hiperatividade. Não existe cura, apenas formas de alívio dos sintomas, compreensão e garantia de qualidade de vida às pessoas com transtorno do espectro autista.

É importante que seja feito acompanhamento com fonoaudiólogo, para amenizar as questões do prejuízo na fala. Também é recomendável o acompanhamento de nutricionista para adequação da dieta alimentar, pois alguns alimentos como café e chocolates podem agravar alguns sintomas, e uma dieta restritiva pode ser inapropriada. Mas, outros tipos de terapias também podem ser realizadas, tais como arteterapia e psicomotricidade. 

Além disso, a literatura traz as questões de recusa, indisciplina e seletividade em pessoas com TEA, o que reforça a necessidade de profissional especializado para auxiliar as famílias. Apesar desses aspectos difíceis do transtorno, as pessoas com TEA possuem várias características interessantes, como demonstrado na imagem abaixo:

Quais são os direitos da pessoa com transtorno do espectro autista determinados em lei?

Lei 7.853/1989: Determina o apoio às pessoa com deficiência e dificuldade de interação social. Também institui a proteção jurídica de interesses coletivos e pessoais, disciplina a atuação do Ministério Público, além de definir o que é considerado crime em relação às pessoas com deficiência.

Lei 8.742/1993: Assegura o direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), garantindo um salário mínimo à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com renda familiar inferior a um quarto do salário mínimo. O benefício é solicitado pelo INSS e a pessoa com TEA deve estar inscrita no Cadastro Único para programas do Governo Federal (CadÚnico).  

Lei  8899/1994:  Assegura a gratuidade no transporte interestadual a pessoa com TEA, que tenha uma renda de até dois salários mínimos. A requisição é feita por meio do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS). 

Lei 10.048/2000: Assegura prioridade de atendimento em filas.
Lei 10098/2000: Estabelece critérios básicos e normas gerais para promover a acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Lei 7.611/2011: Trata sobre educação e atendimento educacional especializado, garantindo à pessoa com TEA o direito a um acompanhante para ser intermediador entre ele e o professor, bem como auxiliar no processo de interação social. 

Lei 12.764/2012: Pessoa com TEA é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, o que permite incluí-las nas leis específicas para pessoas com deficiência, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (131.146/2015) e também nas normas internacionais assinadas com o Brasil como a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (6949/2000. Essa lei instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Determina o direito do autista a diagnóstico, tratamento, terapia e medicamentos pelo Sistema Único de Saúde, acesso à educação, proteção social e serviços que proporcionem oportunidades iguais. Essa lei recebeu o nome de Berenice Piana.
Lei 13.370/2016: Reduz a jornada de trabalho dos pais de filhos autistas. Não é necessário compensação de horas e não há redução dos vencimentos para funcionário públicos federais que são pais de pessoas com TEA. A solicitação da redução da jornada é realizada por meio de um requerimento administrativo junto ao órgão gestor, com documento de comprovação das necessidades do dependente.
Lei 13.977/2020: Instituiu a Carteira da Pessoa  com Transtorno do Espectro Autista, com expedição gratuita. Recebeu o nome de “Romeo Mion” em homenagem ao filho autista do apresentador Marcos Mion. O objetivo da lei é garantir à pessoa autista prioridade de atendimento em serviços públicos e privados, principalmente as áreas de saúde, educação e assistência social. 

Além disso, pessoas com TEA possuem os mesmo direitos garantidos a todos os cidadãos na Constituição Federal de 1988 e outras leis de âmbito nacional. Crianças e adolescentes possuem os direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (lei 8.069/1990) e os idosos acima de 60 anos estão amparados pelo Estatuto do Idoso (lei 10.741/2003).

CORONAVÍRUS | Saiba como se prevenir

O coronavírus assemelha-se a uma coroa (corona) do sol e é causador de infecções respiratórias. É um vírus com letalidade menor e apresenta sintomas semelhantes à gripe, mas pode evoluir para uma grave infecção como pneumonia e causar óbitos. Os tipos de coronavírus mais conhecidos são: Alpha coronavírus 229E e NL63, Beta coronavírus OC43 e HKU1, SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS), MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS) e SARS-CoV-2: novo tipo de vírus do agente coronavírus (COVID-19), que surgiu na China em 31 de dezembro de 2019. Alguns causam doenças graves com importante impacto na saúde pública, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) que foi identificada em 2012 e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002.

