PIBID ALFABETIZAÇÃO PROPORCIONA PARTILHA DE SABERES COM O QUILOMBO MADEIRA NA EMEF MARCILIO DIAS

No dia 22 de julho de 2026, aconteceu na EMEF Marcílio Dias um importante momento de partilha de saberes, memórias e ancestralidades, proporcionando aos estudantes uma experiência enriquecedora de valorização da cultura afro-brasileira e quilombola. A atividade integrou a proposta “Descolonizando o Currículo Escolar através de Práticas Educativas Inclusivas e Antirracistas: Revisitando Memórias e Ancestralidades do Kilombo Madeira, Construindo Identidade”, desenvolvida pela professora Jenifer Duarte da Costa Moraes e pela pibidiana Suzan Michaella Costa de Paula.

O encontro contou com a presença de integrantes da Comunidade Quilombola (Kilombo Madeira), estudantes, professores, equipe escolar, a coordenadora do Pibid Patrícia Moura e demais participantes que contribuíram para tornar o momento ainda mais significativo. A atividade teve como principal objetivo promover reflexões sobre identidade, pertencimento, diversidade e respeito às diferenças, fortalecendo os laços entre escola, comunidade e universidade.

Um dos momentos mais marcantes da manhã foi a exibição do filme sobre a história do Quilombo Madeira. O filme despertou a curiosidade e o interesse das crianças e adolescentes, que acompanharam atentamente os relatos sobre a trajetória da comunidade, suas lutas, conquistas, tradições e a preservação dos saberes ancestrais transmitidos entre gerações.

Ao longo do encontro, os participantes puderam conhecer um pouco mais sobre a importância das comunidades quilombolas, sua história de resistência e a valorização da
cultura negra. As falas dos integrantes do Kilombo Madeira trouxeram relatos emocionantes que contribuíram para aproximar os estudantes da realidade da comunidade, fortalecendo o reconhecimento das identidades presentes no território e ampliando o respeito à diversidade cultural.

Para a professora Jenifer Duarte da Costa Moraes, ações como essa são fundamentais para a construção de uma educação inclusiva e antirracista, capaz de promover o diálogo, a valorização das diferenças e o reconhecimento das múltiplas identidades que compõem a sociedade brasileira.

Para a pibidiana Suzan Michaella Costa de Paula, acadêmica do curso de Pedagogia, bolsista do PIBID e mulher negra quilombola, o momento foi especialmente emocionante. Compartilhar a história do Kilombo Madeira dentro da escola representou uma oportunidade de dar visibilidade às memórias, às vivências e às lutas da comunidade. Mais do que apresentar conhecimentos, foi um momento de reafirmação da identidade quilombola e de valorização da ancestralidade negra.

A atividade reforçou a importância da aproximação entre escola, comunidade e universidade, mostrando que a construção do conhecimento acontece de forma coletiva,
respeitando diferentes histórias, culturas e experiências. Ao final do encontro, ficou evidente o envolvimento dos estudantes e a relevância de promover espaços que estimulem a reflexão, o respeito e a valorização da diversidade.

Outro momento muito significativo foi a oficina de autorretrato “Qual é a cor da tua
cor?”, que além de homenagear a autora Gladis Kaercher, a idealizadora dos giz de cera
Pintkor “tons de pele”, convidou as crianças a refletirem sobre sua identidade e suas
características físicas. Inicialmente, cada estudante teve a oportunidade de observar
atentamente sua própria imagem em um espelho, percebendo detalhes como a cor da pele, dos olhos, dos cabelos e seus traços únicos.

Em seguida, utilizando os gizes de cera Pintkor, conhecidos por sua ampla variedade de tons de pele, as crianças produziram seus próprios autorretratos. A atividade possibilitou o reconhecimento e a valorização das diferenças, promovendo o respeito à diversidade étnico-racial presente no ambiente escolar, além de estimular a criatividade e a coordenação motora, o momento contribuiu para o fortalecimento da autoestima das
crianças, que puderam se representar da forma como se enxergam, compreendendo que cada pessoa possui sua própria beleza, história e identidade. A construção dos autorretratos resultou em um rico momento de aprendizagem, diálogo e valorização das múltiplas cores que compõem nossa sociedade, fortalecendo o compromisso com uma educação democrática, inclusiva e antirracista e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, sensíveis e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.