Reitores Negros das Universidades no Brasil: extraordinários e preciosos diamantes negros

https://vidabrasiltexas.com.br/cronica-extraordinarios-reitores-negros-das-universidades-no-brasil

Reitora dra. Luanda Moraes (UEZO), reitor e diretor geral e acadêmico prof. Dr. José Vicente (FAZP ), reitora dra. Joana Angélia Guimarães (UFSB), reitora dra. Marcele Pereira (UNIR), reitor dr. Valter Santana (UFS), reitor dr. Roberlaine Ribeiro Jorge (UNIPAMPA), reitora dra. Luzia Mota (UFBA), reitora dra. Nilma Lino Gomes (UNILAB), reitor dr. Marcelo Pereira de Andrade (UFSJ)

Texto de Sergio da Silva Lima

A emoção é extrema para mim. Tenho imenso prazer, satisfação e orgulho em apresentar esses preciosos diamantes negros, lapidados e extraídos do fundo da força das mais profundas das minas da resistência, do povo negro do Brasil. Estou seguro, que muitos deles não são conhecidos pela grande maioria de vocês. O choro ficou no passado, no sofrimento dos nossos antepassados, que resistiram para que pudéssemos chegar através da luta e da educação, ao topo do mais alto escalão educacional do Brasil. Espero todos possam desfrutar e conhecer um por um destes nobres cidadãos negros, que concluíram seus Doutorados, e são hoje REITORES, representantes MOR de todos alunos negros, indígenas e brancos, que compõe as Universidades, essas ilustres Instituições educacionais do nosso país.

Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e os Impactos do Racismo

 

CURSO de sessenta (60) horas em sete encontros quinzenais

segundas-feiras
das 17h30 às 19h00

30/05 – Saúde da população negra no contexto nacional

13/06 – Saúde da população negra nos diferentes ciclos da vida

27/06 e 11/07 – Saúde Mental Antimanicolonial

25/07 – Período pandêmico e as repercussões do racismo no Brasil

01/08 – Vivências de duplo-estigma

15/08 – Aquilombar-se: movimentos emancipatórios

 

Painelista:

Danielle Scholz – enfermeira (Unipampa Campus Uruguaiana), mestra em Educação (PPG Educação UFRGS) e doutoranda (PPG Psicologia Social e Institucional UFRGS), trabalha no CAPS Infantojuvenil Arco-íris (Fundação Municipal de Saúde de Canoas, RS). Autora de “Alunos Negros e com Deficiência: uma produção social de duplo estigma”.

 

Inscrições gratuítas de 23 à 28/05

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdjuWb–9uy0PbFls3SLtydP5uLHK_ciqeA918gvu4MMwsKLA/viewform

Confirmação por email. Mais informações: neabiunipampa@gmail.com

Sem Combate ao Racismo, Democracia Agoniza

https://youtube.com/watch?v=xSrv0W39mDE

O racismo é o sintoma clássico da permanência da Cultura escravizadora. Por isso, ou ele é visto como algo normal, ou como algo inexistente no Brasil, sob a ação esmagadora do imaginário dominante.

Mas isto está em mudança. Por quê?

Certamente, entre outras ações, a literatura de Chimamanga, de Conceição Evaristo, de Djamila Ribeiro e tantos outros, falam da significação da palavra e do pensamento levantando a poeira do chão racista que faz respirar a utopia democrática.

Com a palavra Djamila e Conceição, nesses tempos de “Medida Provisória”, de “Pureza” e de Exu na Sapucaí.

Conceição Evaristo é linguista e escritora. É uma das mais influentes literatas do movimento pós-modernista no Brasil, escrevendo nos gêneros da poesia, romance, conto e ensaio.

Conceição nasceu em 29 de novembro de 1946. Sua mãe, Joana Josefina Evaristo, a teve na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Segundo relato da própria Conceição, trata como pai a Aníbal Vitorino, que se tornou seu padrasto ainda na infância. Viveu seus primeiros anos na favela do Pindura Saia, uma comunidade extinta na década de 1970, localizada na Zona sul de Belo Horizonte. Sua família era muito pobre e numerosa, tendo nove irmãos, sendo a segunda mais velha.

Prestou vestibular em 1987 para o curso de letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conseguindo bolsa de pesquisas durante o período. Formou-se no ano de 1990. No seio da universidade, ainda na década de 1980, entrou em contato com o grupo Quilombhoje, que a incentivou a iniciar sua escrita. Estreou na literatura em 1990 com obras publicadas na série Cadernos Negros, publicada pela organização.

Entre 1992 e 1996 cursou mestrado em letras-literatura brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

A partir de 1999 licenciou-se da prefeitura do Rio de Janeiro e passou a lecionar na Universidade Federal Fluminense (UFF), mantendo este vínculo até o ano de 2011.

Em 2008 ingressou no doutorado em letras-literatura comparada na Universidade Federal Fluminense, concluindo os estudos em 2011.

Após seu doutoramento, serviu como professora em diversas instituições, tais como o Middlebury College, a PUC-Rio, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe. Seu primeiro romance, Ponciá Vicêncio foi foco de pesquisa acadêmica pela primeira vez, no Brasil, em 2007. A obra foi traduzida para o inglês e publicada nos Estados Unidos em 2007.

Em 2017, Conceição Evaristo foi tema da Ocupação do Itaú Cultural de São Paulo. Já em 2019, Conceição Evaristo foi a grande homenageada da Bienal do Livro de Contagem.

No dia 18 de junho de 2018, Conceição Evaristo oficializou sua candidatura à Academia Brasileira de Letras, entregando a carta de autoapresentação para concorrer à cadeira de número 7, originalmente ocupada por Castro Alves. Segundo o Portal da Literatura Afro-Brasileira, a autora escreveu na carta: “Assinalo o meu desejo e minha disposição de diálogo e espero por essa oportunidade”. A eleição ocorreu em 30 de agosto, Conceição recebeu um voto, acabou eleito o cineasta Cacá Diegues.

Djamila Ribeiro é mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. É coordenadora do Selo Sueli Carneiro e da Coleção Feminismos Plurais. É autora dos livros “Lugar de Fala” (Selo Sueli Carneiro/Pólen Livros), “Quem tem medo do Feminismo Negro?” e “Pequeno manual antirracista” (ambos pela Companhia das Letras).

É pesquisadora convidada na Universidade de Mainz, na Alemanha. Colunista do jornal Folha de S. Paulo e da revista ELLE Brasil, esteve secretária adjunta de Direitos Humanos de São Paulo em 2016.

Ganhadora do Prêmio Jabuti em 2020, foi escolhida pelo programa “Personalidades do amanhã”, pelo governo da França. Foi laureada pelo Prêmio Prince Claus, concedido pelo Reino dos Países Baixos e considerada pela BBC como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo e, em 2021, foi a primeira brasileira a receber o BET International Global Good Award 2021, conferido a figuras públicas que defendem iniciativas de mudanças sociais.