Dia Internacional dos Direitos Humanos: dignidade é direito em toda idade

Neste ano, em alusão ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) lançou a campanha “Dia Internacional dos Direitos Humanos: dignidade é direito em toda idade”, trazendo um enfoque para a conscientização e combate ao etarismo (forma de discriminação baseada na idade de uma pessoa ou de um grupo).

Abordaremos a respeito de conceitos e linguagem etaristas e sobre o etarismo e as mulheres, exemplificando como o etarismo afeta principalmente o gênero feminino.

REVEJA OS SEUS CONCEITOS

“Parece que o tempo não perdoa…” 

O etarismo não é um problema inerente à idade, mas sim uma forma de discriminação, que gera baixa autoestima, exclusão, insegurança e sensação de inutilidade, como mostrou a revisão da OMS, em 2020. Piadas e comentários desrespeitosos reforçam esses efeitos.

“É só uma brincadeirinha”

É preciso combater piadas relacionadas à idade, bem como a infantilização, evitando usar termos ou linguagem preconceituosa, por exemplo, “solteirona”, “vovozinha”.

“Todo(a) velho(a) é doente”

É necessário evitar generalizações que levam a associações equivocadas e excludentes.

“Esse tipo de roupa não combina com pessoas da sua idade”

Acreditar que para usar roupas, acessórios e até maquiagem e penteados há uma idade certa, reforça estereótipos e restringe a liberdade individual de se expressar.

“Você não está velha(o) demais para fazer essas coisas?

Pessoas idosas podem aprender, inovar, começar novos relacionamentos e assumir novos desafios. Não existe limite de idade para explorar novas possibilidades.

“Aposentadoria como solução”

Sugerir aposentadoria a pessoas idosas que enfrentam dificuldades de adaptação, em vez de oferecer treinamento e acolhimento, fortalece práticas discriminatórias relacionadas à idade.

ETARISMO E MULHERES: UMA DUPLA DISCRIMINAÇÃO

O etarismo afeta as mulheres de forma desproporcional e mais intensa, configurando uma intersecção com o sexismo, muitas vezes chamada de etarismo de gênero.

Enquanto o envelhecimento dos homens é frequentemente associado à experiência, à sabedoria e à autoridade (o “grisalho charmoso” ou “sábio profeta”), o envelhecimento feminino é culturalmente ligado à perda de valor, invisibilidade e obsolescência, principalmente em relação à beleza e à capacidade reprodutiva. Essa disparidade coloca as mulheres em constante desvantagem.

As mulheres estão mais expostas ao sofrimento mental, à sobrecarga, ao não reconhecimento do seu trabalho na esfera doméstica. Além disso, apresentam maiores demandas de cuidado na velhice, mas em relação aos homens, recebem menos cuidados. Como são as principais cuidadoras ao longo da vida, normalmente têm menos oportunidade de se envolverem em um trabalho formal, e quando o tem, isso aumenta ainda mais a sobrecarga de trabalho, gerando menor remuneração, menor probabilidade de se aposentar e maior dependência de benefícios sociais.

Exemplos de como o etarismo afeta principalmente as mulheres:

  • Padrão de beleza inatingível: A sociedade impõe às mulheres uma pressão implacável para manterem uma aparência jovem. Cabelos grisalhos, linhas de expressão e rugas são frequentemente vistos como sinais de “desleixo” ou algo a ser combatido a qualquer custo. Se elas tentam disfarçar os sinais da idade com procedimentos estéticos, são rotuladas como “artificiais”. Essa dicotomia as coloca em uma situação de “perde-perde” constante.
  • Invisibilidade no mercado de trabalho: Mulheres com mais de 40 ou 50 anos enfrentam uma dificuldade muito maior em serem contratadas, promovidas ou até mesmo mantidas em seus cargos, em comparação com homens da mesma faixa etária. Elas são frequentemente vistas como menos adaptáveis a novas tecnologias ou com uma data de validade próxima devido à idade, ignorando sua vasta experiência. Muitas vezes, a maternidade e os cuidados com a família ao longo da vida profissional também contribuem para essa desvalorização.
  • Duplo padrão na mídia e cultura pop: Historicamente, na cultura, a mulher mais velha é frequentemente retratada como a “bruxa má”, a velha rabugenta ou a “desleixada” (se não for extremamente magra e jovem), enquanto o homem mais velho é visto como o “sábio”, o “mentor” ou o “galã maduro”. Essa disparidade de representação reforça os estereótipos negativos sobre a maturidade feminina.
  • Comentários etaristas disfarçados: O etarismo pode se manifestar em elogios superficiais, como: “Nossa, você tem X anos? Nem parece!” ou “Ela é tão jovem de espírito”. Embora pareçam inofensivos, esses comentários reforçam a ideia de que a idade avançada é algo negativo e que o valor da mulher está em “não parecer” ter a idade que tem.

O preconceito etário é um tema relativamente novo no universo da diversidade e inclusão, precisamos nos conscientizar de que somos todos(as) etaristas em desconstrução e que por isso é necessário disposição para aprender juntos(as).

Assim, o convite é para que reflita sobre o que você sente e sobre suas atitudes frente ao envelhecimento, ou a sua indiferença diante desse tema. Pode ser interessante perceber-se, buscar seus reais sentimentos sobre esse assunto, para poder fazer algo a respeito, engajar-se. Cada um de nós tem algo a fazer diante do preconceito e da discriminação pela idade, pois, se não for hoje, a causa do enfrentamento ao etarismo, um dia será de todos(as) nós.

  • Confira nos cards (link aqui) sobre como o etarismo afeta mais as mulheres.

Nossa campanha sobre direitos humanos e etarismo termina aqui! Agradecemos por você ter nos acompanhado e esperamos que o conteúdo compartilhado tenha proporcionado reflexões importantes, incentivando a todos(as) para que sejamos promotores(as) de ambientes de trabalho livres de etarismo.


Reforçamos que os(as) servidores(as) da UNIPAMPA que são ou já tenham sido vítimas de qualquer tipo de discriminação podem contar com o serviço de psicologia, disponibilizado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (psicologia.progepe@unipampa.edu.br) – caso sintam necessidade desse acompanhamento. 

Dia Internacional dos Direitos Humanos: Dignidade é direito em toda idade

Dia 10 de dezembro comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Neste ano, em alusão a esta data, a Divisão de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho (DASST) lança a campanha “Dia Internacional dos Direitos Humanos: dignidade é direito em toda idade”, trazendo um enfoque para a conscientização e combate ao etarismo. A campanha será dividida em dois posts. Neste primeiro, abordaremos sobre o que é etarismo, quais são suas consequências, como o etarismo se manifesta no ambiente de trabalho e como combatê-lo no contexto laboral.

O que é etarismo?

O etarismo – também conhecido como ageísmo ou idadismo –  é uma forma de discriminação baseada na idade de uma pessoa ou de um grupo. Ele ocorre por meio de estereótipos negativos relacionados à idade, resultando em exclusão social e dificuldades no acesso a direitos. Seu impacto se estende à vida pessoal, profissional e social, comprometendo a dignidade, a autonomia e a participação plena de quem o enfrenta.

Diferentemente das demais formas de discriminação, incluindo o sexismo e o racismo, o etarismo é pouco conhecido e debatido, além de ser socialmente aceito e fortemente institucionalizado, o que demanda uma imediata conscientização da sociedade acerca da sua existência e de seus efeitos prejudiciais para a qualidade de vida e a inclusão social da população idosa.

Além disso, difere das demais formas de preconceito e discriminação, porque “teoricamente qualquer pessoa poderá ser atingida por ele ao longo de sua vida e desde que viva o suficiente para envelhecer”, já que o envelhecimento é um processo que atinge a todos indistintamente. Por fim, é importante ressaltar a forma sorrateira como o etarismo se apresenta, inclusive sob a roupagem de cuidado, produzindo uma influência poderosa sobre o comportamento das pessoas. 

