PIBID INSTITUCIONAL UNIPAMPA | Site de publicações e divulgações do Projeto PIBID-UNIPAMPA | Página: 3

UMA INTRODUÇÃO A ANÁLISE COMBINATÓRIA

No dia 14 de abril de 2026, os estudantes do 5º semestre do Curso Integrado em Informática do IFSul – Campus Bagé participaram de uma atividade prática voltada ao estudo da Análise Combinatória. A ação, conduzida pelos pibidianos, teve como objetivo tornar a aprendizagem do princípio multiplicativo mais dinâmica, envolvente e significativa.  A proposta foi estruturada em formato de desafio, utilizando materiais concretos e recortes para facilitar a visualização de quantidades e a construção da árvore de possibilidades conceito central da aula. Organizados em grupos, os alunos enfrentaram problemas matemáticos, aplicando conceitos teóricos de maneira colaborativa e competitiva. Essa abordagem estratégica permitiu que os estudantes explorassem, na prática, as diversas combinações e resoluções, transicionando da teoria tradicional para uma experiência sensorial e lúdica.

Ao promover o pensamento criativo dos alunos, a atividade demonstrou como estratégias didáticas inovadoras podem transformar o ambiente escolar. A iniciativa estimulou não apenas o raciocínio lógico e a tomada de decisão, mas também o trabalho em equipe e a autonomia dos participantes. Com essa prática, o estudo da Análise Combinatória consolidou-se como um processo participativo e contextualizado, evidenciando que a matemática, quando explorada de forma criativa, torna-se uma ferramenta poderosa para a
formação acadêmica.

PIBID UNIPAMPA: experiências que transformam

Desde agosto de 2025 nosso núcleo do subprojeto Letras-Português adotou uma proposta de escrever relatos de experiência sobre nossa inserção nas escolas parceiras do Pibid e publicar esses textos no Jornal Universitário do Pampa (JUNIPAMPA). As publicações começaram com um relato do professor Nathan, nosso coordenador de área, depois se seguiram os relatos das três professoras supervisoras, Josiane, Juliane e Eduarda em um texto escrito coletivamente. A dinâmica de escrita dos trabalhos dos bolsistas foi orientada por grupos de estudantes conforme seu perfil no curso, assim, reuniram-se em um primeiro relato dos BIDs aqueles que já concluíram os estágios ou estavam nessa fase da licenciatura ao ingressar no Pibid. O segundo relato foi com base no grupo de bolsistas que estavam, então, na fase anterior aos estágios supervisionados. O terceiro relato reuniu estudantes no começo do curso, conhecendo a escola antes dessa etapa tão importante com um olhar de professores-bolsistas já. O quarto e último relato dos Bids reuniu estudantes que ingressaram no meio do ano de 2025 no Pibid e escreveram em conjunto. Assim, entre 15 de agosto de 2025 e 23 de fevereiro de 2026 nosso núcleo se envolveu com a escrita e a publicação desses relatos de experiência que demonstram os caminhos percorridos por cada um dos sujeitos do Pibid em nosso núcleo, abaixo colocamos os links de acesso a todos os textos conforme a data de publicação original.

Sobre o trabalho que envolveu a escrita desses relatos, tecemos algumas considerações que consideramos pertinentes. Em nossa leitura, esses relatos representam, de forma consistente, a importância do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na formação inicial de professores, destacando seu impacto ao longo de toda a trajetória acadêmica dos licenciandos.

Os textos apontam que a formação docente ultrapassa os limites da aprendizagem teórica, constituindo-se também nas experiências vividas, nas relações estabelecidas no ambiente escolar e nas práticas pedagógicas desenvolvidas no cotidiano. Nesse sentido, o PIBID se apresenta como um espaço formativo ampliado, no qual se constrói um “excedente de saber”, marcado pela articulação entre conhecimento acadêmico, sensibilidade pedagógica e compromisso social.

