Prograd promoveu a segunda edição do “Diálogos com a Prograd” com debate sobre a Educação para as Relações Étnico-Raciais no Ensino Superior

A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal do Pampa, realizou na manhã do último dia 19 de junho de 2026 a segunda roda de Diálogos com a PROGRAD, evidenciando como temática central sobre a Educação para as Relações Étnico-Raciais, estabelecendo debates necessários sobre a área. Nesse tocante na abertura da atividade, com a palavra, o Magnífico Reitor da UNIPAMPA, Professor Edward Pessano manifestou o despacho de encaminhamento para a Comissão Superior de Ensino (CSE), com vistas à análise de deliberar quanto a institucionalização da Educação das Relações Étnico-Raciais como componente curricular obrigatório em todos os cursos de graduação desta Instituição de Ensino.

Estiveram presentes neste encontro virtual, além do Reitor, a professora Franciele Brizola, vice-reitora que reiterou a importância do debate e de encaminhamentos, desde as demandas apresentadas pelos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas, que compõe as dez unidades da Unipampa. Assim como a presença das pró-reitoras professora Claudete da Silva Lima Martins (Pró-Reitoria de Comunidades, Ações-Afirmativas, Diversidade e Inclusão – PROCADI); professora Elena Maria Billig Mello (Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD), com manifestações sobre a relevância do ERER. 

Como convidadas para condução da roda de diálogos, as professoras: Profa. Me. Cláudia Bassoaldo (Secretaria de Educação do município de Santa Maria, RS) e Profa. Dra. Cassiane Freitas Paixão (Universidade Federal do Rio Grande – FURG). Ambas as convidadas em suas exposições trouxeram argumentos importantes que enfatizam a Educação das Relações Étnico Raciais como um fundamental reconhecimento sobre as histórias dos povos indígenas e afro-brasileiros, sobremaneira no que se solidifica em sua história, nas lutas e nos processos de alijamento de direitos sociais, culturais, educativos, econômicos e de outros envolvimentos na sociedade como elementar na proposição de igualdade e equidade.

A Profª. Me. Cláudia Bassoaldo apresentou reflexões sobre os caminhos para uma educação antirracista e o fortalecimento da Educação para as Relações Étnico-Raciais na educação básica e superior.

A Educação para as Relações Étnico-Raciais também foi trazida como condição de letramento racial, de reconhecer a luta no movimento negro e dos povos indígenas; da cultura, da arte, dos saberes de diferentes áreas, da religiosidade e de luta contra-colonial na condição de representatividade e resistência. No entanto, também como necessária possibilidade de formar profissionais de diferentes áreas do conhecimento, para que tenham consigo saberes que potencializem a ruptura de estruturas racistas, de instituições racistas e de pessoas que entendam o racismo como grave condição em pena criminal, estabelecida pela Lei 7.716 de 1989

A Profª. Drª. Cassiane Freitas Paixão abordou a importância da Educação para as Relações Étnico-Raciais na formação acadêmica, destacando o letramento racial e o compromisso institucional com práticas antirracistas.

 

Compreender que a ERER precisa ser viva e presente nos Projetos Pedagógicos de Cursos, não somente como o preenchimento de exigências da legislação vigente, mas como conteúdos que estejam solidificados em componente curricular obrigatório, em ementa, mas que possa este também estar presente em demais componentes curriculares, de maneira transversal. Entender a importância da ERER nos currículos de todos os cursos da Unipampa é ir ao encontro do que consta desde a Lei 10.639/03, da Lei 11.645/08; da Resolução CNE/CP nº 1/2004 e mais recentemente da Resolução CNE/CP nº 4/2024, todas que convergem para mobilização no que se refere a área de ERER fundamental desde a educação básica até a educação superior.

O desenvolvimento dos trabalhos proporcionou partilha e participação da comunidade acadêmica em geral, em que docentes, técnicos e discentes interpretam a ERER como significativa nos processos formativos. Enfatizaram desde suas falas a necessidade de contratação e efetivação de docentes que tem suas expertises de conhecimentos em pesquisas, ações pedagógicas e extensionistas na área e, que tal articulação não restrinja a ERER aos conhecimentos de populações não-brancas, para solidificar uma educação plural, com respeito e diálogos sobre as diferenças, diversidade e que protagonismo não se limita aos sujeitos que são diretamente afetados por um determinado tipo de discriminação, neste caso afetados pelo racismo, porém que este seja protagonizado por pessoas dispostas e entendedoras da necessidade de eliminação de condições racistas. 

Que a Educação das Relações Étnico-Raciais tenha papel fundamental de historicizar, de fortalecer culturas e de letramento racial em todas as instâncias da população em geral.

O encontro contou com um número significativo de participantes e inscritos.

A equipe da PROGRAD destaca a necessidade dos espaços de debates como forma de construção e de novas epistemologias, bem como a escuta como maneira pulsante de transformação social e conexão da universidade com os processos inovadores e emergentes de ensino.