Febre, tosse, dificuldade para respirar e dor de garganta são os sintomas mais comuns. O período de incubação do vírus é de 5 a 12 dias. A transmissão se dá em média 7 dias após aparecimento dos sintomas. Mas já há estudos que sugerem que possa ocorrer a transmissão sem que a pessoa infectada apresente nenhum dos sintomas. Em São Paulo, uma adolescente assintomática teve a confirmação do diagnóstico de coronavírus por meio do exame laboratorial.

Fonte: Jornal Grupo O Liberal

O diagnóstico é feito com base em análise clínica e laboratorial (por meio de técnicas RT-PCR em tempo real e sequenciamento parcial ou total do genoma viral). Não existe um tratamento específico para o coronavírus, são realizadas medidas de suporte que aliviam alguns sintomas como uso de analgésico e antitérmico para dor e febre, além de repouso e ingestão de bastante água. Os casos graves são encaminhados para o Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Já os casos mais brandos são acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e são instituídas as medidas de precaução no domicílio.

A prevenção é feita através da higienização das mãos com água e sabão ou álcool a 70%, evitar locais com aglomeração de pessoas ou ambientes fechados, não fazer troca de utensílios como copos ou talheres, cobrir a boca com lenço de papel quando espirrar ou tossir e descartá-lo no lixo, utilizar lenços descartáveis para higienizar o nariz, evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas, evitar contato com pessoas doentes ou pessoas que possam ser possíveis casos suspeitos.

Até a data de hoje, 13 de março, no Brasil há setenta e sete casos confirmados de coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. Os estados que tiveram confirmação de casos são: Rio Grande do Sul (4), Paraná (6), São Paulo (42),Rio de Janeiro (16), Espírito Santo (1), Bahia (2), Minas Gerais (1), Pernambuco (2),Alagoas (1) e no Distrito Federal (2). Somente os estados de Roraima, Amapá e Tocantins não apresentam casos suspeitos para o coronavírus.

Fonte: Ministério da Saúde em 12 de março de 2020 às 16h20.

Como saber se posso ser suspeito de coronavírus?

Para tornar-se um caso suspeito, é preciso se encaixar dentro de algum dos critérios:  

Situação 1: Febre E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU

Situação 2: Febre E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus (COVID-19), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.“

Quais são os casos prováveis?

É a situação 3: Contato próximo domiciliar de caso confirmado laboratorial, que apresentar febre E/OU qualquer sintoma respiratório, dentro de 14 dias após o último contato com o paciente.

Vale ressaltar que, desde o dia 09 de março de 2020, todas as pessoas que entrarem no Brasil vindos da América do Norte, Ásia e Europa e apresentarem sintomas como coriza, febre, tosse e falta de ar poderão ser considerados suspeitos de COVID-19. 

 

Qual é o critério de confirmação do coronavírus?

CRITÉRIO LABORATORIAL: Resultado positivo em RT-PCR.  No estado do Rio Grande do Sul, o Laboratório Central do Estado (LACEN/ RS) está realizando a análise de exames específicos para o coronavírus desde o dia 06 de março, segundo a Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul.

CRITÉRIO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO: Contato próximo domiciliar de caso confirmado laboratorial, que apresentar febre E/OU qualquer sintoma respiratório, dentro de 14 dias após o último contato com o paciente e para o qual não foi possível a investigação laboratorial específica.

 

Fonte: Ministério da Saúde em 13 de março de 2020.

Tem que registrar os casos e avisar algum órgão de saúde?

Sim. Os casos devem ser notificados nos serviços públicos ou privados dentro das primeiras 24 horas a partir de suspeita clínica, por meio do preenchimento de um formulário eletrônico, disponível em http://bit.ly/2019-ncov, conforme orientação do Ministério da Saúde.  É um evento de saúde pública de notificação imediata.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul disponibilizou o número de telefone 150 do Disque Vigilância e o e-mail disquevigilancia@saude.rs.gov.br para que profissionais de saúde e a população possam esclarecer dúvidas e ser orientados sobre a notificação dos casos.

O Ministério da Saúde também disponibilizou o número de telefone 136 para entrar em contato, caso apresente algum sintoma. E as informações atualizadas a respeito do coronavírus e mapa das unidade de saúde disponíveis para atender a população podem acessadas por meio do aplicativo disponível para iOS (https://apps.apple.com/br/app/coronav%C3%ADrus-sus/id140800838) e Android (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.datasus.guardioes&hl=pt_BR). Também é possível acompanhar o número de casos notificados por meio da plataforma IVIS (http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/).

