Assessoria de Diversidade, Ações Afirmativas e Inclusão | ADAFI | Página: 24

VI Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as) da Região Sul – 6º COPENE

Até 30/05

Inscrições para resumo /comunicação oral
Não perca o prazo!

http://copenesul2023.abpn.org.br

VI Copene Sul 2023
20 anos da Lei 10.639
Desafios e perspectivas da educação básica ao ensino superior

28 a 31/08
Presencial

https://copenesul2023.abpn.org.br
@vicopenesul2023
@contatoabpn

Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG
@oficialuepg

O evento visa congregar pesquisadores/as, movimentos negros e/ou outros coletivos sociais e de educação para debater, analisar e refletir sobre os vinte anos da Lei 10.639, publicada em janeiro de 2003, pensando nos desafios e perspectivas de aplicação, monitoramento e avaliação de implementação.

Já enviaram seus trabalhos? Já compraram a passagem e organizaram as malas? Porque essa edição promete muito!

Aprendizagens Interculturais: produção de sentidos na educação (6ª edição)

https://sites.unipampa.edu.br/adafi/files/2023/05/curso-aprendizagens-interculturais.pdf

Até 03/05 inscrições em https://forms.gle/WWz8GAnUJNgSSy2S9

Curso de quarenta horas distribuídas em dez encontros realizado no ano de 2023

05.04 Abertura “Para que estudar a temática indígena na escola?” com Edson Kaiapó
06.22 Encontro 02 “2022 — 2032 Década internacional das línguas indígenas” com Altaci Kokama
07.06 Encontro 03 “15 anos da Lei n 11.645/2008. Como a escola tem retratado os povos indígenas?” com Taíse Soares Zanette, Carine Josiéle Wendland e Jaqueline Cezar Tavares Freire
07.27 Encontro 04 “As línguas indígenas na literatura: entre a escrita e a oralidade” com Lúcia Tucuju
08.03 Encontro 05 “Edição especial da revista virtual MOTUS: narrativas ancestrais Kaingang” com Lucia Morais Tucuju
08.24 Encontro 06 “Literatura Indígena: a palavra como flecha” com Tiago Hakyi
09.14 Encontro 07 “Fàg kar segsó táhn: gufo u sí ag tú /A araucária e a gralha azul: uma histórias dos antigos Kaingang” com Cacique Maurício Vēn Tánh Salvador
09.28 Encontro 08 “Etnoturismo em aldeias indígenas: o Caso da Aldeia Ko’Eju – São Miguel das Missões” com Eneida Brasil e Patrícia Ferreira
10.26 Encontro 09 “Mulheres indígenas: corpos – territórios em resistência!” com Kassiane Schwingel
11.09 Encontro 10 “Kanhgág Êg My Há: para uma Psicologia Kaingang” com Rejane Nunes e Ana Luisa Teixeira de Menezes

Organização
Coletivo Multicultural: Programa TRAMAS Unipampa e NEABI João Bras da Silva (Unipampa Campus Alegrete); Cursos de Engenharias Campus Alegrete – UNIPAMPA; Com apoio: Curso de Letras EAD, polo Alegrete – UNIPAMPA; Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC; Instituto Federal Farroupilha, Campus Alegrete – IFF; Universidade Estatual do Rio Grande do Sul – UERGS; Biblioteca Pública Municipal Mario Quintana.

Dia Nacional da Educação do Surdo e Dia da Língua Brasileira de Sinais

https://www.tre-pe.jus.br/comunicacao/noticias/2021/Abril/23-e-24-de-abril-dia-nacional-da-educacao-para-surdos-e-dia-nacional-da-lingua-brasileira-de-sinais

O Dia Nacional da Educação Para Surdos é comemorado no dia 23 de abril com o intuito de rememorar as lutas e celebrar as conquistas da comunidade surda com a integração de práticas inclusivas no ensino regular.

