Fonética e fonologia: por quê? para quê?

Fonética e Fonologia: Por quê? Para quê?

A terceira edição do projeto Capacitações PET de dois mil e vinte um, “Fonética e Fonologia: Por quê? Para quê?”, foi ministrada pela Profa. Dra. Aline Neuschrank, no dia nove de dezembro. Atualmente, a professora atua na Universidade Federal de Pelotas, mas recentemente teve uma passagem pelo curso de Letras da Universidade Federal do Pampa, campus Jaguarão, dando um tom de reencontro com ex-alunos e colegas professores.

   Lembrando que a Fonética e Fonologia são cadeiras obrigatórias do curso, nossa capacitação, em parceria com a professora, tinha como objetivo apresentar a área de pesquisa para os que não a conheciam e para os alunos que já tiveram contato para que possam revisar alguns conteúdos e despertar o interesse por novas pesquisas. Petianos no grupo também desenvolvem pesquisas na área da Fonética e Fonologia, destacando a importância deste reencontro com a professora Aline. As discussões levantadas na capacitação percorrem diferentes sub áreas, começando pela descrição de Fonética e Fonologia, nas palavras da professora Aline, “a área que investiga a produção e a recepção dos sons da fala humana”. Além de uma descrição mais geral, as três vertentes da Fonética foram destaque na exposição, sendo elas: Fonética Articulatória, Fonética Acústica e a Fonética perceptual ou auditiva.

   Como curso de Letras e grupo PET sabemos da importância que se tem em estar em constante contato com o aparelho vocal humano, a gramática dos sons, o alcance de uma pesquisa em Fonética e Fonologia, nesta tarde tivemos o privilégio de estar na presença de uma grande pesquisadora da área e diminuir um pouco a distância, mesmo que virtualmente.

 

Produção de videoaula no PowerPoint

Produção de videoaula no PowerPoint 

Na tarde do dia 8 de abril de 2021 aconteceu a oficina “Produção de videoaula no Power Point”. O evento faz parte do projeto Capacitações PET e foi ministrado pelo Prof. Dr. Walker D. Pincerati. O encontro ocorreu via Google Meet, em decorrência da pandemia e do isolamento físico causado pelo COVID-19.

A ideia dessa oficina surgiu em meio ao contexto de estágio remoto, em que os acadêmicos da UNIPAMPA, Câmpus Jaguarão, precisaram se adaptar e produzir vídeoaulas para suas turmas de regência. No evento, o professor Walker se utilizou do programa amplamente conhecido, e de fácil manuseio, Power Point, a fim de capacitar os participantes do evento em um programa já popularizado.

Os presentes aprenderam dicas de como montar uma apresentação no Power Point que poderia ser gravada com imagem e áudio e, assim, transformada em uma apresentação audiovisual. Dessa forma, o PET Letras cumpriu com o objetivo específico do Capacitações PET, oportunizou contato contínuo do grupo PET com pessoas da comunidade acadêmica e externa; e ofertou, no espaço acadêmico, oportunidade de socialização de conhecimentos que raramente são tematizados.

Escola da ponte: espaço e tempo de encontro

Escola da ponte: espaço e tempo de encontro 

   A quarta edição do projeto Palestras PET, “Escola da Ponte: espaço e tempo de encontro”, ministrada pela professora Maria Fátima Pacheco, no dia dois de dezembro de dois mil e vinte um, contou com a participação da comunidade acadêmica e externa. O que todos presentes nesse encontro tinham em comum? Lembrando as palavras de Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido, “a prática docente crítica, implicante do pensar certo, [que] envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer” (FREIRE, 1996, p. 21), ou seja, os participantes, junto com Fátima Pacheco, debateram as ações da Escola da Ponte, que atravessa o tempo, pois se mantém em pleno funcionamento desde o ano de mil novecentos e setenta e seis.

   Além disso, a escola atravessa o espaço, sendo uma instituição de Portugal, chegando em outras geografias e fazendo com que os educadores e educandos se tornem divulgadores de experiências voltadas à educação, foi com este movimento que suas vozes chegaram até Jaguarão. Naquela tarde, dúvidas foram tiradas através de uma conversa que fluía naturalmente, já que a prática docente em uma escola totalmente diferente do que estamos acostumados desperta interesse. Alunos em busca de sua própria autonomia construída com e através do outro, não são classificados por séries ou idade, tornando a escola um lugar mais inclusivo e diversificado, estimulando a emancipação dos educandos.