No ambiente de trabalho, como podemos prevenir o coronavírus?

O ideal é manter o local sempre higienizado e arejado. Se possível limpar com álcool as mesas, computadores, canetas e outros acessórios que possam servir como via de contágio e evitar compartilhá-los. Se possível, disponibilizar sabão, água e álcool gel, lenço ou toalha descartável, lixeira para descarte de lenços.

Dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou o surto do novo coronavírus COVID-19 como pandemia, ou seja, a disseminação da doença ocorre em nível mundial. Esse é o primeiro tipo de coronavírus a receber essa classificação.

FIQUE ATENTO! PREVINA-SE!

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho reforça as orientações fornecidas pelo Ministério da Saúde → Se você apresentar os sintomas característicos do Coronavírus, procure a unidade de saúde mais próxima para receber todos os cuidados e orientações necessárias. 

Para informações atualizadas não deixe de acompanhar os boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde. A última atualização foi realizada em 13 de março.

* Nota: este material foi elaborado com base em informações e orientações da Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul até a data de 13 de março de 2020 (último acesso às 9h05).

SEMANA DA MULHER | De 8 a 14 de março

8 de março é dia de celebrar as mulheres e todos os exemplos de lutas realizadas por mulheres em vários locais do mundo em busca da obtenção e garantia de direitos, igualdade, fim da violência e do preconceito. 

A versão mais comum conta que a data de comemoração teve origem depois de um incêndio, em uma fábrica têxtil ocorrido no dia 25 de março de 1911. A principal causa do incêndio foram as péssimas condições das instalações da fábrica. 130 operárias faleceram carbonizadas. No senso popular, conta-se que foi uma forma de retaliação à uma série de greves e levantes das trabalhadoras. Entretanto, muitas lutas femininas no século XX levaram à criação da data.  

Outro marco da data foi um protesto contra Czar Nicolau II, na Rússia em 1917, na guerra mundial. Cerca de 90 mil mulheres unidas se manifestaram contra as condições péssimas de trabalho no país, a fome e a participação da Rússia na guerra. Esse protesto foi chamado de Pão e Paz e tornou-se símbolo do Dia da Mulher em 1921. Em 1945, vinte anos depois da criação da data, a Organização das Nações Unidas, assinou um acordo internacional de garantia de igualdade entre mulheres e homens. Somente em 1977 a data foi oficializada oficialmente pela ONU.

No Brasil, as mulheres também tiveram de lutar muito para adquirir alguns direitos. Em 1827, obtiveram o direito de estudar para além do ensino primário;  em 1873 as mulheres ganharam o direito de cursar faculdade no país. No ano de 1932, após dez anos de luta, adquiriram o direito ao voto. Nas décadas de 1960 e 1970, adquiriram alguns direitos civis, em 1962 o Estatuto da Mulher casada sofreu alterações em alguns pontos da lei excluindo a obrigatoriedade da autorização do marido para a mulher trabalhar e concedendo o  direito a herança, requerimento da guarda dos filhos e poder familiar. Houve uma emancipação da esposas da tutela dos maridos.  

No ano de 1977, aprovaram a Lei do Divórcio permitindo às mulheres ter autonomia e liberdade para interrupção de casamentos infelizes. Em 1980 a luta ao combate à violência contra a mulher, ganhou força e em 1985 foi criado o Conselho Nacional de Direitos da Mulher. Mais recentemente, em 2006 houve a criação da Lei Maria da Penha, que desenvolveu mecanismos contra os diversos tipos de violência doméstica. Em 2015, foi sancionada a Lei do Feminicídio, que qualificou o homicídio e tornou crime hediondo a morte de mulheres, vítimas da violência. 

Então, nesse Dia Internacional da Mulher vale se orgulhar de todas as conquistas e se inspirar para manter viva a luta por igualdade de direitos e por valorização da mulher em diversos espaços, exercendo diversos papéis, livre de importunação, livre de violências e quaisquer formas de discriminação. 

“Jamais se rendem, jamais desistam da luta!” (Filme: As Sufragistas)

 


Mulheres na Unipampa

A Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) acredita na importância de trazer dados referentes a todas as servidoras da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) na semana internacional da mulher para refletir acerca do seu papel e potencialidade na instituição. 