De acordo com uma análise realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), realizada com mais de 83 mil pessoas em 57 países, o preconceito em razão da idade é fenômeno universal e transcultural, sendo que a maioria das pessoas desconhecem os estereótipos inconscientes que elas possuem em relação às pessoas idosas, razão pela qual é preciso trazer luz ao tema para que tenhamos a oportunidade de construir uma sociedade mais livre, justa e solidária.

Vivemos a maior transição etária dos últimos tempos, em uma era em que o tabu do envelhecimento ainda aflige a nossa sociedade. Envelhecemos como nação, enquanto nossa sociedade ocidental contemporânea tem como um valor cultural a busca pela eterna juventude. Pouco se fala sobre o envelhecimento populacional no Brasil, mas até 2030, estaremos entre os 5 países com maior percentual de população acima de 60 anos. 

Um reflexo, entre outros fatores, do aumento da expectativa de vida é a postergação da aposentadoria ou seguir trabalhando em nova carreira. Assim, devemos estimular atitudes saudáveis de convivência para que não haja conflitos e a convivência no trabalho seja harmoniosa.

Quais as consequências do etarismo?

O etarismo é um fenômeno universal de grande incidência. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada duas pessoas apresentam atitudes moderadas ou altamente discriminatórias relacionadas à idade. Além disso, é mais prevalente em países de baixa e média renda.

Dentre os impactos psicológicos provocados pelo etarismo, estudos apontam que a discriminação sofrida pode ser fonte indutora de estresse e sofrimento psíquico. É preciso considerar também que o preconceito de idade não está sozinho, mas acompanhado de outras formas de preconceito e discriminação social, como capacitismo, sexismo, racismo e LGBTQIAPN+fobia. 

 

Como o etarismo se manifesta no ambiente de trabalho?

À medida em que uma pessoa envelhece, não só as oportunidades no mercado de trabalho se tornam mais escassas, mas também é comum que pessoas mais velhas fiquem excluídas de cargo ou fiquem à margem de suas próprias equipes, tendo suas opiniões invalidadas. 

Comentários que desvalorizam e desrespeitam a capacidade de aprendizado ou de liderança favorecem o isolamento profissional e limitam a participação ativa. Isso se deve aos estereótipos relacionados aos(às) trabalhadores(as) mais velhos(as), que são percebidos(as) como pessoas mais estáveis e confiáveis, porém, mais lentas, menos flexíveis e com maiores dificuldades de aprendizado e de treinamento. 

O etarismo pode aparecer quando pessoas jovens são vistas como inexperientes, adultos de meia-idade como ultrapassados e pessoas idosas como incapazes de acompanhar mudanças, reforçando barreiras injustas no ambiente corporativo.

Esse fenômeno está presente e sorrateiramente invisível, afetando os(as) servidores(as) com idade igual ou superior a 60 anos, que se sentem discriminados(as) e pressionados(as) a deixar seus cargos para dar lugar aos mais jovens. 

Convidamos você a seguir acompanhando a nossa campanha e auxiliando no enfrentamento ao etarismo!


Os(as) servidores(as) da UNIPAMPA que são ou já tenham sido vítimas de qualquer tipo de discriminação podem contar com o serviço de psicologia, disponibilizado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (psicologia.progepe@unipampa.edu.br) – caso sintam necessidade desse acompanhamento. 

Direitos Humanos sob o prisma da Saúde Mental, Assédio Moral e População LGBTQIAPN+

Em 10 de dezembro, é comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Nesta data, em 1948, foi proclamada pela Assembleia Geral da ONU a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Pela primeira vez, foi estabelecido uma norma comum a todas as nações em proteção universal dos direitos e liberdades individuais e coletivas. 

A declaração define os direitos básicos do ser humano. Em seus trinta artigos, estão listados os direitos básicos independentemente de nacionalidade, cor, sexo e orientação sexual, política e religiosa. Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, ao trabalho e à educação, entre muitos outros. 