   Esta palestra serviu de inspiração para todos os presentes, que puderam refletir sobre outras formas de fazer educação, sobretudo para o PET Letras, um programa que preza pela tutoria e horizontalidade em suas atividades e ações, visto que os petianos constroem e aplicam seus próprios projetos e neles desenvolvem também a autonomia e a reflexão.

Lattes: preenchimento e atualização

Lattes: preenchimento e atualização

   Na tarde do dia vinte e nove de setembro do ano de dois mil e vinte e um, na modalidade remota através da plataforma Skype, aconteceu a 2º oficina do projeto de extensão LICPET, com a temática “Lattes: preenchimento e atualização”, ministrada pela egressa do curso e doutoranda pela UFPel Caroline Gonçalves Feijó-Quadrado. Durante a atividade, podemos notar a extrema a dedicação a sua elaboração, uma vez que passávamos por um contexto de recentes quedas na plataforma Lattes, a doutoranda Caroline Feijó se planejou até mesmo para esses pequenos improvisos, reunindo prints com partes da plataforma que seriam citadas e explicadas na oficina, deixando evidente como a atividade foi pensada com carinho/cuidado pela ministrante.

   A egressa e TAE do campus Jaguarão, demonstrou domínio em seus conhecimentos da plataforma ao tratar de sua principal função, exemplificando que se trata de um currículo que contém todas as produções, áreas de interesse acadêmico, participações em atividades, entre outros, e que devemos preenchê-lo conforme nossos interesses, o perfil que pretendemos demonstrar, até chegar aos meios mais utilizados da plataforma, como por exemplo para concorrer a processos seletivos. Caroline Gonçalves Feijó-Quadrado apresentou outros dados que estão sendo bastantes utilizados na plataforma atualmente, como são os casos dos DOI, código alfanumérico que possui link único (permanente) de identificação de produções e o ID (Identificador digital). Nessa tarde de setembro, proveitosa e de muito conhecimento, tivemos a oportunidade de nos aproximar da TAE e egressa de nosso campus, além de abrir espaços para futuros convites.

Por: Maria Ingrid de Macedo

Clube: contos lygianos

Contos Lygianos 

   Com diferentes vozes que nos constituem (Bakhtin)  -e aqui, nos referimos, sobretudo, como futuros professores de língua, materna ou não- retomamos as reflexões do pesquisador Larrosa no que toca à experiência no processo de formação docente. Para esse autor, […] É incapaz de experiência aquele quem nada lhe passa, a quem nada lhe sucede, a quem nada lhe toca, nada lhe chega, nada lhe afeta, a quem nada lhe ameaça, a quem nada lhe fere (LARROSA, 2004, p.161). Dessa forma, supomos que, como num conto de Lygia Fagundes Telles, podemos ser tanto o caçador quanto a caça perante o texto, em especial o literário. Porém, o importante no momento da leitura é a exposição, nossa maneira de ex-por-nos, com tudo o que isso tem de vulnerabilidade e de risco (Larrosa, 2004, p.164).

   Posto isso, acreditamos que a última edição do projeto Clube do Livro, de 2021, que ocorreu na última sexta-feira, 04 de março, intitulada “Contos Lygianos”, nos lançou ao diálogo -despidos de teorias rígidas, estruturalistas, etc, que nos perseguem- com as reflexões de Larrosa e outros autores como Giorgio Agamben. Estas reflexões nos permitiram, a partir da leitura dos contos “Venha ver o pôr do sol” e “Natal na Barca”, ambos da escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, um momento de partilha genuína entre os participantes que comentaram suas impressões, dúvidas e possíveis interpretações que perpassam desde a construção da heroína feminina, representada por Raquel em “Venha ver o pôr do sol”, até a presença da morte de si versus a do outro, em “Natal na barca”. Vale ressaltar que, a atividade foi encerrada com mais de uma hora de duração e contou com um número expressivo de participantes.

         Por Icaro Cesar

Referência

LARROSA, J. Linguagem e educação depois de Babel. Tradução de Cynthia Farina. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

TELLES, Lygia Fagundes. Pomba enamorada ou Uma história de amor e outros contos escolhidos. L&PM Pocket. Porto Alegre, 2013.

Criando uma sequência didática de língua espanhola na perspectiva fronteiriça

Criando uma sequência didática de língua espanhola na perspectiva fronteiriça

 “Esse universo foi delimitado por linhas divisórias, que separam impérios e países; mas que mesmo assim, não puderam impedir o surgimento de uma cultura […]”. (Aldyr Garcia Schlee, Dicionário da cultura pampeana sul-rio-grandense)

   Nós do PET Letras estamos localizados em uma região de fronteira, especificamente, na fronteira de Jaguarão (BR) com Rio Branco (UY). Em nossa universidade há licenciaturas nas línguas portuguesa e espanhola, sendo assim procuramos enaltecer e destacar a grande importância desse espaço fronteiriço na educação. 