Abaixo estão alguns gráficos que retratam o perfil das mulheres na Unipampa atuantes como Técnicas Administrativas em Educação (TAE) em todos os níveis e como docentes efetivas e substitutas. Os dados foram fornecidos pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE) e referem-se ao meses de dezembro (2019) e março (2020). 

Dados de dezembro de 2019 fornecidos pela PROGEPE.
Dados de dezembro de 2019 fornecidos pela PROGEPE.
Dados de dezembro de 2019 fornecidos pela PROGEPE.
Dados de dezembro de 2019 fornecidos pela PROGEPE.
Dados de dezembro de 2019 fornecidos pela PROGEPE.

Analisando o gráfico, percebe-se que as Técnicas em Educação (TAEs) possuem número maior de capacitação. Em relação aos homens, 117 servidoras TAEs possuem mestrado, enquanto 103 servidores possuem a mesma qualificação. No que se refere a doutorado, nível maior, 32 mulheres são doutoras e somente 15 homens são doutores.

Dados de dezembro de 2019 fornecidos pela PROGEPE.

Na questão da docência, pode-se concluir que homens e mulheres equiparam-se no nível de qualificação, sendo as maiores porcentagens para especialização (10 mulheres e 9 homens) e mestrado (51 mulheres e 56 homens). 

Dados de dezembro de 2019 fornecidos pela PROGEPE.

As docentes substitutas possuem nível maior capacitação do que os homens, exceto em relação ao curso superior, no qual 9 homens e 9 mulheres possuem somente a graduação. Vale destacar que 17 mulheres possuem mestrado, enquanto somente 10 homens são mestres. No que se refere à especialização, 15 especialistas são mulheres, enquanto somente 1 homem possui essa titulação. 

Dados de março de 2020 fornecidos pela PROGEPE.

Ressalta-se que nos cargos de CD3, há 2 representantes em cargos designados para pró-reitor adjunto. E também há uma CD3 eleita diretora de campus.

Dados de março de 2020 fornecidos pela PROGEPE.

Reitoras

Desde a sua fundação, a Unipampa contou com duas mulheres no cargo de reitoras da universidade. Na gestão de 2008-2011 o cargo foi assumido pela pedagoga mestre e  doutora em educação, Maria Beatriz Moreira Luce. Já na gestão de 2012-2015 quem exerceu o cargo de reitora foi a fisioterapeuta, mestre em educação nas Ciências e doutora em educação, Ulrika Arns. A gestão de 2016-2019 foi feita por Marco Antonio Fontoura Hansen, geólogo com mestrado em geologia e doutorado em Engenharia de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. A atual gestão 2020-2023 está sob comando de Roberlaine Ribeiro Jorge, engenheiro agrícola com mestrado em Engenharia de Produção e doutorado em Engenharia de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental.

O que queremos mostrar?

Infelizmente, os estudos confirmam que no Brasil as mulheres ocupam cargos inferiores aos homens, possuem jornada de trabalho maior e recebem menos. Segundo dados compilados da Agência Brasil, a mulher recebeu em média 22% menos do que os homens em 2019. Mulheres com ensino superior chegam a ter uma redução de 38% do salário em relação ao homens, embora, muitas vezes, sejam mais qualificadas. Essa diferença é ainda mais impactante quando se trata do Estado do Rio Grande do Sul onde, segundo dados de 2020 da Secretaria Estadual, 51,3% da população é composta por mulheres (5,840.501).

Vale refletir que, na Unipampa, o total de mulheres é de 905 e o número de homens é de 937, ou seja uma diferença pequena (32 servidores homens a mais). Embora sejam mais capacitadas, as mulheres estão em menor número em cargos nos quais possuem qualificação para atuar, como os cargos de gestão.

Ressalta-se a importância de qualificação constante e a luta por aquisição de maior representação em todos os espaços, principalmente dentro de instituição de ensino federal na qual bons resultados impactam em maior visibilidade da instituição. 

Devemos sempre nos questionar: a mulher está onde merece estar? Já conquistou tudo que tem capacidade e direito? 

Reflita sempre, se empodere e jamais desista de lutar por igualdade, espaço e garantia dos direitos!

Nunca se rendam! As mulheres são fortes, competentes e especiais todos os dias!