De forma integrada, os textos convergem para a compreensão de que o PIBID constitui uma experiência formativa contínua e transformadora, presente em “todos os tempos” da formação acadêmica. Sua atuação promove a aproximação entre universidade e escola, potencializa a articulação entre teoria e prática e contribui para a formação de professores mais preparados, autônomos e conscientes de seu papel social.

Desse modo, entendemos que o PIBID consolida-se como uma política pública fundamental para o fortalecimento da formação docente, promove impactos significativos que ultrapassam o percurso acadêmico dos licenciandos e alcança as escolas parceiras, as universidades e a qualidade da educação pública. As experiências relatadas atestam que o programa contribui não apenas para o aprimoramento técnico-profissional, mas também para a construção da identidade docente, para o desenvolvimento do compromisso social e para o fortalecimento da segurança necessária ao exercício da profissão.

Links de acesso às publicações:
1) Relato de experiência Coordenador de Área (15/08/2025): Ano 13 Nº 30/2025 Excedente de saber – sobre formar-se professor
30/2025 Excedente de saber – sobre formar-se professor
2) Relato de experiência professoras supervisoras do núcleo (15/09/2025): Ano 13 Nº 39/2025 Experiências, lembranças e reflexões: três olhares para o papel da supervisão no PIBID
3) Primeiro relato de experiência dos BIDs (15/10/2025): Ano 13 Nº 54/2025 O PIBID em minha experiência de formação após ou durante os estágios
4) Segundo relato de experiência dos BIDs (15/11/2025): Ano 13 Nº 61/2025 O PIBID em minha experiência de formação antes dos estágios
5) Terceiro relato de experiência dos BIDs (15/12/2025): Ano 13 Nº 72/2025 O PIBID em minha experiência de formação no começo do curso
6) Quarto relato de experiência dos BIDs (23/02/2026): Ano 14 Nº 03/2026 PIBID EM TODOS OS TEMPOS

Por: Dergys Demiris de Oliveira Soares (BID), Mariane Ximendes de Souza (BID), Veridiana Veríssima Camargo Machado (BID) e Prof. Nathan Bastos de Souza (C.A. do Núcleo)

PIBID Matemática Itaqui promove atividade interdisciplinar inovadora com estudantes do Ensino Médio

Em uma iniciativa que uniu teoria e prática de forma criativa, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) de Matemática de Itaqui desenvolveram uma atividade interdisciplinar em uma das escolas-campo do projeto, envolvendo estudantes do Ensino Médio na construção e análise de termômetros analógicos e digitais.
A proposta teve início no laboratório da escola, onde os alunos, orientados pelos pibidianos, realizaram experimentos com diferentes substâncias líquidas. A escolha dos componentes foi guiada por conceitos da Química, considerando propriedades como dilatação térmica e sensibilidade às variações de temperatura — fatores essenciais para o funcionamento de um termômetro.
A partir dessas análises, os estudantes construíram um termômetro analógico artesanal, estabelecendo uma escala própria. Nesse sistema, foi definida uma relação não convencional: 0º na escala Celsius correspondia a 20º na nova escala (Ao), enquanto 50º Celsius equivalia a 100º Ao. Essa etapa exigiu raciocínio matemático para compreender e estabelecer a proporcionalidade entre as escalas, promovendo discussões sobre funções afins e conversão de unidades.
Na sequência, a atividade avançou para a área da robótica educacional, onde os alunos construíram um termômetro digital utilizando sensores e programação básica. Essa etapa ampliou a experiência ao integrar tecnologia ao processo de aprendizagem, permitindo a comparação entre medições analógicas e digitais.
O encerramento da atividade foi marcado por uma análise matemática das escalas construídas. Os estudantes investigaram a relação entre as duas medidas de temperatura, formalizando expressões algébricas que descrevem a conversão entre Celsius e a escala Aº, consolidando na prática conceitos trabalhados em sala de aula.


