Dia Internacional dos Direitos Humanos: Dignidade é direito em toda idade

Dia 10 de dezembro comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Neste ano, em alusão a esta data, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) lança a campanha “Dia Internacional dos Direitos Humanos: dignidade é direito em toda idade”, trazendo um enfoque para a conscientização e combate ao etarismo. A campanha será dividida em dois posts. Neste primeiro, abordaremos sobre o que é etarismo, quais são suas consequências, como o etarismo se manifesta no ambiente de trabalho e como combatê-lo no contexto laboral.

O que é etarismo?

O etarismo – também conhecido como ageísmo ou idadismo –  é uma forma de discriminação baseada na idade de uma pessoa ou de um grupo. Ele ocorre por meio de estereótipos negativos relacionados à idade, resultando em exclusão social e dificuldades no acesso a direitos. Seu impacto se estende à vida pessoal, profissional e social, comprometendo a dignidade, a autonomia e a participação plena de quem o enfrenta.

Diferentemente das demais formas de discriminação, incluindo o sexismo e o racismo, o etarismo é pouco conhecido e debatido, além de ser socialmente aceito e fortemente institucionalizado, o que demanda uma imediata conscientização da sociedade acerca da sua existência e de seus efeitos prejudiciais para a qualidade de vida e a inclusão social da população idosa.

Além disso, difere das demais formas de preconceito e discriminação, porque “teoricamente qualquer pessoa poderá ser atingida por ele ao longo de sua vida e desde que viva o suficiente para envelhecer”, já que o envelhecimento é um processo que atinge a todos indistintamente. Por fim, é importante ressaltar a forma sorrateira como o etarismo se apresenta, inclusive sob a roupagem de cuidado, produzindo uma influência poderosa sobre o comportamento das pessoas. 

De acordo com uma análise realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), realizada com mais de 83 mil pessoas em 57 países, o preconceito em razão da idade é fenômeno universal e transcultural, sendo que a maioria das pessoas desconhecem os estereótipos inconscientes que elas possuem em relação às pessoas idosas, razão pela qual é preciso trazer luz ao tema para que tenhamos a oportunidade de construir uma sociedade mais livre, justa e solidária.

Vivemos a maior transição etária dos últimos tempos, em uma era em que o tabu do envelhecimento ainda aflige a nossa sociedade. Envelhecemos como nação, enquanto nossa sociedade ocidental contemporânea tem como um valor cultural a busca pela eterna juventude. Pouco se fala sobre o envelhecimento populacional no Brasil, mas até 2030, estaremos entre os 5 países com maior percentual de população acima de 60 anos. 

Um reflexo, entre outros fatores, do aumento da expectativa de vida é a postergação da aposentadoria ou seguir trabalhando em nova carreira. Assim, devemos estimular atitudes saudáveis de convivência para que não haja conflitos e a convivência no trabalho seja harmoniosa.

Quais as consequências do etarismo?

O etarismo é um fenômeno universal de grande incidência. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada duas pessoas apresentam atitudes moderadas ou altamente discriminatórias relacionadas à idade. Além disso, é mais prevalente em países de baixa e média renda.

Dentre os impactos psicológicos provocados pelo etarismo, estudos apontam que a discriminação sofrida pode ser fonte indutora de estresse e sofrimento psíquico. É preciso considerar também que o preconceito de idade não está sozinho, mas acompanhado de outras formas de preconceito e discriminação social, como capacitismo, sexismo, racismo e LGBTQIAPN+fobia. 

 

Como o etarismo se manifesta no ambiente de trabalho?

À medida em que uma pessoa envelhece, não só as oportunidades no mercado de trabalho se tornam mais escassas, mas também é comum que pessoas mais velhas fiquem excluídas de cargo ou fiquem à margem de suas próprias equipes, tendo suas opiniões invalidadas. 

Comentários que desvalorizam e desrespeitam a capacidade de aprendizado ou de liderança favorecem o isolamento profissional e limitam a participação ativa. Isso se deve aos estereótipos relacionados aos(às) trabalhadores(as) mais velhos(as), que são percebidos(as) como pessoas mais estáveis e confiáveis, porém, mais lentas, menos flexíveis e com maiores dificuldades de aprendizado e de treinamento. 

O etarismo pode aparecer quando pessoas jovens são vistas como inexperientes, adultos de meia-idade como ultrapassados e pessoas idosas como incapazes de acompanhar mudanças, reforçando barreiras injustas no ambiente corporativo.

Esse fenômeno está presente e sorrateiramente invisível, afetando os(as) servidores(as) com idade igual ou superior a 60 anos, que se sentem discriminados(as) e pressionados(as) a deixar seus cargos para dar lugar aos mais jovens. 

