Campus São Borja recebe seminário itinerante de inclusão

O I Seminário Itinerante Incluir passou por São Borja ontem, dia 23, destacando os diferentes contextos das políticas inclusivas na educação dos surdos. A Universidade Federal do Pampa realiza o evento com o intuito da envolver as comunidades acadêmica e local na discussão sobre as dificuldades que cada região tem relacionadas com a acessibilidade.

A professora da Universidade Federal de Santa Maria, Marcia Lunardi, ministrou a palestra “A Educação de Surdos no Cenário Contemporâneo: tempo de múltiplas culturas e identidades móveis.” Ela considera que a sociedade vive um momento no qual as discussões sobre a inclusão estão em voga como nunca antes e reúne uma série de elementos que devem ser considerados neste contexto.

Ela problematiza como as pessoas constroem a surdez como alteridade deficiente e que esse conceito parte apenas de uma “invenção daqueles em estado de normalidade”. A proposta foi analisar, por meio de dispositivos pedagógicos, as formas como a surdez vem sendo tratada no contexto educacional contemporâneo, considerando essa também uma questão também cultural. A professora acredita ser necessário mais do que interpretes para uma educação inclusiva de qualidade, ela ainda pontua a necessidade de capacitação e o entendimento de que é relativo considerar alguém diferente:

_ As pessoas não são diferentes no sentido de direitos, mas são diferentes no sentido de experiência. Há um desencontro linguístico e cultural a ser relevado para que invertamos o problema. Assim passamos a ver que a deficiência passa de questão biológica para uma questão retórica, social, histórica e epistemológica.

Atividades acadêmicas de inclusão ganham espaçoAlgumas atividades realizadas na UNIPAMPA, Campus São Borja, sobre a inclusão foram apresentadas no Seminário. Acadêmicos do curso de Jornalismo desenvolveram na disciplina “Comunicação e Criatividade” práticas comunicacionais inclusivas, como produções de áudio.

Ainda houve a socialização da experiência da professora da UNIPAMPA, Roberta Thier, com as práticas estimuladoras e inclusivas vivenciadas no seu período de academia. Na universidade ela elaborou ações para inclusão de deficientes visuais, e em escolas de ensino básico para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. A professora destaca a importância da reflexão sobre as atividades que visão a inclusão:

_ É preciso buscar o que a pessoa deficiente quer, ou seja, pensar a partir das suas necessidades.

Para a acadêmica do curso de Serviço Social, Cristiane Pires, o evento contribuiu para a elaboração das políticas inclusivas que estão sendo desenvolvidas.

_ É importante que a comunidade acadêmica se capacite e complemente as políticas pensadas para a inclusão. Utilizando outras ferramentas para a aprendizagem que sensibilizem todos de que é preciso discutir isso no dia-a-dia, também em sala de aula.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luana Raddatz para Assessoria de Comunicação Social