A ação destacou-se pelo seu caráter interdisciplinar, integrando conhecimentos de Química (na escolha dos líquidos e propriedades térmicas), Física (na compreensão dos
fenômenos de dilatação e variação de temperatura) e Matemática (na construção, análise e modelagem das escalas).
Mais do que aprender conteúdos, os alunos vivenciaram o processo científico de investigação, experimentação e análise, tornando o aprendizado mais significativo e contextualizado. A atividade reforça o papel do PIBID na formação de futuros professores e na promoção de práticas pedagógicas inovadoras nas escolas públicas.

Bolsistas do Subprojeto Interdisciplinar Física e Química participam V Encontro das Licenciaturas da Região Sul – V ENLIC SUL

O V ENLIC SUL promoveu debates em torno da temática Formação docente: para onde queremos ir? A transformação pela práxis durante os três dias de evento, período em que ocorreram diversas apresentações de trabalhos contando com sessões presenciais, na Universidade de Caxias do Sul e de forma online com participantes de toda a região sul.
Os bolsistas do projeto interdisciplinar Física e Química participaram do evento de forma online em que apresentaram trabalhos com reflexões sobre a contribuição do Pibid na formação de professores de Física e Química, articulando teoria e prática. Dentre os trabalhos apresentados, destaca-se do professor supervisor Everton Machado, mostrado na imagem abaixo, em que evidenciou a construção da identidade profissional dos licenciados e supervisor, ao promover a articulação entre teoria e prática, estimulando o desenvolvimento de metodologias interdisciplinares e contextualizadas relevantes para o modelo de ensino integral. Mas também, que o Ensino Médio em Tempo Integral, realidade em muitas escolas, ainda é desafiador pela infraestrutura das escolas e pelo cansaço apresentado pelos estudantes no contraturno, necessitando um olhar crítico e atento na formação inicial de professores de química e física para esses novos modelos e o fortalecimento do trabalho colaborativo entre universidade e escola.

Os trabalhos das bolsistas Giovanna Tordin, Maria Eduarda Cebage, Maria Eduarda Rangel como relato de experiências, abordaram reflexões  sobre a prática, a partir da análise dos registros em seus webfólios do ano de 2025 e a Naiana Menezes apresentou sobre a abordagem temática da química do chocolate. 

Todos os trabalhos evidenciaram a transformação pela práxis, reflexão sobre a prática articulada com a teoria possibilitada pelos registros periódicos dos bolsistas em seus webfólios.

Pibid Letras Português no V ENLIC-SUL 2026

Entre 13 e 15 de abril de 2026, o Núcleo 1 do Subprojeto Pibid Letras Português da Unipampa participou do evento V Encontro das Licenciaturas da Região Sul (V ENLIC Sul), apresentando, de forma online, importantes experiências pedagógicas que reafirmam o papel transformador da leitura e da escrita na educação básica. Nos trabalhos apresentados, destacaram-se iniciativas com o foco em formação de mediadores/as de leitura, clubes de leitura e na escrita criativa, desenvolvidas em escolas de Bagé/RS. Segue abaixo uma síntese do trabalhos apresentados que representaram o núcleo:

● Clube do Livro na Formação de Leitores e de Professores Mediadores de Leitura: trabalho elaborado pelas bolsistas de iniciação à docência Renata Dill Duarte Silva; Êmilly Fuques Pereira; pela supervisora Flávia Azambuja e pelo coordenador Adriano de Souza, este trabalho relatou uma experiência na EMEF Dr. João Severiano da Fonseca, com turmas de 8º e 9º anos. Utilizando obras de literatura disponíveis da biblioteca escolar, como Devezenquandário de Leila Rosa Canguçu e Os Fanzineiros, o projeto promoveu a mediação de leitura e a socialização de saberes através de atividades criativas, como diários expandidos e murais interativos, auxiliando os alunos a superarem o medo de falar em público e a se envolverem emocionalmente com as narrativas.