Direitos Humanos e Saúde Mental

O Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais reconhece, no artigo 12, que a saúde mental é uma parte integral da saúde. Nesse sentido, os Princípios para a Proteção das Pessoas com Transtorno Mental e para o Melhoramento dos Cuidados em Saúde da ONU apresentam em seu parágrafo 1 que: “todas as pessoas têm direito aos melhores cuidados de saúde mental disponíveis, que devem fazer parte do sistema de saúde e assistência social”.

Os direitos à igualdade e a não discriminação, que se encontram presentes no direito à saúde, também podem ser identificados no direito à saúde mental, na medida em que esse é um direito de todas as pessoas. A discriminação por qualquer motivo, dentro e fora do contexto da saúde mental, é tanto causa quanto consequência de uma saúde mental precária.

A saúde mental, assim como a saúde de forma geral, possui uma relação integral e interdependente com os direitos humanos. A violação dos direitos humanos pode afetar negativamente a saúde mental das pessoas, causando traumas, depressão, ansiedade, entre outros problemas.

Por outro lado, a convergência entre direitos humanos e determinantes da saúde é crucial para promover a saúde mental. A pobreza, a desigualdade, a discriminação e a violência são determinantes sociais que podem afetar negativamente a saúde mental das pessoas. A saúde mental é um direito humano, e a promoção da saúde mental é essencial para garantir a dignidade e a qualidade de vida das pessoas.

Direitos Humanos e Assédio Moral

Os Direitos Humanos mais violados pelo assédio moral são a liberdade, dignidade da pessoa humana e o direito ao trabalho digno, além de ser agressão que fere os princípios constitucionais da Administração Pública, a exemplo da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência.

A vítima de assédio, além de encontrar empecilhos para denunciar tal violência, pode desenvolver desde sintomas físicos causados pelo contínuo estresse – como a fibromialgia – ou outros transtornos psíquicos – como a síndrome de burnout – por se perceber prisioneiro de uma situação sem saída, culminando por vezes na ideação ou ato suicida.

As feridas dos danos psíquicos fecham-se lentamente. A recuperação plena de psicopatologias como depressão, ansiedade, fobias e outras, pode demandar longos meses de tratamento com psicólogos, psiquiatras e outras terapias de longo prazo, para os quais nem sempre os servidores dispõem de recursos financeiros. 

Entra-se num processo cíclico de adoecimento, numa retroalimentação contínua, pois o servidor perturbado, vítima de assédio, reduz seu rendimento no trabalho, o que gera mais assédio, pela insatisfação gerada na chefia assediadora. Como cada indivíduo vai sentir ou reagir ao assédio será extremamente particular, a depender de diversos fatores, do ambiente, dos envolvidos e da história que permeia a relação.

Ainda há muito a se fazer para efetivação dos Direitos Humanos dos servidores públicos, tanto na seara legislativa, para regular e punir o assédio, quanto na conscientização dos servidores e gestores acerca do tema. 

O que a defesa dos direitos humanos tem a ver com o trabalho?

As pessoas são plurais e diversas. Apesar disso, raça, cor, gênero, deficiência, idade, classe social, orientação sexual e identidade de gênero, por exemplo, são características que, de forma interrelacionada, ainda são objeto de diversos mecanismos de discriminação.

Pessoas que sofrem essas formas de discriminação devem ter garantidos acesso a vagas, liberdade de expressão, tratamento respeitoso, proteção contra exploração e assédio, equidade em relação a benefícios e oportunidades de desenvolvimento na carreira.

As discriminações que fazem parte do cotidiano da nossa sociedade estão presentes também na relação com o mundo do trabalho, produzindo diversos efeitos, como: discriminação, iniquidades, violências, exclusão, informalidade e marginalização.

Há múltiplos processos de exclusão no campo do trabalho. Não é o somatório dos marcadores sociais de alguém, mas a forma particular com que se combinam e se potencializam os diferentes eixos de opressão que marcam socialmente as pessoas. Como exemplo de marcadores sociais, podemos citar: gênero, raça, sexualidades e deficiência.