No Brasil, os surdos só começaram a ter acesso à educação durante o Império, no governo de Dom Pedro II, com o advento da primeira escola de educação de meninos surdos, em 26 de setembro de 1857, na antiga capital do país, o Rio de Janeiro. Com a fundação do Imperial Instituto de Surdos-Mudos (posteriormente renomeado Instituto Nacional de Educação dos Surdos – INES), se iniciou o processo de educação formal dos surdos no Brasil, que passaram a ter uma escola especializada para sua educação.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 5% da população brasileira é composta por pessoas que são surdas, ou seja, esta porcentagem corresponde a mais de 10 milhões de cidadãos, dos quais 2,7 milhões possuem surdez profunda, portanto, não escutam absolutamente nada.

Qual a diferença entre surdo e deficiente auditivo?

Muitas vezes os termos “surdo” e “deficiente auditivo” são tratados como sinônimos, quando na verdade existe uma ampla gama de pessoas que, apesar de terem em comum a perda parcial ou total da capacidade de ouvir, levam vidas completamente diferentes.

De acordo com os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), deficiência auditiva equivale à redução na capacidade de ouvir sons em um ou ambos os ouvidos. Assim, pessoas com perda auditiva, que varia de leve a severa, se enquadram no grupo com deficiência auditiva. Normalmente quem se inclui nesse espectro se comunica pela linguagem oral e faz uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares – dispositivos eletrônicos parcialmente implantados capazes de transformar sons em estímulos elétricos enviados diretamente ao nervo auditivo. A surdez, por sua vez, é definida como a ausência ou perda total da capacidade de ouvir em uma ou ambos os ouvidos.

O aumento do quadro de perda auditiva se deve em parte ao processo de envelhecimento, um fato que atinge a população em nível mundial. Por isso, de acordo com a OMS, a expectativa é de que 900 milhões de pessoas podem desenvolver surdez até 2050.

Diante desse cenário, são crescentes as propostas de novas tecnologias comunicativas e formas de comunicação, com foco na busca por igualdade e acessibilidade. Um destaque importante é a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Ela tem sua origem baseada na linguagem de sinais francesa e é um dos conjuntos de sinais existentes no mundo inteiro com o propósito de realizar a comunicação entre pessoas com deficiência auditiva.

Educação Bilíngue

No final da década de 1970, baseado em conceitos sociológicos, filosóficos e políticos surgiu a “Proposta Bilíngue de Educação do Surdo“. Essa proposta se baseia no fato de que a pessoa com perda auditiva vive numa condição bilíngue e bicultural, isto é, convive diariamente com duas línguas, por isso, duas culturas: a língua gestual e cultural da comunidade surda do seu país e a língua oral e a cultural ouvinte de seu país.

Dessa forma, há o entendimento que na educação de crianças surdas é essencial ter um ensino bilíngue, primeiro Libras e, em segundo, a Língua Portuguesa (ou língua pátria). A defesa do bilinguismo passa pela compreensão da capacidade representativa de Libras para as pessoas com perda auditiva, uma vez que significa uma forma de comunicação que funcional como pré-requisito para outras aprendizagens.

24 de abril Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais: afinal, o que é libras?

Libras é a sigla da Língua Brasileira de Sinais, uma língua de modalidade gestual-visual onde é possível se comunicar através de gestos, expressões faciais e corporais. É considerada uma língua oficial do Brasil desde 24 de abril de 2002, (através da Lei nº 10.436), mesma data em que se comemora o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais. A Libras é muito utilizada na comunicação com pessoas surdas, sendo, portanto, uma importante ferramenta de inclusão social.

Os gestos da Libras, também chamados de sinais, são realizados por meio da junção dos movimentos das mãos e das articulações, além de expressões faciais e corporais. Além disso, a Libras é um importante meio de comunicação para que haja interação entre os surdos, e deles com os ouvintes.

Por isso, essa língua é considerada de suma importância para a comunidade surda e, em geral, toda a população, pois acaba por ter a função de eliminar as barreiras do silêncio que limitam a comunicação entre ambas, de maneira que ocorra a inclusão social. Ao contrário do que muitos pensam, a comunicação da Libras não é somente mímica, pois é composta por um alfabeto, além de uma estrutura linguística e gramatical própria, possibilitando a articulações complexas como qualquer outra língua. É importante ressaltar que esta língua não é universal, pois cada país possui sua própria Língua de Sinais, bem como dialetos e regionalismos, que são as diferenças de linguagem que mudam de acordo com a cultura de cada região.