● Clube do Livro na Escola Luiz Maria Ferraz (CIEP): trabalho elaborado pela supervisora Fernada Saggiomo e pelo coordenador Adriano de Souza, esta apresentação abordou a criação de uma comunidade leitora no contexto escolar. Através de rodas de leitura compartilhada de contos de Luiz Vilela e Edith Nesbit, o projeto buscou tornar a leitura uma prática social significativa, resultando em maior engajamento crítico dos estudantes e na qualificação da formação docente das bolsistas mediadoras.

● Da Escrita ao Palco – Oficinas de Roteiro Teatral no Ensino Médio: com o foco em turmas de Ensino Médio Integral da Escola Professor Justino Costa Quintana, este trabalho, que foi elaborado pela bolsista de ID Érika Paulina Amado Barbosa, pela supervisora Ana Paula Castro Pinheiro e pelo coordenador Adriano de Souza, apresentou um relato sobre as oficinas de escrita autoral que culminaram na encenação de peças teatrais. Os alunos vivenciaram o processo de escolarização do gênero dramático, transformando suas histórias em roteiros com diálogos e indicações cênicas, o que potencializou tanto a autonomia na escrita quanto o desenvolvimento de competências socioemocionais durante os ensaios e apresentações.

A participação do núcleo no V Enlic-Sul evidenciou a importância da parceria entre universidade e escola na construção de práticas pedagógicas que valorizem a autoria e a sensibilidade dos estudantes e a construção do protagonismo na iniciação à docência. Por fim, a participação representa uma etapa importante na socialização acadêmica da produção dos trabalhos do núcleo do ano de 2025.

INSTITUTO PADRE FRANCISCO GARCIA DESENVOLVE UMA COMEMORAÇÃO VOLTADO AOS 400 ANOS DAS MISSÕES JESUÍTICAS

O grupo de pibidianos do Instituto Padre Francisco Garcia que compõem o núcleo interdisciplinar de sociologia estão desenvolvendo uma comemoração dos 400 anos das missões jesuíticas. A relação com a temática se dá a partir do envolvimento do nome que a escola leva, Padre Francisco Garcia que foi ‘’fundador da redução Jesuítica de São Francisco de Borja, atual município de São Borja, que recebeu essa denominação em homenagem a São Francisco de Borja e Aragão, jesuíta que atuou na Direção da Ordem’’ (Vasques, 2026, n.p.).

Em suma, esta ação tem por objetivo ‘’qualificar o ensino do tema Missões 400 anos na escola, fomentando e motivando educadores, educandos e comunidade a agirem como influenciadores (multiplicadores) sobre a importância das Missões na formação do RS’’ (Vasques, 2026, n.p.). Com isso, trabalhando a questão histórica, patrimonial e arqueológica. Trazendo do passado a história que muito foi marcante e esquecida pela população ao longo dos anos. Nessa perspectiva:

‘’à identificação e interpretação dos vestígios materiais remanescentes, dos espaços de vivências e das práticas habituais dos diferentes grupos que viveram na antiga redução de São Borja e arredores regionais, inserindo-os no processo de ocupação da área numa perspectiva espacial e temporal contínua aos idos imediatos’’ (Vasques, 2026, n.p.).

A partir disso, a relevância da construção de um retrato que marque a memória cultural e tradicional regional é de suma importância. Ademais, o trabalho em equipe desenvolvido entre os pibidianos é um grande ato colaborativo. Onde cada estudante da área de humanidades que integra o PIBID tem a oportunidade de desenvolver suas práticas docentes direto com a realidade educacional da rede básica de ensino e a participação de pesquisas que surgem ao decorrer de seus dias nas escolas parceiras. Este trabalho significa não apenas uma ação coletiva, mas também um despertar a história local desconhecida por muitos que integram o Instituto Padre Francisco Garcia e a comunidade local.