É importante que se trabalhe constantemente a sensibilização da instituição, por meio de campanhas internas, rodas de conversas, discussões coletivas, formação continuada para o corpo de servidores, que leve em conta a equidade de tratamento para os diferentes grupos sociais, considerando as diferentes áreas e setores da organização; a fim de garantir o reconhecimento e os direitos de pessoas negras, mulheres, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIAPN+.

Direitos Humanos e População LGBTQIAPN+

LGBTQIAPN+ é uma sigla que abrange pessoas que são Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Arromânticas/Agênero, Pan/Pôli, Não-binárias e mais. (Para saber mais, clique aqui)

Segundo especialistas, a discriminação contra as pessoas LGBTQIAPN+ alimenta uma espiral de violência a que elas estão sujeitas diariamente e cria um ambiente favorável à sua exclusão de oportunidades em todas as facetas da vida, incluindo educação e participação política e cívica, contribuindo para a instabilidade econômica, a falta de moradia, saúde debilitada, suicídio e assassinatos.

Uma primeira dificuldade ao se fazer um balanço dos direitos dessa população decorre do modo como se produz conhecimento sobre esses sujeitos. Diferentemente de outros recortes populacionais, há poucas estatísticas e indicadores divulgados. Isso se deve à dispersão dessa população, ao caráter sensível da informação sobre a orientação sexual ou identidade de gênero dos sujeitos, mas também ao precário reconhecimento dos mesmos como sujeitos de direitos e ao desprestígio que até pouco tempo poderia atingir pesquisadores envolvidos com a temática. Embora as violações a direitos humanos sejam bem conhecidas e divulgadas pela mídia, a escassez de dados quantitativos dificulta a produção e a avaliação do impacto de políticas públicas.

Ainda que alguns avanços tenham sido alcançados nas últimas décadas, estamos vivenciando uma intensa reversão de direitos. Em 72 países ainda existem leis que criminalizam relações homoafetivas e expressões de gênero, apenas um terço das nações contam com legislação para proteger indivíduos da discriminação por orientação sexual e cerca de 10% têm mecanismos legislativos para proteger da discriminação por identidade de gênero. No Brasil, têm se multiplicado projetos de lei que propõem excluir uniões homoafetivas do rol das entidades familiares reconhecidas, restringir a possibilidade de uso de nome social por pessoas transexuais ou travestis, e até mesmo tem sido ofertadas terapias de reversão sexual.

Algumas medidas que podemos tomar com vistas a garantir os direitos das pessoas LGBTQIAPN+:

  • Proteger os indivíduos de violência homofóbica e transfóbica e prevenir a tortura e o tratamento cruel, desumano e degradante.
  • Educar as pessoas, para conhecimento e conscientização, bem como para evitar a discriminação e estigmatização de pessoas LGBTQIAPN+.
  • Garantir as liberdades de expressão, associação e reunião pacífica para todas as pessoas LGBTQIAPN+.
  • Revogar leis que criminalizam a homossexualidade, incluindo toda a legislação que criminaliza a conduta sexual privada entre adultos.
  • Promulgar leis contra crimes de ódio, que desencorajam a violência contra indivíduos com base na orientação sexual e identidade de gênero.
  • Certificar-se de que indivíduos não sejam presos ou detidos com base em sua orientação sexual ou identidade de gênero, e que não estejam sujeitos a qualquer tipo de exames físicos degradantes destinados a determinar sua orientação sexual.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante direitos essenciais a todas as pessoas da espécie humana. Entretanto, ainda existem desrespeitos aos Direitos Humanos, o que atesta a necessidade de que a luta e o ativismo nunca acabem.

Nos cards, leia como denunciar violências ocorridas no contexto da Unipampa e fora dela.

Também recomendamos a leitura de cartilhas elaboradas anteriormente pela PROGEPE, que tratam sobre racismo, violência contra a mulher, autismo, assédio moral e assédio sexual, através do link.