Convidamos você a seguir acompanhando a nossa campanha e auxiliando no enfrentamento ao etarismo!


Os(as) servidores(as) da UNIPAMPA que são ou já tenham sido vítimas de qualquer tipo de discriminação podem contar com o serviço de psicologia, disponibilizado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (psicologia.progepe@unipampa.edu.br) – caso sintam necessidade desse acompanhamento. 

DASST lança segunda edição da Cartilha de Conscientização e Combate ao Racismo

Amanhã, 20 de novembro, celebramos o Dia da Consciência Negra, data que traz à tona a discussão e a reflexão sobre o racismo. Considerando a importância do tema durante o ano inteiro, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) apresenta a segunda edição da “Cartilha de Conscientização e Combate ao Racismo: Lutar contra o Racismo é Dever de Todos(as)“.
 
O material foi elaborado com o objetivo de sensibilizar e conscientizar a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) sobre a importância das medidas de combate ao racismo e da denúncia de situações discriminatórias. Por isso, nesta cartilha, daremos ênfase ao enfrentamento do racismo nas organizações. Para acessar a produção, clique aqui.
 
Informe-se, reflita e compartilhe o material!
 
Jamais esqueça que racismo é crime e deve ser denunciado.
 
O combate ao racismo é dever de todas e todos na Unipampa! Faça a sua parte!
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Este post faz parte do Projeto “(Re)conheça e Multiplique”, que tem como intuito resgatar materiais já produzidos pela DASST e ampliar o conhecimento dos servidores da Unipampa. Este projeto possibilitará, portanto, que novos servidores possam conhecer os materiais anteriormente produzidos por nosso setor, bem como incentivar a releitura daqueles que já tiveram contato, uma vez que as temáticas desenvolvidas continuam atuais e necessárias. 

#NovembroAzul | Masculinidades e Andropausa

O mês de novembro se veste de azul para conscientizar sobre a importância do cuidado do homem com sua saúde. Sabemos que, muitas vezes, a saúde masculina é negligenciada devido ao estigma cultural que ainda é forte em nossa sociedade quando se trata de cuidados com a saúde.

Diferentemente da população feminina, homens tendem a demorar mais tempo para acessar os serviços de saúde, realizar exames essenciais de rastreio e prevenção de doenças e até mesmo retardar a  procura em casos mais graves.

Como forma de dar continuidade à Campanha Masculinidadesem alusão ao Novembro Azul (no primeiro e-mail enviado abordamos sobre o cuidado dos homens com a saúde), vamos falar agora sobre um tema considerado tabu e até desconhecido por alguns homens: a andropausa, também conhecida como menopausa masculina.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), popularmente denominada andropausa, caracteriza-se pela diminuição gradual de testosterona, iniciada por volta dos 40 anos. 

Vale a pena destacar que, mesmo diante da andropausa, os homens continuam produzindo espermatozóides ao longo da vida. 

Para obtenção do diagnóstico da DAEM, é necessário a avaliação de um profissional (urologista ou clínico geral) para realização dos exames e confirmação dos baixos níveis de testosterona. Com base na avaliação, o profissional irá indicar o tratamento adequado que abrange desde a manutenção e/ou adoção de um estilo de vida mais saudável (associado à realização de atividade física com regularidade para evitar os sintomas mais sérios da DEAM), até a reposição hormonal que, só ocorre se houver sinais da DEAM e confirmação laboratorial da redução dos níveis do hormônio. Destacamos que, atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece medicamentos para reposição hormonal na forma de injeções intramusculares e géis transdérmicos.

A DASST ressalta que a DEAM é uma doença silenciosa, por isso o hábito de realizar periodicamente consultas médicas e exames de controle é a principal ação para o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento. Se você é homem, não tenha receio de zelar por sua saúde. Somente o autocuidado é capaz de prevenir doenças e manter você ativo e saudável. 

É chegado o final de mais uma campanha! Agradecemos por você ter nos acompanhado na Campanha Masculinidades! Esperamos que o conteúdo compartilhado tenha trazido preciosas informações. Convidamos você a ser nosso(a) aliado(a) na promoção de masculinidades mais saudáveis!

Não esqueça: Cuidar da saúde também é coisa de homem.


Para os homens que sentirem necessidade de auxílio psicológico para lidar com questões relativas ao trabalho, nossa equipe conta com duas psicólogas aptas a prestar suporte, basta enviar e-mail para: psicologia.progepe@unipampa.edu.br

Aproveitando que estamos no Mês de Conscientização sobre a Saúde do Homem, a DASST sugere a releitura do material da Campanha #NovembroAzul | Homem de atitude é o que se cuida, na qual faz alerta importante sobre a prevenção ao câncer de Próstata.