   No dia 10 de dezembro de 2021, realizamos uma capacitação abordando a criação de sequências didáticas para o ensino de língua espanhola. Nesse evento, rico em trocas e ensinamentos, contamos com a presença da Profª Drª Jorgelina Ivana Tallei como ministrante, que é docente da UNILA,  universidade federal sediada em um espaço fronteiriço: a tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.  Viver neste espaço fronteiriço é viver dentro de uma enorme riqueza cultural, onde línguas, países e várias tradições e costumes se chocam, completam e mesclam formando esse espaço de fronteira. A ministrante nos provou que quando enxergamos com outro olhar coisas simples do cotidiano de uma fronteira se tornam excelentes materiais didáticos. Uma notícia no jornal ou revista do país vizinho, folhetos de supermercado, a moeda, placas de trânsito, placas de restaurantes e comércios, visitas ao país vizinho e os famosos amigos e parentes do outro lado… entre muitas outras oportunidades.

Por: Eduarda Costa Simões.       

Sujeitos, enunciados e (re)existências em tempos sombrios 

Sujeitos, enunciados e (re)existências em tempos sombrios 

   O grupo PET Letras Jaguarão compreende a importância de promover um diálogo aberto e elucidativo com a comunidade acadêmica e externa, principalmente em tempos difíceis para a educação brasileira, como o atual. Este foi o contexto em que a 3ª edição do projeto Palestras PET intitulada “Sujeitos, enunciados e (re)existências em tempos sombrios”, foi planejada. A atividade contou com a participação do docente do curso de licenciatura em História, Prof. Dr. Caiuá Cardoso Al-Alam, do campus Jaguarão, e o discente do curso de História e represente discente do movimento estudantil EPAED (Estudantes por Assistência Estudantil Digna) para uma tarde de diálogo que ocorreu no dia primeiro de outubro de dois mil e vinte e um, de forma remota, via Google Meet.

   A atividade se desenvolveu permeada por um tom poético do início ao fim, sucedida por momentos de participações com recitações de poemas e citações de livros que dialogam o atual cenário da educação brasileira, permitindo reflexões sobre como sermos resistência em tempos em que sonhar com a educação é difícil. Para além do mais, na palestra foram abordados assuntos como a BNCC, que excluiu a carga horária de diversas disciplinas do ensino médio, restringindo-se para as áreas do mercado de trabalho, e o impacto que pode gerar no sistema educacional futuramente.

   Além das reflexões propostas sobre o atual descaso com que é tratada a educação brasileira, também debatemos os cortes que vem ocorrendo nos últimos anos no ensino público superior. Nesta tarde de sexta-feira, foi perceptível como a importância da arte e da cultura como maneiras de resistência, e mais do que isso, nessa tarde de diálogos e trocas foi possível conhecer novas poetas, como a Lila Ripoll, projetos digitais de leituras e também sugestões de leituras, como por exemplo a obra Carta a Guiné Bissau, escrita pelo educador Paulo Freire. É com palavras desse grande educador brasileiro que concluímos o resumo desta atividade, pois entendemos que “Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender” (2002, p. 12).

Por: Maria Ingrid de Macedo

 

 

Oficinas PASP E PET – LETRAS 

Oficinas PASP E PET – LETRAS 

   Dando início a uma série de atividades integradas entre o Programa de Educação Tutorial (PET) Letras e o Projeto de Apoio Social e Pedagógico (PASP), a Roda de Conversa Sobre Textos Acadêmicos aconteceu no dia 07 de julho de 2021, quarta-feira, das 17h30min às 18h30min através da plataforma Google Meet. Os petianos Claudinei Moncks, Lucas Arias e Mariana Cavallari ministraram a atividade, que contou com a participação ativa de alunos da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Primeiramente, foram discutidas entre os participantes experiências e estratégias para uma boa leitura acadêmica. Após, foram propostas algumas perguntas pelos próprios petianos, a fim de estimular o debate sobre as  possíveis dificuldades dos estudantes ao se depararem pela primeira vez com alguns gêneros textuais acadêmicos. Essa roda de conversa em um ambiente virtual foi permeada por discussões e troca de aprendizagens muito ricas entre colegas da instituição. 