Créditos
Texto: Gabriella A. Dornelles
Fotografia: Luciano Gattiboni Vasques

IDENTIDADE E MEMÓRIA: A PRODUÇÃO DE UM LIVRO ILUSTRADO SOBRE A HISTÓRIA DO COLÉGIO ESTADUAL GETÚLIO VARGAS

Inaugurada em 1913 na cidade fronteiriça de São Borja, às margens do rio Uruguai, surge uma das escolas que a partir daquele ano estaria a transformar a educação são-borjense. Hoje com um século de história, vivências e ensinamentos, o Colégio Estadual Getúlio Vargas (CEGV) conta com uma rede de ensino de turno integral em administração iniciada pelos 1° anos do ensino médio, ademais, encontramos turmas de ensino fundamental anos iniciais (4° e 5/ série) anos finais e o antigo ensino médio.

Posterior a isso, o Programa Institucional de bolsa de iniciação à docência (PIBID) que acontece no CEGV desenvolveu uma proposta da criação de um livro ilustrado que conta a história da escola, relatos de ex-alunos, professores e funcionários. Com o objetivo de retratar a memória da escola centenária e gerar com os alunos uma produção única e envolvente do protagonismo do aluno. A presente iniciativa envolve ‘’estudantes do 8o e 9o ano do Ensino Fundamental, com a colaboração de alunos do 2o ano do Ensino Médio’’ (Ferreira; Souza, 2025. n.p.).

Além disso, contamos com um apoio e considerações do supervisor geral do núcleo interdisciplinar de sociologia, onde foi apresentado a proposta e detalhado alguns acertos para um melhor desenvolvimento do projeto. Na primeira etapa 1 será a sensibilização, composta por um levantamento de conhecimentos prévios e apresentação dos objetivos do projeto aos alunos e a direção no mês de março. Na segunda etapa está prevista a realização de uma pesquisa aprofundada sobre o tema proposto e na terceira etapa a produção textual no mês de Maio. Ademais, o cronograma irá contar com um momento para a criação das ilustrações feita através dos alunos e a criação de um documentário de todo o desenvolvimento do projeto.

Por fim, é de suma importância a realização deste livro que não apenas será um produto feito pelos pibidianos da sociologia, mas também será um material de apoio aos professores e demais cidadãos são-borjenses que buscam entender e pesquisar sobre a história do colégio trazendo em memória todos os momentos vividos que ultrapassa um século de existência de uma educação pública, respeitosa e transformadora.

Créditos
Texto: Gabriella A. Dornelles
Fotos: Luise Guimarães e Gabrieli Souza
Referência
FERREIRA, SOUZA. A História do Colégio Estadual Getúlio Vargas: memória, identidade e produção de livro ilustrado e documentário escolar. São Borja, 2026.

NOVA SUPERVISORA ASSUME NO NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DA SOCIOLOGIA NO DIA 24 DE MARÇO

Ao se pensar em um novo ano encontramos novas mudanças, inclusive no núcleo interdisciplinar de sociologia. Mudanças essas que recebemos uma nova supervisora que irá compor o grupo do PIBID interdisciplinar, nos trazendo outra vez olhares para a formação docente de cada pibidiano que está na caminhada para sua formação como futuros professores da área de humanidades.

A partir disso, a professora Maíra Lago Fontoura assume como responsável em liderar os alunos que compunham a antiga Escola Estadual de Ensino Médio Tricentenário ex-participante do PIBID e passa a conviverem em um outro ambiente escolar, cheio de novos aprendizados e novos ensinamentos.

Assumir a supervisão do PIBID, na E.M.Vicente Goulart representa, para mim, uma oportunidade de crescimento profissional e humano. Tenho a expectativa de contribuir para a formação inicial dos futuros professores, oferecendo um espaço de diálogo, observação, reflexão e prática docente. Espero que juntos possamos contribuir para uma educação de qualidade e a formação de professores engajados no processo de ensino-aprendizagem, bem como na formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade. Desejo criar um ambiente colaborativo, no qual os bolsistas se sintam motivados a experimentar, refletir e construir práticas pedagógicas significativas para os alunos. Acredito que essa parceria seja enriquecedora para todos os envolvidos. O que nos trará novos olhares e perspectivas para contribuir de maneira positiva com a educação pública. (Fontoura, 2026)

