Assessoria de Diversidade, Ações Afirmativas e Inclusão | ADAFI | Página: 23

18 de maio – Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Dezoito de maio referencia o Movimento da Reforma Psiquiátrica iniciado no Brasil ao final da década de mil novecentos e setenta, com o processo de redemocratização do país. Em 1987 há dois marcos importantes para a escolha do dia que simboliza essa luta: o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental (Bauru, SP) e a I Conferência Nacional de Saúde Mental (Brasília).

A inclusão social de pessoas com sofrimento mental e limitações cognitivo-comportamentais contrapõe-se à proposição historicamente construída em nossa sociedade de que a solução passa necessariamente pelo isolamento institucionalizado do indivíduo como condição para o suposto tratamento. Essa noção distorcida é fundamentada em preconceitos que interagem com diversos outros preconceitos componentes da rede de exercício de poder, sejam eles de gênero, de raça, de classe econômica, resultando em graves violações de direitos humanos os quais atingiram em nosso país níveis comparáveis a cenários como o assassinato em massa dos judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Holocausto Brasileiro é um livro-reportagem da jornalista Daniela Arbex, lançado em 2013, que denuncia os maus-tratos ocorridos no Hospital Colônia de Barbacena a partir de depoimentos de sobreviventes, ex-funcionários e pessoas diretamente envolvidas na rotina do maior hospício do Brasil.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto_Brasileiro

As imagens escolhidas para a data são do filme “Hombre Mirando al Sudeste”, dirigido pelo cineasta argentino Eliseo Subiela e lançado em 1986. Classificado no Internet Movie Database (IMDb) como pertencente aos gêneros drama, mistério e ficção científica, trata-se do estranho caso do trigésimo terceiro paciente encontrado no Hospital Psiquiátrico de Buenos Aires, onde apenas trinta e dois estão listados nos registros de entrada. Ninguém sabe nada sobre ele, como ele chegou lá e qual a sua condição, porém ainda mais intrigante e inacreditável é aquilo que ele irá narrar para o até então desmotivado e solitário psiquiatra que o atende.

Revista Cultura y Ocio
https://es.paperblog.com/hombre-mirando-al-sudeste-eliseo-subiela-5911615

O Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da Lei 10.216/2001, nomeada “Lei Paulo Delgado”, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência. Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação.

https://bvsms.saude.gov.br/18-5-dia-nacional-da-luta-antimanicomial-2/#:~:text=O Movimento da Reforma Psiquiátrica, Nacional de Saúde Mental

17 de maio – Dia Internacional de LUTA contra a LGBTQIA+ fobia

Dezessete e maio foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) como data para reflexão, compreensão e conscientização sobre a violência, discriminação e repressão existentes contra pessoas LGBTQIA+, bem como os seus mecanismos de manutenção e propagação.

Comemora o dia em que a homossexualidade foi retirada da classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Simultaneamente, é o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

LGBTQIA+ é uma siga para as palavras lésbica, gay, bissexual, transgênero e queer, sendo que o sinal de mais inclui orientações sexuais ilimitadas e identidades de gênero utilizadas pelos membros desta comunidade que é tão ampla quanto hetereogênea.

 

Aprendizagens Interculturais: produção de sentidos na educação (6ª edição)

04/05 às 19h

Abertura: Para que estudar a temática indígena na escola?

Convidado
Edson Kaiapó
Pertencente ao povo Mebengokré, nascido no estado do Amapá-Amazônia. É ativista do movimento indígena e ambientalista no Brasil, doutor pelo EHPS/PUC-SP, mestre em História Social pela mesma instituição. Graduado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais, com pós-graduação Lato Sensu (especialização) em História e Historiografia da Amazônia, pela Universidade Federal do Amapá. É pesquisador das questões amazônicas e indígena, escritor premiado pela UNESCO e pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, conferencista e professor de História indígena e Educação Escolar Indígena na Licenciatura Intercultural Indígena do Instituto Federal da Bahia, e docente credenciado no programa pós-graduado em Ensino e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal do Sul da Bahia. É membro titular da Comissão Assessora para a Inclusão Acadêmica e Participação dos Povos Indígenas/UNICAMP.

Mediação
Onorio Isaias de Moura, Indígena do povo kaingang da marca Kanhru, natural da Terra Indígena de Nonoai – RS. Graduado em Relações Públicas pela Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA. Mestre em Educação pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC. Doutorando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação – UNISC, doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Letras – UFRGS. Faz parte do Grupo de Pesquisa Peabiru: Educação Ameríndia e Interculturalidade (UFRGS/UNISC – CNPq). Membro, organizador e coordenador do Curso de Extensão: Aprendizagens Interculturais: Produção de Sentidos na Educação.

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Material de apoio
KAIAPÓ, Edson. A diversidade sociocultural dos povos indígenas no Brasil: o que a escola tem a ver com isso? In: Educação em Rede Vol. 7: culturas indígenas, diversidade e educação. SESC, 2019. p. 56-81.
https://sesc.com.br/multimidia/publicacoes/pdf-educacao-em-rede-vol-7

Sugerimos a leitura do texto “A diversidade sociocultural dos povos indígenas no Brasil: o que a escola tem a ver com isso? ” para melhor acompanhamento do momento especial com o professor Edson.

Questão reflexiva
https://forms.gle/Q59SKZVPGka2Mwbu5

Apoio
UERGS, UNISC e IFFarroupilha – campus Alegrete, UFRGS, Biblioteca Pública Municipal Mario Quintana, Coletivo Multicultural, Programa TRAMAS/UNIPAMPA, NEABI João Bras da Silva (UNIPAMPA – campus Alegrete), Grupo de Pesquisa Peabiru (UFRGS-UNISC)