   No dia 22 de julho de 2021, aconteceu a primeira oficina integrada entre o PET Letras e o PASP, intitulada Oficina sobre fichamento. Nela, os petianos Bruna Beatriz, Kéven Lima, Mariana Cavallari e Rafael Ramos expuseram a estrutura do gênero textual, problematizam como e porquê utilizá-lo e deram dicas de como garantir um bom fichamento acadêmico. Os participantes puderam socializar suas experiências com fichamentos e tirarem dúvidas sobre o gênero. Essa foi outra atividade que contou com a participação de alunos da UNIPAMPA de diversos cursos e campus.

   No dia 30 de julho, na continuidade das oficinas trabalhadas em conjunto com o PASP em parceria com o PET Letras, ocorreu a atividade intitulada: Introdução ao gênero resumo. A apresentação foi dividida em três etapas, tendo início o resumo acadêmico exposto pela petiana Andressa Freitas de Freitas, resumo indicativo explicado pelo bolsista Igor Zotti Paim e o resumo expandido apresentado pelo petiano Lucas Martins. A construção da oficina teve como base as obras Produção Textual Acadêmica I, de Marcos Baltar e Mary Elizabeth Cerutti-Rizzatti; e Resumo, de Anna Rachel Machado, Eliane Lousada e Lília Santos Abreu-Tardelli.

   A atividade se desenvolveu com o objetivo de contribuir para que os alunos ingressantes na UNIPAMPA a se familiarizassem com os gêneros acadêmicos resenha, resumo e fichamento e a conhecer as amplas finalidades que eles possuem. O encontro contou com um número significativo de participantes que, durante o desenvolvimento das oficinas, tiveram a oportunidade de expor as suas impressões, de contribuir com a apresentação e/ou sanar suas dúvidas.

   No dia 05 de agosto, os bolsistas do grupo PET Letras, da Universidade Federal do Pampa, campus Jaguarão, ministraram a oficina: Introdução ao gênero resenha. Esta oficina teve como objetivo apresentar aos participantes da atividade, a partir do viés bakhtiniano, a materialização discursiva do gênero resenha. Para tanto, nos valemos inicialmente de uma discussão sobre as características maleáveis desse gênero (BAKHTIN, 2000) presentes em amostras reais de circulação – foi realizada a leitura de alguns exemplos de resenhas, selecionadas previamente – , bem como a sua função sociocomunicativa, isto é, a produção de uma resenha é uma resposta de um interlocutor para um outro interlocutor por meio de enunciados. Além disso, nos colocamos à escuta das dúvidas dos participantes com relação à produção do gênero durante a oficina, que contou com mais de 20 participantes e se encerrou com mais de uma hora de duração.

   No término dessa sequência de ações desenvolvidas entre PET-PASP foram importantes para a formação de todos os petianos e para a difusão do trabalho do grupo. Esperamos novas oportunidades de estreitar laços com o PASP e outros projetos da UNIPAMPA, para bem de qualificar e motivar a produção escrita da comunidade discente e comunidade externa.

“Sonho de uma noite de verão”, de Shakespeare 

Sonho de uma noite de verão, de Shakespeare 

   No dia 19 de novembro ocorreu a 2ª edição do ano de 2021 do projeto Clube do Livro. A atividade iniciou às 15 horas via plataforma Google Meet. A obra discutida foi Sonho de uma noite de Verão do autor inglês William Shakespeare, escrita em 1590. O autor traz em sua obra nos moldes teatrais o gênero comédia com elementos baseados na mitologia grega, as diversas formas de amar, rimas poéticas e a comicidade. A ação contou  com um número significativo de participantes no qual muitos trouxeram suas experiências com a escrita do autor, debateram e correlacionaram com o livro discutido.

   Na continuidade, houve uma atividade interativa em que o público presente expressaram e socializaram suas leituras relacionadas à obra. Por fim, o grupo agradeceu a presença de todos.

Por Lucas Martins

 

“Contrabandista”, de João Simões Lopes Neto

Contrabandista, de João Simões Lopes Neto 

“Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira: à luz do sol, no desmaiado da lua, na escuridão das noites, na cerração das madrugadas…”  João S. L. Neto (“Contrabandista”)

No dia 24 de setembro de 2021, às 15 horas, aconteceu o Clube do Livro “Contrabandista” do PET Letras Jaguarão. O conto de João Simões Lopes Neto foi discutido durante uma hora, através da plataforma Google Meet. A dinâmica foi estimulada por perguntas motivadoras através de slides e mediação dos petianos. Questões como regionalismo, fronteira, história do Brasil, representações do masculino e do feminino foram discutidas, bem como questões de teoria literária. Ambientação, espaço, narração e foco narrativo são alguns dos exemplos. A atividade possibilitou que novas visões sobre o conto emergissem, assim como a vontade de ler com novos olhos os Contos Gauchescos de Lopes Neto!

Por Mariana Cavallari