A Escola Municipal Vicente Goulart, localizada no município de São Borja, foi fundada em 1955. Com o objetivo a formação integral do cidadão que conta com uma educação infantil ao ensino fundamental anos finais. Sob direção de Daniele Guisolfi, a escola conta hoje com 243 alunos prezando a qualidade do ensino e dos espaços oferecidos aos estudantes. Além disso, a escola conta com suporte a pessoas com deficiências (PCDs), atendimento AEE, monitores para auxiliar os alunos para que seja trabalhado a inclusão em sala de aula e a participação plena das atividades realizadas pelos demais colegas. Um ambiente escolar que marca a infância de quem passa pela Escola Municipal Vicente Goulart, composta por uma rede docente qualificada e preparada para desenvolver o conhecimento da criança e do adolescente.

Créditos:
Texto: Gabriella A. Dornelles
Fotografia: Gianna Cacciatore
Participação especial: Maíra Lago Fontoura

PROJETO MATEMÁTICA ANTIRRACISTA

Durante o mês de março de 2025, a professora supervisora Nathália Batista, em colaboração com o PIBID, iniciou um Projeto de Educação Antirracista na Escola Estadual de Educação Básica Professor Justino Costa Quintana. O projeto teve início com a leitura dirigida do artigo “Práticas antirracistas na sala de aula”, seguida da elaboração de uma reflexão escrita individual e de uma discussão em grupo acerca dos principais aspectos abordados no texto. Após esse momento, a supervisora, juntamente com os bolsistas ID, iniciaram a organização de um evento que será realizado no Dia Nacional da Matemática na referida escola. Para isso, os bolsistas ID realizaram pesquisas sobre jogos matemáticos africanos, nas quais foram apresentados os jogos Bolotoudou, Mancala, Shisima, Fanorona e Seega, além da criação de um mapa mental colaborativo, objetivando contemplar fatos históricos da matemática oriundos do continente africano, valorizar personalidades negras de destaque na matemática e evidenciar objetos matemáticos antigos de origem não europeia.

XADREZ COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM MATEMÁTICA

Data da atividade: 17/03/2026

Para darmos início às atividades do PIBID no ano de 2026 na Escola Municipal Téo Vaz Obino, em parceria com a equipe diretiva da escola, começamos a trabalhar um dos jogos de tabuleiro mais antigos do mundo, o xadrez. A proposta pedagógica que une a disciplina de matemática ao jogo de xadrez traz para dentro da sala de aula o desenvolvimento do raciocínio lógico, a compreensão e a capacidade de tomada de decisões, além de poder ser trabalhada com todas as turmas, sejam elas do 6º ao 9º ano. A atividade teve início com uma aula expositiva, onde os alunos tiveram seu primeiro contato com o jogo, conhecendo sua origem e trajetória através do tempo e sua importância cultural, sendo trabalhadas também as funcionalidades de cada peça e sua localização no tabuleiro dando início a primeira partida. Os alunos puderam perceber que o xadrez vai além de um jogo de tabuleiro, mas sim que envolve o planejamento, análise de possibilidades, antecipação de jogada e a resolução de problemas, habilidades essas que conversam diretamente com o pensamento matemático e sua aplicação no cotidiano.

Na segunda aula, foi retomada a movimentação de cada peça e começamos a montar o tabuleiro corretamente, dando início a uma partida amistosa onde quem sabia um pouco mais ensinava os que não conheciam e, assim, tivemos diversos alunos que entenderam o conceito do jogo e os bolsistas ajudavam quando viam a possibilidade. A atividade se estenderá pelos próximos meses com o objetivo de deixar os alunos aptos a jogarem sozinhos e realizarem competições internas ou, quem sabe, até mesmo externas, com o objetivo da equipe diretiva de manter a cultura do jogo na escola, fazendo com que os próximos alunos comecem já desde cedo a desenvolver suas habilidades no jogo.